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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

17
Mar17

Jornada das entrevistas #1

mudadelinha

Uma entrevista, numa empresa filiada no Porto, concretamente na Boavista. O cargo era atrativo, muito atrativo até, fiquei apaixonada por ele mal me candidatei. Gestão de clientes pós venda, num departamento, dos muitos daquela empresa, relacionado com a educação e a formação de jovens, e não só. O horário flexível, das 09.00h ás 17.00h, com folgas ao Domingo e à segunda, consegiu a minha atenção. Possibilidade de muitas deslocações a Lisboa, principalmente ao sábado, mas com carro da empresa. Uma manhã de sol poderoso, ligeiramente atrasada, porque o despertador só toca quando lhe apetece, lá fui. 

 

Uma entrevista que tinha tudo para correu bem. Dois avaliadores: o diretor de recursos humanos e o membro dos recursos humanos que trata do intercâmbio da empresa na Itália. O choque inicial: era uma entrevista de grupo, com uma dinâmica de grupo. A minha primeira vez numa entrevista de grupo, e as poucas dinâmicas de grupo que fiz foram a brincar, nas poucas simulações de processos de recrutamento que assisti ao longo do curso. Sem medos e grandes receios, temos de confiar nas nossas capacidades e nas nossas qualificações. Éramos seis, todos os outros eram de uma faixa etária bem superior á minha. Quando chegou o momento da dinâmica de grupo, tinhamos de chegar a um consenso sobre dois casos que nos forneceram. Três senhoras, com idades próximas, começaram a expor as suas ideias, e não deixaram falar mais ninguém. Bem tentava, não era a única, sem qualquer tipo de sucesso. A linha que separa uma boa maneira de te impores neste ambiente é muito ténue, e a proximidade é muito grande entre a boa educação e o 'ficar mal'. Sem quaisquer regras de bom senso ou de boa educação, sem qualquer noção de cooperação ou de solidariedade, porque quem é mesmo bom naquilo que está a fazer, é bom de qualquer das formas e não precisa de passar por cima de ninguém. Ali, quem fosse bom, seria bom a falar na sua vez, se falasse bem, expusesse as suas ideias de forma coesa e organizada e melhor que os outros. Ali e em qualquer lado. E, claro, debater implica ouvir os outros. Se ficou mal? Para mim ficou. Se para os avaliadores ficou mal, não me pareceu. Se fosse eu que estivesse a avaliar, nenhuma dessas pessoas passava para a segunda fase de recrutamento. Não me consegui identificar, sempre me ensinaram a falar na minha vez e, a deixar falar os outros, porque quando quero sou muito participativa, principalmente se estiver na minha área de conforto, que era o caso. Fui algo que massacrada durante muitos anos relativamente a este último ponto, de deixar os outros falar na sua, e esperar pela minha vez, principalmente nos tempos do secundário, que fiz várias formações com várias instituições e associações de voluntariado. E as pessoas deviam ter consciência disso. Mas são sete cães atrás de um osso, como a minha mãe sempre me disse, e ou lutamos afincadamente por isso, ou se nos deixarmos ficar a oportunidade já está nas mãos de outro. Foi isso que aconteceu.

 

Não era para ser, quando tiver de ser será. Fiquei triste, fiquei muito chateada, algo desiludida comigo, mas depois passou.