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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

31
Jan16

Uma história contada por mim**

mudadelinha

 

e numa noite fria de Abril aconteceu, o que há muito se esperava, mas do qual fugíamos todos os dias. Não soube desde o primeiro minuto que era ele, mas queria muito que fosse. Senti que o era, sem certezas. Naquela noite, no calor dos braços dele e, no suave espaço entre a sua barba e o seu pescoço, senti-me descansada e feliz, como se aquele fosse o meu lugar. Queria ficar ali, naquela paz.

Dois passados cheios de mágoa e de dor. Já nos conhecíamos e, conhecíamos as nossas histórias, acompanha-mos-las de perto, éramos amigos. Se alguém algum dia me dissesse que era ele não acreditaria. Não mesmo.

Mas aconteceu. Aconteceu porque tinha de acontecer e, quando menos esperava. E, aquele foi o nosso momento. Inicialmente, cheia de medo daquilo que estava a acontecer no meu coração e na minha cabeça, tentei fugir e, esconder aquilo que aquela noite me fez sentir e, aquilo que estava a sentir. Mas, não precisei, ele mostrou-me que sentia exactamente o mesmo e, que não precisava de me esconder, nem esconder nada daquilo que sentia. Aquilo fez-me sentir aliviada, porque o pouco ou muito que existia era recíproco e, quando é recíproco... Bem. Da mesma maneira que o continuei a procurar e, a mostrar que gostava de estar com ele, ele também me procurava. íamos tomar um café, falávamos um bocadinho, uma mensagem de vez em quando. Nunca fomos de trocar mensagens a toda a hora, nem de falarmos a toda hora ou de estarmos juntos todos os dias. Houve até uma altura que só estávamos juntos ao sabádo e, havia semanas que raramente falávamos e, que raramente nos víamos. Ainda agora temos semanas assim, mas com um telefonema ou, uma conversa mais contínua de mensagens. A verdade é que quando estavámos juntos, fosse uma, duas ou três vezes por semana aproveitávamos todos os minutinhos, Não pressionámos nada, nem fizemos acontecer. Sabíamos que era ali que devíamos estar e, o resto acontecia. 

As coisas acontecem quando têm de acontecer, é a maior verdade do mundo... Não é o destino, nem é sorte ou azar... É a vida. Não esperava, já nem sequer pensava no assunto, estava feliz sozinha, estava a aprender a sê-lo aliás, porque nunca o soube ser, mas enquanto o aprendia sentia-me feliz. E, chegou uma criatura, um ser-humano maravilhoso, loiro, de olhos azuis, como se alguma vez tivesse eu apreciado tais traços. 

Não temos o nosso dia, não faço a mais pequena dia em que dia começamos a namorar, ou em que dia me apaixonei por ele. Não temos datas, não temos horas. Aconteceu... De forma tão natural, como as folhas caírem das árvores no outono e, crescerem na primavera.

Todos os dias são dias. As pequenas surpresas são as melhores e, o amor é uma flor, que precisámos regar e cuidar dela. Aprendi isso, aprende-se com os erros, é bem verdade, já o devia saber. Nunca falámos sobre nós, sobre se namorávamos, sobre a nossa relação... As coisas aconteceram, daí nem sabermos em que dia começámos, porque isso não interessa. São datas, meras datas e, o amor não se sente só nesses dias, sente-se todos os dias.

E... é ele. Não tenho qualquer dúvida. Uma vez, a minha irmã perguntou-me algo relacionado com isso, ao que respondi tão naturalmente "É ele e o que me faz sentir melhor é que não o troco por nada deste mundo!". E a minha querida irmã respondeu-me, prontamente, enquando saía pela porta do meu quarto "Estás apaixonada, conheço-te... Mas eu sei que vais ficar com ele porque nunca te vi assim!".

 

E sim, todos os dias são dias e, todos os dias sonho e penso nisso. Em dividir uma casinha, partilharmos o dia-a-dia e, uma vida. 

Foi o melhor que 2015 me trouxe!

 

 

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