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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

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Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

16
Jun13

No tittle

mudadelinha

Quando somos crianças, temos o pequeno vicío de pedir ás nossas mães um irmão. Não sei se isto se passou só comigo, mas acho que não, já ouvi amigos e colegas, que passaram pela mesma fase.

 

Quando eu era pequena, tinha uns 3/4 anos, pedia muito á minha mãe um irmão. Queria um rapaz, que se chamasse Ricardo, porque era um nome que eu gostava. A minha mãe, não sei se para me satisfazer o pedido ou não, deu-me uma irmã, uns anos mais tarde. Não me importei que fosse uma menina e, não um menino. Eu queria era um irmão/irmã para eu poder brincar. Mas, fiquei seriamente desiludida, porque não pude escolher o nome do bebé. Queria que ela se chama Carolina e, a minha mãe chamou-lhe Beatriz.

 

Eu dei-me por satisfeita, afinal já tinha um bebé para eu poder brincar. Mas mais tarde, quando me apercebi que a minha irmã também crescia, como todas as pessoas, foi uma enorme desilusão, porque já não conseguia pegar nela ao colo, ou passeá-la no carrinho, dar-lhe a sopa e, o leite, que eu tanto gostava. E, aos poucos e poucos, começaram as típicas "picardias" entre irmãs, porque eu queria o que era dela e, ela o que era meu. Ela tinha ciúmes meus e, eu ciúmes dela.

 

Começamos, então, a pedir outro irmão á minha mãe, mas desta vez queríamos um Ricardo, porque já estavamos fartas de nos aturarmos uma á outra e, queríamos um amigo. E, reparem, desta vez éramos duas a pedir. Uma dizia que tava farta de sermos poucas pessoas no Natal, a outra dizia que não gostava da irmã, porque ela não lhe empretava as barbies. Enfim, coisas de crianças. Lógicoo, que a minha mãe nunca nos deu irmão nenhum, nem nada parecido. Ela dizia que se um dia nos desse um irmão, que o rapaz seria tratado pior que um nenuco, e que as crianças não são bonecos. Bonecos nós já tínhamos que chegassem.


Foi uma desilusão muito grande na minha vida e, na da minha irmã, quando nos começamos a aperceber que a minha mãe nunca nos daria mais nenhum irmão, por motivos de saúde e, pela idade claro. Então, depois de uma grande conversa entre irmãs, decidimos revirar a conversa e pedir... um cão claro! Mas, queriamos um cão pequenino e fofinho, não queriamos um cão qualquer.


O ano passado quando a Barbie chegou a minha casa, ninguém sabia como tratar o animal, porque nunca tivemos um cão tão pequenino. Ela media menos que um palmo das nossas mãos, tinhamos medo de a calcar e de a magoar. Tremia e, encolhia-se toda, cheia de medo.


Já passou um ano e, não há melhor maneira de descrevermos a maneira como a tratamos. Ela é o nenuco, o irmão ou irmã, que a minha mãe nunca nos deu. Só que tem 4 patas.


Claro que não lhe mudo as fraldas, nem a passeio em nenhum carrinho de bebé, nem lhe dou o leite e a sopa. Mas, substituimos esses gestos, por outros com o mesmo significado. Ela dorme connosco, brinca, está sempre dentro de casa e, é como se fosse mais que um irmão, é alguém da família, que já não sabemos viver sem ela.

 



2 mudardelinha

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