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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

04
Fev13

Quem vive neste país que se habitue!

mudadelinha

Atenção, atenção! Não pretendo criticar, é apenas a realidade portuguesa do meu ponto de vista!

 

Trabalho a part-time no “Banheiro- Bar, Restaurante”. Estudo Direito, tenho pais, sou filha, tenho uma irmã, avós e, namorado. A minha mãe é professora, o meu pai motorista, a minha irmã estudante e, os meus avós comerciantes. Toco numa banda de percussão, tenho carta de condução e, esta é a minha vida.

 

Comigo a trabalhar todas as chávenas cabem dentro do cesto, para lavar. Comigo a trabalhar, não há contas de cabeça, há contas em pé. Pode faltar um 1.50€, ao fim do dia, na caixa, pois eu acrescento-o dos meus extras diários. Se cair pedras de gelo ao chão, chuto-as para debaixo das arcas (ninguém vê e todos fazem!). Quando parto um copo, não o coloco no caixote de metal (apropriado para vidros), meto-o no primeiro balde de lixo que encontrar, porque o caixote de metal está á frente do escritório do patrão! Comigo a trabalhar os clientes ficam satisfeitos, os cafés vão compridos quando deviam ser curtos, levo-lhes o jornal á mesa e, faço-lhes a vontade, converso um bocadinho. Faço-lhes a vontade a eles, não aos meus colegas certamente. Quando não gosto do almoço, não peço outra coisa, sem ninguém ver, como salada de fruta. Digo que vou á casa de banho, durante a tarde e, vou mandar mensagens a alguém. Vou comprar os jornais e, vou tomar café á minha avó rapidinho. Digo sempre que não fui eu que fiz a asneira, mas fui, ou melhor, às vezes fui, outras não. 

 

E, esta sou eu a fazer um exame final na faculdade. Se tiver escolha-múltipla ou, verdadeiros e falsos, arranjo sempre maneira de ver por alguém, ou ao meu lado, ou á minha frente, quem tiver mais próximo. Caso não consiga, faço duas cruzes e, faço verdadeiros que parecem falsos e, vice-versa. Caso o professor não perceba, vai-me perguntar depois de saírem as notas e, aí depois de já saber a resposta vou responder correctamente. Sei que a minha letra é ilegível, no fim de cada exame, mas nem por isso escrevo com calma. O professor vira costas e, troco as folhas de rascunho com a rapariga que estiver ao meu lado. Não uso o telemóvel para ver as horas, para isso levava um relógio. 

 

Estou numa actuação, muito importante e, engano-me enquanto estou a tocar. Parar fica mal, continuo a tocar, como se nada fosse, até acertar os passos. Tenho um instrumento em casa, o qual adoro tocar, apesar do barulho. Já me perguntaram imensas vezes por ele, mas em casa eu não tenho nada.

 

Diariamente. Com a família e amigos. A minha mãe e o meu pai perguntam quanto recebi do mês de Dezembro, digo 100€, mas foram 200€. Perguntam se fui às compras e, eu nunca vou às compras, mas aparece imensa roupa nova, nas minhas gavetas. Foi sempre a Mariana que me deu, até botas e sapatilhas. A minha avó pergunta-me se já fiz o que ela pediu e, é claro que sim, fiz de imediato. 

 

Isto tudo para dizer que em tudo que faço, sou uma aldrabona! Ainda não matei ninguém, mas os meus exemplos políticos ensinam-me a ser assim. Quando for advogada, vou enviar uma carta ao Sr. Presidente da República para inovar os princípios da nossa Constituição. Está-nos a faltar o “Princípio da Aldrabice” e, é bem português, por isso acho injusto não estar consagrado, não me peçam exemplos, porque dava para escrever um livro e, daqueles com muitas páginas.

4 mudardelinha

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