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Coisas (des)Interessantes

Coisas (des)Interessantes

19
Out21

Os melhores investimentos desde que viemos morar juntos

mudadelinha

Um fim de semana destes andava a fazer uma sobremesa qualquer (sim, adoro fazer e experimentar sobremesas) e peguei na nossa picadora e pensei “Que grande jeito que me vieste dar, mudaste a minha vida nesta cozinha!”. Da mesma forma que pensei isso da picadora, temos outras coisas que optamos e investimos e não me arrependo nada. Coisas essas que vão desde eletrodomésticos a pequenos objetos práticos. São eles:

  1. A picadora claro que está! Quando me mudei para o Algarve comprei uma manual, daquelas com cordinha, que agora se vê muito nas lojas dos chineses e no IKEA também, e gostava, gostava muito até, mas sempre que queria picar alguma coisa em maior quantidade, bastava-me querer fazer um semifrio e precisar de picar bolacha, aquilo era melhor do que fazer musculação. Ao fim de algum uso, partiu a tampa, mas continuava a ser passível de uso. Na altura de um aniversário ou de um jantar de família, vi a mãe do L. a usar uma Moulinex, e pensei “Que jeito que isto me dava, já não precisava fazer musculação de cada vez que quero picar alguma coisa!” Sei que são caras, saiu-nos do bolso, mas foi das melhores compras que fizemos para a cozinha. Tem sido a minha melhor amiga nos últimos meses e estou rendida. Estou até pensar oferecer uma aos meus pais no Natal, porque também andam sempre com a de cordinha.
  2. A máquina do café. Desde que me apercebi que precisava de uma máquina do café tomei automaticamente a decisão que não seria de cápsula, pelas mais diferentes razões, mas principalmente porque raramente gosto do sabor do café de cápsula (mesmo Nespresso! É melhorzito, mas nada comparado ao café moído.) e porque as cápsulas cá em casa não iam compensar monetariamente, tendo em conta os cafés que bebemos diariamente. Então, mal pudemos, compramos uma máquina de café de pó, onde, na nossa opinião, o café sabe muito melhor e sai-nos muito mais barato ao final do mês. Apanhamos uma promoção na Worten e foi um investimento do qual não nos arrependemos nada.
  3. A máquina de lavar e de secar. Quando viemos morar juntos tínhamos uma máquina de lavar que usamos ainda uns meses, mas que começou a dar problemas de uso e de velhice ao fim de pouco tempo. Percebi cedo que íamos precisar de comprar outra. Acredito que as lavandarias self-service compensem até determinado ponto, mas não era opção andar com a roupa todos os fins de semana para trás e para a frente para lavar e secar. A ideia era comprar uma máquina de lavar melhorzinha, mas uns amigos sugeriram-nos uma 2 em 1, e tendo em conta que moramos num apartamento, e torna-se muito complicado secar a roupa durante o inverno, uma 2 em 1 era uma boa opção. Andamos meses à procura da melhor compra e do melhor preço também, até que em setembro decidimos apostar numa LG que lava e seca a roupa. É uma maravilha para quem mora em apartamentos e não tem espaço para ter duas máquinas, que era o nosso caso. O preço compensa, pelo menos achamos que sim, porque não fica muito mais caro que uma máquina de lavar de uma boa marca.
  4. Outra das coisas que nos veio ajudar e muito foram os sacos do lixo da reciclagem. Foi, também, uma das primeiras decisões que tomamos, que queríamos fazer reciclagem. Para mim nem havia de ser uma decisão, devia ser obrigatório mesmo, e cá em casa foi ponto definido desde o início. Queríamos mesmo ter comprado aqueles baldes de reciclagem, mas a cozinha não é enorme, pelo contrário, e os preços também não são amigos. E só os sacos já dão uma ajuda enorme.
  5. Reparem que quase tudo se enquadra na cozinha e na “lavandaria”, mas a nossa melhor compra para a casa, a nível de mobília, foi mesmo a mesa da sala. Não foi um investimento por ser caro, foi mais por ser “fora da caixa”, mas não fazia sentido de outra maneira. A sala é grande, mas não é gigante, e queríamos muito uma mesa redonda, porque não tem pontas e o não ter pontas não limita os lugares das esquinas, que acontece nas mesas tradicionais retangulares e que eu tanto abomino. Havia poucas ofertas, vimos uma no Ikea que adoramos e era mesmo essa que íamos comprar não tivesse esgotado no tempo em que tomamos a decisão. Não havia muitas mais ofertas dentro dos valores que queríamos, até que fiz uma pesquisa rápida no OLX e, pertinho da nossa zona, encontrei uma mesa redonda, extensível, da cor do resto da sala, com o conjunto das cadeiras, e a um preço simpático. Antes de comprar, pedi para ver (faço quase sempre isto quando compro coisas maiores!), vimos, gostamos, compramos! E que bela compra, adoro a mesa, abrimos quando recebemos visitas, fechamos quando somos só os dois.

 

Das coisas que compramos para a casa, estas são as principais, aquelas que não nos arrependemos nadinha do dinheiro que gastamos. Devem faltar algumas, é verdade, mas se não me lembrei delas até aqui é porque não são tão importantes quanto estas.

 

Tarefas de casa devem ser divididas por igual - 12 coisas que mudam quando  moram juntos - Casamento

(a imagem foi retirada daqui)

28
Set21

Dicas para uma casa/vida organizada  

mudadelinha

 

Os primeiros meses de uma vida em casal foram a adaptação um ao outro, aos nossos hábitos e às nossas rotinas. Se bem que aqui em casa não há muita rotina, principalmente, nos meses de verão, em que o L. trabalha sem folgas e faz sempre mais horas do que as do período normal de trabalho. Então, os meses de verão é sempre um stress para manter as coisas em dia e termos a casa como deve ser. Já eu, meto-me em mil e uma coisas ao mesmo tempo, habituada desde sempre a ter dois e três trabalhos, a estar disponível para tudo e para todos, com uma casa para organizar não foi fácil. Sou uma pessoa extremamente metódica e organizada, daquelas que organiza o armário quase por ordem alfabética e por cores, e aponta tudo e mais alguma coisa. Depois de ter a minha, a nossa casa, comecei a organizar algumas coisas de maneira diferente ao fim de alguns meses e a encontrar formas de nos organizarmos melhor, vou partilhar algumas delas, algumas relacionadas com poupança, mas quase todas com poupança de tempo:

- Basicamente, mesmo para resumir, temos um inventário da dispensa, do congelador e do frigorifico. Vivemos num apartamento pequeno, onde a cozinha é minúscula, tivemos de nos adaptar e “inventar” uma dispensa. Temos noção que nem sempre o tempo para ir às compras é muito, é quase nenhum até, principalmente a dois, então temos de nos organizar. Desta maneira, temos afixado no frigorifico e no congelador, um íman que é uma lista (compro na primark e dá imenso jeito), onde tudo o que entra e tudo o que acaba é automaticamente apontado. Isso facilita-nos imenso a ida às compras. Para a dispensa também tenho uma lista de tudo, porque perco-me nas compras de algumas secções, como das sobremesas, porque adoro fazer sobremesas. Aproveito as listas para apontar as validades de cada coisa, o que me ajuda imenso a organizar os produtos e ter noção das validades a expirar. O próximo passo é definir um “stock” mínimo e máximo de algumas coisas, vai ser uma tarefa difícil, mas possível. Temos inventário de tudo, não só da cozinha, de produtos de limpeza e das coisas de casa de banho.

- Ainda relacionado com o ponto anterior, temos tudo etiquetado e tentamos ter tudo à nossa vista, para nos facilitar.  Tenho mesmo na cozinha um saquinho com etiquetas, fita-cola, esferográficas e marcadores permanentes que é para não nos falhar nada.

- Todas as semanas programo as refeições. Nós só almoçamos, mas eu levo jantar todos os dias para o trabalho. Aproveito o fim de semana para organizar a comida de todos os dias, quer os almoços, quer os meus jantares. Claro que fugimos há regra algumas vezes, e isso não tem problema nenhum, mas se não fizer aquele almoço em x dia, faço no seguinte.

- Da mesma forma que programo as refeições, faço uma programação da roupa que vou levar praticamente todos os dias. Tenho um espaço no roupeiro onde coloco a roupa que quero usar naquela semana. Eu sei que é de mais, e muitas vezes fujo à regra, mas permite-me chegar a casa e não estar preocupada em preparar tudo para o dia seguinte, porque sei que já está preparado, mesmo que no dia seguinte não me apeteça usar nada daquilo, sei que chego, e se chegar muito cansada, posso deitar-me no sofá descansada, que metade das tarefas mais demorosas já estão adiantadas.

- Por norma, com exceção de semanas mais preenchidas, faço uma lista de tarefas domésticas semanais, porque nem sempre conseguimos ter um dia para fazer limpezas a fundo há casa, então é mais fácil estar fixado no frigorifico o que é preciso fazer e vamos fazendo e riscando conforme fazemos.

 

Assim no geral é isto, muito provavelmente há coisas que me estou a esquecer, há outras que quero colocar em prática, mas ainda não conseguimos. Aceitamos sugestões, pesquisamos bastante outras formas de nos organizarmos, porque nem sempre corre bem alguma coisa, ou porque não nos é prático daquela forma, então estamos sempre de mente aberta em relação a organização doméstica.

 

 

 

24
Mai21

6 meses de uma vida a dois

mudadelinha

Nem parece que já passaram seis meses desde o início desta aventura a dois. O que até considero bom sinal, nem dei pelo tempo a passar, e num instante já partilhamos o mesmo espaço há seis meses.

 

Dou por mim a ter preocupações de adulta e a rir-me, o que é realmente assustador, quando me perguntam “O que estás a fazer?” ou “O que é que fizeste no fim de semana?” e as minhas respostas são “Estive a lavar roupa, ou a pôr a roupa a secar, a aspirar a casa toda, a arrumar a cozinha, a preparar a comida para o resto da semana” e coisas similares. Digo assustador, porque nunca pensei que o fosse dizer, mas é intensamente bom quando rumo caminho a casa no fim do horário de trabalho e sei que tenho a minha casa à espera. Não é que não o fosse em casa dos meus pais, pelo contrário, mas acho que entendem que é diferente.

Passo a semana a pensar que no fim de semana vou descansar, que não vou fazer nada, que me vou deitar no sofá e que por lá vou ficar, e na verdade, chega terça-feira e não descansei nada no sofá, porque andei a arrumar ou a cozinhar, mas que me soube muito bem, porque não sei estar em casa quieta, há sempre alguma coisa para fazer.

Os primeiros tempos foram incrivelmente cansativos. Demos este passo, estava sem trabalho, fazia apenas uns trabalhos como freelancer em casa, ele não conseguiu tirar férias, então a mudança foi feita um bocadinho às três pancadas. Quando entrou o segundo confinamento, em janeiro deste ano, ele voltou a ficar em lay-off, e eu começo a trabalhar. Inicialmente num part-time de 4 horas, e posteriormente passei a full-time. Então estava ele em casa todos os dias, e lá foi pondo as coisas ao sítio. Mas andamos meses para conseguir ter a cozinha prática e à nossa maneira, a sala foi a primeira divisão que ficou pronta, mas o segundo quarto a que chamamos de escritório, não vos digo, nem vos conto. Aquela divisão da casa foi mais o quarto dos arrumos de uma mudança, que nem sabemos bem o que é, porque tem lá tudo o que é tralha, caixas e sacos das mudanças, calçado por arrumar, tapetes para pôr no sitio, enfim, todo um mundo de coisas. Supostamente, será para fazermos o nosso escritório, porque com as coisas todas da faculdade preciso muito de um sitio para trabalhar.

 

Fora toda esta aventura das arrumações e das mudanças, tem sido inspirador esta nova fase. Acho que ainda estou na fase do mar de rosas, em que é lindo passar a ferro, lavar a loiça, lavar e estender a roupa. Talvez como o tempo é tão curto seja por isso.

 

Partilhamos toda uma casa e todas as tarefas, aliás não há tarefas que são de um ou que são de outro, as coisas são naturais, e se um não faz, faz o outro e completa. Com exceção de passar a roupa ferro, que o moço oferece de boa vontade, é a única coisa que ele dispensa, mas que se não tiver outro remédio, lá tem de ser. Por exemplo, estive uma semana fora em trabalho, deixei-lhe a roupa de trabalho passada a ferro, mas há sempre outras peças que precisa e que teve de se desenrascar.

 

Somos muito companheiros no que toca à casa, aliás somos companheiros em tudo, e sabia que esta seria a prova que precisavamos, e sinto que ao fim de seis meses é mesmo para a vida. Não é que precisasse desta prova mas é sempre mais uma demonstração de que é. Trabalhamos como equipa, e não há um que faça mais ou um que faça menos. 

 

(imagem retirada daqui)

27
Nov20

Superar a perda de uma pessoa querida

mudadelinha

 

 

Este post já está para ser escrito há muito tempo, mas nunca me senti preparada para tal, e achei a data justa, porque hoje faz um ano que perdi a minha pessoa, a pessoa mais importante da minha vida, a pessoa que mais me apoiou, a pessoa mais presente, a pessoa que nunca me falhou, a pessoa mais tudo: o meu avô Francisco. E a falta que ele faz, não só a mim, mas a toda a família, é inimaginável. Eu acho que a vida segue em frente, o tempo ajuda, mas as saudades nunca se vão, nunca desaparecem.

Queria poder dizer-lhe muita coisa, o meu avô foi e é das pessoas mais importantes da minha vida. Nos momentos bons é dele que me lembro, e como queria poder contar-lhe que arrendei o meu espacinho com o L., e nos maus também é dele que me lembro, porque faz-me tanta falta aquele abraço apertado, e como queria poder contar-lhe que fui despedida, e ouvir o conselho dele.

Os primeiros tempos foram muito difíceis, e a minha mudança para o Algarve ajudou-me muito, porque pude fazer o meu luto sozinha, sem pressões sociais, de que tinha de ir a casa dele, mexer nas coisas dele, e que tinha de ir às finanças ou aqui e acolá, porque tínhamos de resolver a habilitação de herdeiros, e porque havia mil e uma coisas para tratar, que me faziam lembrar todos os dias e todas as horas, de que a partir daquele dia faltava alguém.

Passou um ano, e continua a faltar alguém. E vai sempre faltar, e o lugar na mesa vai estar lá. E deixamos o cinzeiro e os cigarros onde os deixou, nunca lhes mexemos. Ainda está lá metade do cigarro que fumou no último dia, antes de o levarmos para o hospital.

Estava a trabalhar quando o levaram para o hospital, e lembro-me de ir ao hospital vê-lo, fui todos os dias, mas no primeiro dia, entrei sozinha e fiquei paralisada, senti o meu corpo a gelar. Liguei ao L. e disse-lhe que não queria, por tudo, lembrar-me do meu avô assim, não queria que a última imagem do meu avô fosse aquela. E o L. dizia-me que a imagem que eu ia guardar do meu avô nunca seria aquela. E não, não é aquela imagem que guardo, nem é de todo a quero guardar.

Aliás, o que me tem salvo, e é muito por isto que escrevo sobre este tema, são os bons momentos, são todas as memórias e recordações, de uma infância, uma adolescência e de uma vida feliz, com aquela mão ao meu lado, sempre para me amparar e para me dar a melhor palavra. 

São todas as fotografias que lhe tirei, a dar comida às gaivotas e aos gatos, a molhar os pés no mar, e a vender uma cervejinha na adega que tinha e que tanto adorava. As fotografias que tenho dos seus eternos abraços. E, apesar da dor, aconchega-me a alma poder olhar para ele e ouvi-lo sempre que quero, sempre que preciso do calor dele, ou sempre que o imagino a falar comigo.

Vivam todos esses momentos, aqueles momentos que não se pagam, mas filmem muitos momentos em família, ninguém pensa nisso, nunca estamos preparados para momentos assim, para perder as pessoas que amamos, mas filmem muito, ouvir a voz das pessoas faz muita falta, vê-las sorrir também, e sentir o abraço delas, esse nunca mais é possível, mas ajuda as fotografias e os vídeos, onde ouvimos a voz e as gargalhadas juntos.

Passei e passo por fases. Muitos dias maus, alguns dias bons, tenho sobrevivido, melhor até do que alguma vez pensei. Os primeiros meses custaram muito. Há dias que o imagino a falar comigo, há dias que choro porque queria ir almoçar a casa dele. Há dias que tudo me faz lembrar dele, quase todos os dias, e há dias que me lembro que ele só queria que fossemos felizes, e que nos quer ver lutar pelos nossos sonhos e ser felizes.

 

Ajuda-me não ter de lidar todos os dias com esta falta, não ter de ir todos os dias a casa deles, e de fazer as coisas que normalmente fazia com ele. Alivia-me. Ando melhor quando ando distraída, atarefada com o dia-a-dia, preocupada com as mil e uma coisas que tenho para fazer. 

 

Todos os dias me lembro, todos, mas foco-me no bom, tento ouvi-lo sempre como se nunca nos tivesse deixado.

 

Queria deixar uma palavra de esperança, de que quem parte não nos deixa sós, e é difícil, é muito difícil superarmos a perda, é mesmo, mas há vários caminhos. Temos de acreditar que vamos conseguir, que vamos encontrar o melhor caminho e a melhor forma de fazermos o nosso luto, e que esse pode demorar dias, meses ou anos, e que não há problema nenhum com isso, nenhum mesmo.  Cada pessoa tem a sua maneira de encarar e de lidar com as coisas, principalmente com uma perda. A falta do meu avô afetou-nos de maneira diferente e cada encarou de forma diferente. Eu precisei ir com calma. Lembro-me de na semana seguinte, a minha mãe querer que eu fosse ao hospital, fazer qualquer coisa que não me recordo, e eu não consegui. Não consegui porque era demasiado cedo para mim fazer aquela trajetória e aquele percurso, que tanto me marcou. E, lembro-me, de termos de ir a casa dele, procurar por documentos e outras coisas, e eu mal entrei, saí, porque simplesmente não consegui. Ainda hoje me custa ter de ir lá fazer o que quer que seja, porque sim, porque me custa, porque me lembro, e apesar de me querer manter sempre perto, quero encontrar essa liberdade e esse à vontade devagarinho, como se o luto que vou fazendo tivesse vários degraus, várias portas, várias entradas e saídas, que aos bocadinhos vou conseguindo ultrapassar.

 

 

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