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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

14
Mar17

Ai ai o meu tempo!

mudadelinha

Não tenho tido tempo de vir aqui e peço imensa desculpa. Não é que tenha muita coisa para fazer porque não tenho, o meu tempo é dedicado ao mestrado e as aulas são sempre em horário pós-laboral (uma coisa que adoro sou sincera!). Mas, quando venho aqui ao meu cantinho e, aos vossos também, gosto de fazê-lo num quadro bem grande de privacidade, e isso nem sempre é possível. Vou lendo algumas coisas, mas nem para isso tenho tido muito tempo, e sinto falta. Sinto muita falta de ler e de escrever. Ando dedicada, também, a ler literatura inglesa, para aperfeiçoar o meu inglês e, ando ocupada à procura de algum trabalho, na minha área ou o mais próximo da minha área possível. Não tem sido fácil, coisa de que já estava á espera, mas não posso ficar parada, alguma coisa há-de aparecer mais tarde ou mais cedo, não desanimo! Para já ainda não posso começar a estagiar, só quando estiver inscrita na ordem dos advogados e, isso só vai poder acontecer em Setembro, porque os cursos só abrem a partir daí. Até lá, preciso de fazer alguma coisa, além de estudar e de ler. 

 

Sinto-me extremamente cansada, a precisar de férias e a precisar de sair da minha zona de conforto, tirar uns dias para sair de casa e fugir um bocadinho, para descansar principalmente o psicológico. Mas tão cedo não há férias, o que me desanima um bocado. Há sempre alternativas, e se não houver arranja-se sempre soluções. O moço faz anos em Abril e, estou a pensar oferecer-lhe (não sei se é bem oferecer-lhe, porque o presente é para mim também!) um pack da Odisseias, com alguma atividade para os dois, ou para uma noite num hotel, ou um dia no SPA. Ainda tenho de estudar e analisar a melhor opção. Por falar nisso, o moço arranjou um novo trabalhinho e, estou hiper-mega feliz por ele, porque apesar de não ser na área dele (ele é massagista e osteopata), acaba por ser na área dele porque já faz tempo que ele já trabalha em restauração e gosta também daquilo que faz. Fico feliz por ele porque consegiu melhor, as condições de trabalhosão muitíssimo melhores, a proposta foi praticamente irrecusável, uma cadeia de restaurantes muito mais organizada (a nível de férias, folgas, aumentos, prémios, progressão) e, o melhor ponto a favor é que esse restaurante encontra-se a menos de 2 minutos a pé de minha casa.  Ele também está feliz, ficou certo daquilo que queria depois da entrevista. Inicialmente estava hesitante, a proposta chegou-lhe por um amigo e ele não sabia se devia ir ou não. Acabou por ir, incentivado por mim, não perdemos nada se formos ver o que é e o que têm para nos dizer. E fiquei muito admirada com a atitude dele depois da entrevista. Ainda pensei que ele fosse tremelicar e, ficar de pensar no assunto, pedir uns dias para meditar sobre aqui, mas não! Quando chegou ao pé de mim, disse-me que já tinha marcado um dia á experiência e, que se gostassem dele, ia falar com o atual patrão para o avisar, para denunciar o contrato de trabalho, e cumprir a antecedência obrigatória. Fiquei chocada a olhar para ele, não sabia se me havia de rir ou se havia de chorar, porque não sabia o que lhe dizer. Vocês devem estar a pensar: "Ela está a falar, mas se me lembro ela trabalha no mesmo sitio que ele, e diz que gosta e já trabalha lá há muito tempo". É verdade, mas uma coisa é estar lá a trabalhar a part-time, o que continuo a fazer, outra coisa é estar lá a tempo inteiro. Qualquer pessoa que olhasse para aquele contrato de trabalho ficava estúpida a olhar para ele. Aquilo não tem pés, nem cabeça. E a maneira como são tratados também. Quando vamos comer a um sitio novo, ou quando compramos roupa, costuma-se falar na relação preço-qualidade. Quando falamos em empregos, eu penso na relação triangular trabalho-remuneração-bem estar, e esta relação tal como na primeira, deve ser ponderada e muito bem equilibrada, porque não vamos pôr um trabalhador a trabalhar 40h semanais, de segunda a domingo, com uma folga (quando ela existe!), e durante os três meses de verão sem elas, sem descanso semanal, e a pagarmos quando nos apetece. Se assim, o único fator que perdura da minha relação triangular é o primeiro, é o trabalho. E assim não funciona, para nenhuma das duas partes. E são por estas, e por muitas mais razões que não me cumpre agora citar, que o incentivo a sair o mais rápido possível de lá, porque ninguém merece ser tratado assim no seu local de trabalho, porque por muito que preferisse que ele arranjasse algum trabalho na área dele ficava muito mais feliz, mas já fico muito mais descansada por saber que ele vai sair de lá, e que para o sitio que vai, também vai trabalhar muito (é uma das desvantagens da restauração já sabemos, o trabalho é pesado!), até pode não ter a melhor das afinidades com os colegas (o que duvido que aconteça, porque o L. tem um coração do tamanho do mundo, e toda a gente gosta dele, há mesmo quem abuse da sua inocência e bondade, como este parvo de que acabei de falar), mas pelo menos vai ser mais compensado por isso, porque vai receber bem mais um bocadinho por aquilo que vai fazer. Até lá, procura na sua área, mas vai ganhando o dele! E eu estou super feliz por ele.

 

Foi o melhor que me aconteceu estes últimos tempos, não me estou a lembrar de mais nada bom que me possa ter acontecido. Há sempre coisas boas claro, mas nenhum acontecimento de maior importância que possa partilhar, tirando que tenho uma entrevista amanhã numa empresa, e façam fisgas por mim para correr bem!

 

Vou tentar vir aqui mais vezes. Juro.

Boa semana :)

 

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(imagem retirada da internet)

 

08
Fev17

Demorou mas chegou!

mudadelinha

Depois de uma semana completamente exaustiva, posso dizer que sou final e oficalmente licenciada em Direito pela Universidade Católica Portuguesa! Bem... não sei descrever este sentimento, quando a professora me disse "Bem, decidimos dar-lhe um 14, parabéns!", não sabia onde me meter, a emoção foi tanta que desatei a chorar abraçada ao L. 

 

Doeu, mas já está! Agora que venha o mestrado e todas as etapas seguintes, com muita felicidade, muito esforço... mas sempre rodeada de muito amor!!

 

Obrigado pela força que me deram, um beijinho do tamanho do mundo, vou festejar um bocadinho que na segunda já começa outra vez!

 

15.

(retirada da internet)

 

29
Jan17

Dos últimos acontecimentos*

mudadelinha

2017 até tem sido meu amigo, vá lá. Mais que 2016. Mas, fora isso, deve-se tudo a muito esforço e dedicação.

 

Este é o meu último da licenciatura. Uma licenciatura atribulada diga-se. Quando me inscrevi estava em pânico, porque para acabar a licenciatura no mês de Fevereiro, precisava de me inscrever a 11 cadeiras. E inscrevi-me a 11 cadeiras. Era o tudo ou nada, pensei na altura. Foram muitas vezes que quis desistir, parecia que nada ia correr bem, foram muitas as vezes que liguei à minha mãe, e outras quantas ao L., a chorar e a precisar de força, porque já não a conseguia encontrar sozinha. 

 

A verdade é que... depois de 4 meses, cá estou, e 10 estão feitas! Falta-me uma, o único exame que reprovei e tenho de ir a recurso, mas já estava à espera porque me tinha corrido muito mal. E, falta-me a oral interdisciplinar. 

Recebi as últimas notas na sexta feira e quando pousei os pés na terra pensei "Só falta uma, está quase! O pior já passou!".

 

Estou contente por mim. Estou feliz por mim e, sinto que a vitória acima de tudo é minha, e não sei dizer como sabe sentir isso.

 

Bom domingo**

27
Jan17

Vou-vos contar uma coisa**

mudadelinha

Nunca fui de ter muitos amigos, tenho amigos, mas nem muitos, nem poucos e, tenho pessoas muito próximos, pelas quais nutro um grande carinho e que me são muito próximas e, vão sabendo consequentemente de algumas fases da minha vida. Nunca tive muita dificuldade em adaptar-me a ambientes novos, mudei diversas vezes de escola e isso facilitou as adaptações. Sempre fui, aliás sou, uma pessoa facilmente sociável, que mete conversa com qualquer pessoa (quantas vezes me arrependo disso!! mas ainda não aprendi!), que procura ajuda fácil e, normalmente, sou bem disposta. Sou positiva com a vida, não sou de andar mal-humurada e, facilmente me rio, sou de sorriso muito fácil, o que nem sempre é bom diga-se! Não tenho uma personalidade fácil, tenho os meus defeitos, mas também tenho as minhas qualidades, sou muito teimosa, mas admito facilmente os meus erros e, peço desculpa rápido, quando muitas vezes o erro não foi exclusivamente meu. Se me arrependo? Quantas vezes digo-vos!

O mesmo se passou na faculdade. Mas, já grande parte dos meus amigos e conhecidos, por esta altura, foram para outros sítios, para outras faculdades, para as suas terras-natais. Houveram fases que me senti sozinha, outras que não, mas nunca me dei muito à solidão. Nesta última fase do campeonato, no último ano vá, aproximei-me de três amigas, uma das quais sempre foi minha amiga, a P. Entramos juntas para a faculdade e, sempre nos demos bem, posso dizer que é a amiga que levo da vida académica. As outras duas já conhecia, mas com uma delas tinha uma relação estranha, houve fases que nos dávamos bem, outras que não nos podíamos ver e, outras que suportávamos a presença uma da outra. A verdade, é que começamos as quatro a dar-nos muito bem, tinhamos uma aula juntas no semestre passado e, chegamos a criar um grupo no whatsapp para estar à conversa durante aquela aula. Aquele grupo passou a vida da aula e, era o nosso refúgio. Falamos lá de qualquer coisa e de qualquer assunto, sobre a faculdade ou pessoal. Além de que o respetivo grupo, ultrapassou a barreira da aula, as aulas entretanto acabaram e, nós contiamos sempre a falar. Estávamos as quatro a acabar o curso e, portanto, tornava-se divertido, porque era como se o grupo nos desse sorte, porque era o nosso refúgio, falavámos a todo o tempo, das coisas mais parvas, como das coisas mais sérias. Passaram-se momentos verdadeiramente divertidos!

Uma de nós acabou o curso em setembro e foi viver para Lisboa, porque foi para lá tirar mestrado, mas nada nos impediu de continuar a falar e, sempre que ela vem cá, procurámos sempre maneira de estar juntas. Ficámos três portanto. Três amigas exactamente na mesma situação, quase com as mesmas disciplinas e, sempre a transmitir força para acabarmos o curso agora em Fevereiro! As situações que não criámos de acabar o curso ao mesmo tempo e fazermos uma festa naquela faculdade, fazermos uma viagem as quatro para festejar, irmos para os copos, combinamos até ir passar o Carnaval juntas a Ovar, para descontrair e, festejar também!

 

Bem... perguntam-me agora, o que se passou? Das três que ficamos, a P, a minha amiga, tomou uma decisão, devido à nota de um exame (que vou falar mais à frente), e decidiu não acabar a licenciatura agora, mas só em Junho. Uma situação complicada, mas plausível e, entretanto vai começar o mestrado em Fevereiro, como aluna externa. O que se passou foi que uma de nós, a M. reprovou a uma cadeira, que eu consegui passar, só nós é que estavamos a fazer essa cadeira ainda (FELIZMENTE, porque me esforçei muito, indo mesmo de direta para o exame) e, ficou de tal forma revoltada com o acontecimento, que na segunda-feira, dia em que tivemos o nosso sorteio para a oral interdisciplinar (sim, nós finalizamos o curso com uma oral interdisciplinar, de duas cadeiras, que nos saiem neste preciso sorteio), decidiu nem sequer aparecer, nem atender o telémovel, NADA. Liguei-lhe vezes e vezes sem conta, porque estava em pânico, muito nervosa e, porque não tinha nenhum amigo no grupo de alunos que estava naquela sala, tinha alguns conhecidos, mas ninguém com quem me desse muito bem. Achei estranho mas deixei estar. Senti-me verdadeiramente sozinha naquele dia e, naquela hora. Porque foi todo um idealizar de coisas, que não aconteceram. Entretanto, sairam as notas dessa cadeira e, depois de ter visto a minha, mandei-lhe mensagem a perguntar se estava tudo bem, que não tinha ido ao sorteio, se se tinha passado alguma coisa e, a disser-lhe "Olha já saíram as notas!". Ao que a pessoa me responde de forma não muito agradável, com um "que foi?? deixa-me em paz!! não quero falar com ninguém!!". Aquilo caiu-me mal! Noutra situação não tinha acontecido, mas ali aconteceu. Posso mesmo dizer que por segundos, o meu coração bateu mais rápido e, a vontade de chorar foi alguma, porque não estava à espera. A falta de um "como estás? como te correu o sorteio? tou cansada, não quero falar com ninguém, mas olha um beijinho, depois falamos." disse-me tudo naquele momento. A forma como me respondeu e como falou comigo. Digo-vos que desta não estava à espera. Na semana antes, tinham saído as notas de uma outra cadeira, que nós intitulamos por Cumprimento das Obrigações, e que a par da outra que estava a falar, é um dos cadeirões do nosso curso. E era (e é) a disciplina com que me sinto mais apreensiva e nervosa. Fomos as três fazer o exame, estudamos as três juntas e, fomos tirando dúvidas juntas também. Quando as notas saíram, a M. foi a única que passou, com 11 e, foi a tal disciplina a que reprovei eu e a P. Ainda assim, fizemos uma festa gigantesca, já estava à espera de reprovar naquele exame porque me tinha corrido muito mal, tinha deixado um grupo quase em branco porque entrei em pânico e não soube responder. Fizemos uma chamada as quatro só para lhe dar os parabéns e, por momentos, senti-me mais feliz com a nota dela, do que triste por ter reprovado. São coisas genuínas quando gostamos das pessoas, nem pensamos naquilo que estamos a sentir, porque achamos que as pessoas sentiriam exatamente o mesmo. Mas não, chego à conclusão que até aqui nunca tinha reparado nisso porque sempre que passei, ela passou também, então não haviam motivos para ficar revoltada. E, quando tal não se passou, quando passei e ela não, que só aconteceu uma vez, já estavamos em inícios do Verão e, como andei a trabalhar durante o Verão, desliguei-me completamente do grupo. Na altura disse que tive 10, mas nunca mais falei. Não havia muito que se dizer ali, porque mesmo que dissessem eu não via, e se ela teve uma reação parecida, não soube porque só voltei a estar com ela em Setembro. 

 

As pessoas, os amigos, como lhe quisermos chamar, não sentem o mesmo que nós, principalmente no mundo da faculdade e do trabalho. Não podemos achar que temos alguém inteiramente do nosso lado, a dar-nos toda a força e todo o apoio do mundo, porque não temos. Esses são a nossa familia e, muito provavelmente, o nosso namorado. Porque ninguém quer mais o teu bem, do que o dele mesmo. É esta a realidade. É triste, mas é assim. E eu... já devia ter aprendido isso, mas não! Ainda não aprendi isso, ainda tenho uma pontinha de esperança e de fé, de que as pessoas ao meu redor sejam como eu, que não tenham maldade, inveja e essas coisas feias. Por momentos, acho que não cresci como devia, já devia saber disto à muito tempo, não é a primeira vez. Mas, aprende-se com os erros e, da mesma maneira que já aprendi com outros, aprendi com este também! Estamos sozinhos e, ou nos focamos e lutamos sozinhos por aquilo que queremos, ou nunca vamos conseguir nada, porque ninguém quer que consigamos alguma coisa!

 

 

Bom fim de semana**

 

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 (imagem retirada da internet)