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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

11
Abr17

desabafos

mudadelinha

Já começei a escrever este post no domingo ou sábado á noite, mas por alguma razão o meu computador decidiu crashar e não guardar aquilo que estava a escrever e fiquei mesmo chateada por causa disso, tanto que decidi desligá-lo e não voltar a pegar nele.

Tenho-me vindo a queixar por estes lados do meu cansaço e coisas parecidas, mas verdade seja dita, queixo-me de barriga cheia, porque nunca me faltou trabalho, só não na minha área ou perto dela, mas isso já são outros quinhentos!

Este fim-de-semana foi de loucos, mas também só o foi porque eu quis e que aguentei lá isso aguentei, estou aqui firminha da vida, depois de uma semana intensa de trabalho, de trabalhos para entregar do mestrado e, coisas afins. Trabalho desde cedo, começei a trabalhar tinha 15/16 anos (não me lembro bem), e lembro-me que começei a trabalhar no bar onde ainda trabalho, porque queria muito pagar a minha carta de condução. E então lá fui, juntar uns trocos para pagar a minha carta de condução, mas na altura propuseram-me ficar lá a fazer os fins-de-semanas, e como era só ao sábado á noite, não tive problemas em aceitar. Entrava na faculdade naquele ano e o dinheiro que viesse, por pouco que fosse, dava jeito para alguma coisa. Paguei sempre o passe dos transportes públicos e tentei sempre comprar os livros que precisava, e pagar a minha alimentação. E, ainda sobrava dinheiro para algum capricho, como umas sapatilhas ou alguma roupa, E ainda sobrava dinheiro para dar á minha mãe. Ainda estou lá, já trabalhei noutros sitios, já procurei outras coisas, já experimentei outras quantas, mas fui ficando sempre lá.

Este fim-de-semana ligaram-me na sexta-feira para eu ir trabalhar sábado e domingo, e como estou de férias, também não tive problemas em aceitar. Mas, no entretanto, ligou-me um dos meus melhores amigos, a pedir-me para ir trabalhar com ele no sabádo à noite que estava mesmo aflito, porque a rapariga que costuma ir não podia por alguma razão. Não gosto de falhar com ninguém, até porque nunca falhou comigo e, sempre que precisei ele lá estava. Então lá fui. No sabádo trabalhei das 9h ás 17h num sitío e, ás 18h estava noutro sitio, de onde saí perto das 2h, para no domingo ir trabalhar ás 9h.

Se me custou? Ai custou e não foi pouco, tenho estado a trabalhar a semana toda e não estou pouco cansada, estou mesmo muito cansada,os meus pés, as minhas costas e os meus ombros estão a total desgraça, e a minha sorte vai sendo que o L. é fiseoterapeuta e vai-me fazendo uns tratamentos esporádicos!

No sabádo á tarde, em conversa com o L. por telémovel, ele perguntou como eu estava e eu disse-lhe que estava triste, e estava mesmo triste! E estou ainda! Porque no fim ninguém tem uma pontinha em nada daquilo que eu faço, ou no meu esforço e na minha dedicação. Não é que eu faça isto ou aquilo para ouvir boas palavras, mas principalmente da minha mãe e da minha familia é, supostamente, o esperado. Mas não. Nunca acontece. Já fiquei mais triste, agora já é previsivel, mas é sempre revoltante. O que o L. me disse foi muito simples, "Eu estou aqui, é só o que interesse, e eu tenho muito orgulho em ti e sei o quanto estás cansada, por isso acalma-te e quando saires passa por aqui para eu te dar um beijio!". Soube bem ouvir aquilo, soube pelo mundo todo aliás.

E sabem porque é que tenho trabalhado tanto? Porque quero comprar um carro, é o meu primeiro objetivo. Quero um carro para mim, para não depender de ninguém. A minha mãe sempre prometeu oferecer-me um carro quando acabasse a licenciatura, mas não me parece que esteja com ideias disso. A minha irmã, que é mais nova que eu, está agora a tirar a carta e eles falam em comprar um carro, mas não é para mim, é para as duas, como se eu fosse dividir um carro com a minha irmã, tendo em conta que temos vidas completamente separadas. E fico triste,com isso é fico mesmo triste, porque relembro, até hoje sempre dei dinheiro em minha casa, SEMPRE, sem me pedirem nada, sem mo exigirem, eu sempre o dei e, no fim... não recebo nada, nem uma palavra de apoio por todo o meu esforço e dedicação!

 

Boa semana e um beijinho

04
Abr17

não tive tempo de me preparar para isto!

mudadelinha

A última semana foi de loucos, e o quanto eu odeio isso! Ontem e hoje acabo o dia com umas incriveis dores de cabeça, que parecem não ter fim e parecem não quererem me largar, pelo menos nas próximas horas. 

 

Na saga de procurar um trabalho, e no meio dessa preocupação aliada com aulas e, outras preocupações de menor importância, consegui uma estrevista para um projeto, ligeiramente diferente daquilo que estava à espera. O trabalho seria todos os dias úteis, durante uns míseros 15 dias, das 12.30h às 18.30h, com uma pausa para almoço. Não vou mentir, apesar de ser diferente daquilo que eu quero e daquilo que eu procuro, entusiasmou-me imenso e, gostei daquilo que ouvi. Mas não esperava conseguir, nem esperava que me ligassem para uma segunda entrevista. A verdade é que me ligaram e, eu nem pensei muito bem na minha vida, nem em horários, nem nada parecido. Aceitei toda entusiasmada e fiquei toda empolgada. 

 

Passo-vos a explicar. O trabalho é normalmente em pontos aleatórios do centro do porto, nunca é dois dias no mesmo sitio, e eu tenho ido sempre de carro, porque as minhas aulas começam sempre ás 18.30h, e para não chegar interminavelmente atrasada, levo o carro e, deixo-o sempre nalgum parque de estacionamento (não vos vou dizer quanto gasto em parques, porque nem vale a pena). Saio às 18.30h e, voo para as aulas, sempre a tentar não chegar tão atrasada. Impossível, esteja onde estiver, o trânsito à hora que é, é impossível!!

 

Começei na quinta-feira, e por um lado até é bom, porque nas próximas duas semana vou estar de pausa de Páscoa e, assim não me prejudico a chegar atrasada às aulas, mas no fim-de-semana seria suposto estar de "folga" ou pelo menos descansar, mas como se não chegasse já estar a trabalhar durante a semana, ainda fui trabalhar o fim de semana todo!! E PIOR... tinha um trabalho para entregar hoje, dia 4 de Abril, até à 00.00h, que ainda nem sequer o tinha começado e, tinha aulas no sábado de manhã. E só pensava... como se já não fosse mau o suficiente ter aulas ao sabado, nem aí entrava de fim de semana, porque mal sai das aulas fui trabalhar. 

 

Sempre que pensava no trabalho fica louca, então o que aconteceu foi que até ontem, porque hoje já não aguentava fazê-lo, ontem por volta desta hora estava a sair das aulas e, já parecia um morto vivo de pé, foi dormir 4 horas por dia, para me levantar todos os dias às 06.00h para fazer o trabalho e, ir trabalhar ao 12.30h, para sair às 18.30h e ir para as aulas, das aulas para casa, para a rotina começar de novo! No sabádo à noite, enquanto trabalhava, o cansaço já era tanto, que desatei a chorar!

 

Hoje, como já disse, estou com umas horríveis dores de cabeça, mas estou com uma pontinha de orgulho de mim, porque independemente de tudo, consegui! Não falhei nada, entreguei o trabalho a tempo e horas, fui trabalhar, fui às aulas e, apesar de chegar atrasada não faltei a nenhuma. As aulas acabaram ontem, e eu como adoro a palavra "férias", decidi que não tinham de acabar ontem. Há um mês atrás tinha me inscrito num curso de Medicina Legal, que tem a duração de 3 dias e, é das 18.30h às 20.00h. O primeiro dia foi hoje, e será quarta e quinta-feira. Vamos continuar a correr mais dois dias, mas está quase! Na sexta já posso abrandar um bocadinho e, o projeto termina na próxima semana, por isso está quase quase!!

 

Beijinho de boa semana!

17
Mar17

Jornada das entrevistas #1

mudadelinha

Uma entrevista, numa empresa filiada no Porto, concretamente na Boavista. O cargo era atrativo, muito atrativo até, fiquei apaixonada por ele mal me candidatei. Gestão de clientes pós venda, num departamento, dos muitos daquela empresa, relacionado com a educação e a formação de jovens, e não só. O horário flexível, das 09.00h ás 17.00h, com folgas ao Domingo e à segunda, consegiu a minha atenção. Possibilidade de muitas deslocações a Lisboa, principalmente ao sábado, mas com carro da empresa. Uma manhã de sol poderoso, ligeiramente atrasada, porque o despertador só toca quando lhe apetece, lá fui. 

 

Uma entrevista que tinha tudo para correu bem. Dois avaliadores: o diretor de recursos humanos e o membro dos recursos humanos que trata do intercâmbio da empresa na Itália. O choque inicial: era uma entrevista de grupo, com uma dinâmica de grupo. A minha primeira vez numa entrevista de grupo, e as poucas dinâmicas de grupo que fiz foram a brincar, nas poucas simulações de processos de recrutamento que assisti ao longo do curso. Sem medos e grandes receios, temos de confiar nas nossas capacidades e nas nossas qualificações. Éramos seis, todos os outros eram de uma faixa etária bem superior á minha. Quando chegou o momento da dinâmica de grupo, tinhamos de chegar a um consenso sobre dois casos que nos forneceram. Três senhoras, com idades próximas, começaram a expor as suas ideias, e não deixaram falar mais ninguém. Bem tentava, não era a única, sem qualquer tipo de sucesso. A linha que separa uma boa maneira de te impores neste ambiente é muito ténue, e a proximidade é muito grande entre a boa educação e o 'ficar mal'. Sem quaisquer regras de bom senso ou de boa educação, sem qualquer noção de cooperação ou de solidariedade, porque quem é mesmo bom naquilo que está a fazer, é bom de qualquer das formas e não precisa de passar por cima de ninguém. Ali, quem fosse bom, seria bom a falar na sua vez, se falasse bem, expusesse as suas ideias de forma coesa e organizada e melhor que os outros. Ali e em qualquer lado. E, claro, debater implica ouvir os outros. Se ficou mal? Para mim ficou. Se para os avaliadores ficou mal, não me pareceu. Se fosse eu que estivesse a avaliar, nenhuma dessas pessoas passava para a segunda fase de recrutamento. Não me consegui identificar, sempre me ensinaram a falar na minha vez e, a deixar falar os outros, porque quando quero sou muito participativa, principalmente se estiver na minha área de conforto, que era o caso. Fui algo que massacrada durante muitos anos relativamente a este último ponto, de deixar os outros falar na sua, e esperar pela minha vez, principalmente nos tempos do secundário, que fiz várias formações com várias instituições e associações de voluntariado. E as pessoas deviam ter consciência disso. Mas são sete cães atrás de um osso, como a minha mãe sempre me disse, e ou lutamos afincadamente por isso, ou se nos deixarmos ficar a oportunidade já está nas mãos de outro. Foi isso que aconteceu.

 

Não era para ser, quando tiver de ser será. Fiquei triste, fiquei muito chateada, algo desiludida comigo, mas depois passou.

10
Abr16

dramas femininos*

mudadelinha

O drama de encontrar o cartão de multibanco na carteira. Ou, o drama de encontrar as chaves de casa dentro de uma mala atolhada de coisas. Não sou nada organizada, mas vou fazendo um esforço, mesmo assim nestas duas coisas perco sempre uns minutinhos. É isso, e encontrar o cartão do continente ou do pingo doce na carteira, e o do pingo doce que é formato mini.

 

Tento não perder a paciência comigo!