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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

26
Abr18

Das muitas coisas que não entendo no facebook

mudadelinha

Acredito muito que as redes sociais têm muitas vantagens e eu sou uma apaixonada nata por elas e uso-as muito. Comecei por dar a devida importância ao Facebook quando um grupo de alunos da minha faculdade criou um grupo a que chamamos o grupo de alunos, onde se tira dúvidas e se partilha tudo, desde apontamentos, resumos, exames anteriores, correções de exames, tudo o que, às vezes, os professores não disponibilizam. Muitas vezes, apetecia-me eliminar o meu Facebook e pensava duas vezes por causa disso, porque, efetivamente, partilha-se muito material útil e interessante. E, além desta, sei que o Facebook e as restantes redes sociais têm muitas outras vantagens. A partilha é tão grande que conseguimos descobrir eventos, promoções, descontos, que de outra maneira demoraríamos muito mais a descobrir ou que se calhar nem saberíamos.

Por outro lado, apercebo-me muitas vezes que muitas vezes pessoas não sabem estabelecer uma linha entre o partilhar tudo e partilhar o essencial, e depois falasse da privacidade, que as redes sociais vieram destabilizar muito esse conceito. Mas, sejamos sinceros: cada um partilha o que quer, correto? Ninguém se pode queixar disso, no meu Facebook e nas redes socias que utilizo, está aquilo que eu quero que esteja, nada mais. Acredito que seja difícil estabelecer essa linha, mas é possível. Através do Facebook descobri muitos amigos que não via há anos, amigos do ensino básico, do ensino secundário, professores com os quais não falava há anos, amigos de infância que seguiram caminhos totalmente diferentes dos meu, e isso, para mim, é a grande vantagem das redes sociais

Faz-me uma certa comichão quando não se estabelece essa linha, entre o pessoal e tudo o resto. Das muitas coisas que não percebo, principalmente no Facebook, uma delas é a partilha de ecografias dos bebes sabem? Não consigo perceber, até tento, mas não consigo perceber qual é a necessidade de se colocar no Facebook a primeira, a segunda, a terceira ecografia que se faz quando se está grávida. Não é demasiado pessoa? É só para mim? Também podia ir para o Facebook partilhar os diversos exames que faço, os resultados das minhas análises ao sangue, o resultado da ressonância magnética que fiz, e afins, mas qual é mesmo a utilidade? E, não estou a criticar, tento sempre não o fazer porque, lá está, cada um partilha o que quer e o que não quer. Se calhar também partilho coisas que outras pessoas não entendem.

 

Mas, acho que, como em tudo na vida, é fundamental aprender a separar linhas nas redes sociais, do que se partilha. Alguém concorda comigo?

 

25
Abr18

Como conheci o L. e como começamos a namorar

mudadelinha

Como conheci o L. e como começamos a namorar – blog dia 24 de abril

 

Não me lembro do momento exato que conheci o L., já foi há muito tempo e não foi amor à primeira vista, antes tivesse sido. Conheci o L. porque ele trabalhava num lugar perto de onde eu trabalhava e já tinha trabalhado no mesmo sitio pelo que partilhávamos amigos. Mas pouco falava com ele, ouvia falar muito dele e de como ele era quando trabalhava com eles, mas nunca tinha falado muito com ele, também porque ele não aparecia muito por aqueles lados. Na altura que deixou de trabalhar naquele sitio a relação com os patrões não acabou muito bem e ele, então, raramente, aparecia, mesmo para ver os amigos. Quando o conheci ele namorava e eu também, mas ficou sempre uma relação engraçada por causa dessa coincidência e por já termos os dois trabalhado no mesmo sitio, apesar de nunca termos trabalhado juntos.

O L. é das melhores pessoas que conheço, sem ser suspeita (vou continuar a ser!), mas mesmo antes de gostar dele sabia disso. O L. é um rapaz que irradia luz porque está sempre bem-disposto, tem sempre uma boa palavra para toda a gente, está sempre a brincar e cativa todos os que o conhecem pela humildade e naturalidade que transmite, é a maneira de ele ser e de estar e sei que não sabe ser de outra forma. Somos um bocadinho diferentes nisso, ele é a pessoa mais descontraída, mais calma e bem-disposta que conheço, muito mais que eu.

Quando nos conhecemos ele já namorava há algum tempo e eu também, nunca imaginamos que um dia os nossos caminhos se pudessem cruzar, mas cruzaram-se e sou grata por isso todos os dias. Continuamos sempre a trabalhar nos mesmos sítios, mas quando a relação dele terminou, ele começou a sair mais com os amigos, que eram os meus colegas de trabalho e começamos a passar mais tempo juntos, porque os amigos eram os mesmos. Bem, começou tudo aí. Aliás, começou tudo em setembro, numa saída no fim de um dia de trabalho e o L. estava num estado muito engraçado e só dizia asneira, tanto que nem ele se lembra desta passagem. No meio de tudo o que fez, andou a noite toda a chatear-me e a dizer-me “Eu gosto muito de ti sabias? Tu não te acreditas, mas é verdade!”, como é lógico não me acreditei em nada e a uma determinada altura da noite até fugia dele com medo do que ele ia dizer a seguir.

Aquilo passou, quando lhe falei naquele dia ele nem se lembrava de metade, por isso vamos só imaginar o estado em que ele estava. Mas continuamos a estar juntos, a ir tomar café com amigos, a sair com os restantes do grupo. E tudo começou assim, às vezes mandava-me mensagem só a mim para ir tomar café com ele, outras mandava-lhe eu a ele, sempre como amigos porque até aqui nunca tinha pensado nele de outra forma. Sempre que saíamos à noite ou que estávamos num sitio com música ele pegava em mim para dançar (eu, que sou horrível a dançar!) e começou assim. Sei que a uma determinada altura o cheiro do perfume dele acompanhava-me diariamente e aquele perfume mexia comigo e sabia, perfeitamente, que já sentia alguma coisa, não sabia se ele também.

Andámos meses naquele clima, e nunca tive qualquer problema em avançar, mas não sabia se devia, mas um determinado dia ganhei coragem e acabamos por nos beijar. Não sei bem o que foi aquilo, no meio de tanto medo, eu soube que era ele e, por mim, o tempo tinha parado naquele dia. Fiquei sem saber reagir, ele principalmente, mas no dia seguinte voltamos a estar juntos. Ninguém sabia do que se tinha passado, nenhum dos dois queria contar a ninguém porque não sabíamos o que ia sair dali, por isso era muito melhor deixarmos só para nós. Mas, no dia seguinte, voltamos a estar juntos e quando me vinha embora, sem ninguém ver, ele deu-me um beijo na cara, e eu voltei para trás e eu dei-lhe outro, em forma de despedida.

Começou assim, andamos meses sem contar a ninguém, aliás nós nunca contamos a ninguém, mas já não sabíamos esconder aquilo que tínhamos. Andamos meses que só estávamos juntos ao sábado e nunca fomos de falar muito por mensagens, era muito raro trocarmos uma mensagem como deve ser, as poucas vezes que o fazíamos era com bonecos ou com brincadeiras parvas.

Às vezes falamos e brincamos com determinadas situações, rimo-nos e ele pergunta-me quando é que soube que estava apaixonada por ele e, sinceramente, desde sempre. Acho que soube desde inicio, mas custou-me a acreditar que estava mesmo. Ele diz que não sabe, mas que provavelmente foi quando nos beijámos, porque nunca mais esqueceu aquele momento, possivelmente porque fui eu que ganhei coragem para o fazer.

A melhor parte, aprendemos sempre a respeitar o espaço um do outro, ele comenta muitas vezes que era o maior dele e confesso que era o meu também. Gostamos imenso de fazer tudo juntos, de namorar, ir ao cinema, jantar, almoçar, lanchar, passear, sair à noite, mas também gostamos imenso de ter o nosso espaço e nosso tempo sozinhos, ou com os nossos amigos, e sempre compreendemos e respeitamos isso. Quando é difícil falamos, e tentamo-nos compreender o lado de cada um, não temos por hábito virar costas só porque sim, ou só porque ele acha que não e eu que sim, damos a cara e falamos sobre os nossos problemas. Olho para nós e penso que temos conseguido construir uma relação bonita, sempre com base no que sentimos um pelo outro e continuo-me a achar uma criança quando olho para ele, porque sinto-me como no primeiro dia e, todos os dias, agradeço-lhe por ter aparecido e por me ter feito acreditar novamente no amor, deu-me muitos novos sentidos.

 

 

24
Abr18

E começar a escrever a tese? Era uma boa ideia!

mudadelinha

Já escolhi o tema há alguns meses atrás, mas estava cheia de medo do tema, se iria encontrar bibliografia suficiente, se seria um tema com sumo suficiente para realizar uma tese e medos afins. Nunca pensei chegar até aqui e ter contacto com esta realidade torna-se assustador por isso mesmo, porque nunca pensei conseguir, mas consegui!

 

Há uns meses atrás procurei aquela que esperava que se tornasse a minha orientadora de tese e escolhi-a por saber que, normalmente, tem poucos orientandos, por gostar do trabalho dela claro, mas porque sinto que vou precisar muito de atenção e de orientação ao longo desta etapa.Marquei uma reunião e levei-lhe então o tema que tinha pensado e levava outro em mente, que sabia que também era da área da professora, para o caso de ela me dar más noticias e me dizer que não era um bom tema. Mas, ao contrário do que pensava, ela adorou o tema e disse-me o que eu queria ouvir "Não vai ser um tema fácil de todo, mas se quiser dar continuidade e o fizer bem é um tema muito inovador, porque poucas referências há sobre isso e porque nunca ninguém o fez, enquanto que o outro é um tema já estudado por quase todos os autores de Direito do Trabalho, e é vir dizer mais do mesmo!”.

 

Foram estas palavras que me levaram a tomar uma decisão, gosto de desafios, apesar de às vezes recuar, neste caso decidi não o fazer. O tema estava escolhido e a ideia é fazer uma breve comparação entre Acidentes de Trabalho e Acidentes em Serviço e perceber o porquê de o regime jurídico ser diferente. Das duas uma: ou não vou ter muito para falar porque sempre foi assim em Portugal, ou vou ter muito para escrever. Entretanto, o tema foi aprovado pela faculdade e o orientador foi atribuído, a data de entrega também já foi estabelecida. A partir de 1 de Maio contam-se 6 meses para o dia de entrega. Fiquei com o tema e com a orientadora que queria e não podia ter ficado mais contente com isso.

 

Entretanto, a única coisa que fiz foi procurar livros e alguns artigos pela internet. Nada mais que isso. Se comecei a escrever alguma coisa? Nada! Nem uma linha. Mas está para breve, muito breve mesmo, e sinto aquele nervoso miudinho e aquela ansiedade quando me apercebo que a vida de estudante está quase a acabar. O fim chegou e não sei se estou contente ou triste com isso porque sempre adorei ser estudante e vou ter saudades, acho que nunca vou deixar de me sentir estudante!

23
Abr18

A minha vida tem música à segunda-feira (parte 16)

mudadelinha

Os Green Day fizeram parte da minha adolescência durante uns belos anos e que saudades tinha de ouvir as suas músicas! Voltando um bocadinho atrás no tempo, a música tem esse poder, partilho uma das músicas da minha adolescência e, acredito, uma das músicas da minha vida!

 

Digam-me, há por aí fãs de Green Day?

 

Continuação de boa semana e boa segunda-feira! :)

 

21
Abr18

Como elaborei o meu currículo vitae

mudadelinha

 

 

Quando acabei o meu curso e comecei a pensar nas várias saídas profissionais surgiu a obrigação de fazer o meu currículo, já tinha um, mas não era exatamente com a mesma finalidade, precisava de fazer um currículo mais profissional e para fins profissionais. Foram várias as dúvidas que surgiram, como não estava a conseguir contornar essas mesmas dúvidas, decidi procurar alguém mais experiente que me pudesse ajudar. Informei-me e a minha faculdade tem um departamento direcionado aos estudantes, com várias finalidades, uma delas ajudá-los nas saídas profissionais, inclusive disponibilizam o apoio de uma psicóloga para nos ajudar a elaborar o currículo quando precisamos. Ao longo de todos os semestres realizam também as oficinas de empregabilidade, com o intuito de preparar os alunos para as entrevistas de trabalho, individuais e coletivas, as várias perguntas que nos podem fazer, as dinâmicas de grupo que algumas empresas fazem nas entrevistas de grupo e coisas assim. Como não tinha horário para frequentar essas oficinas, decidi falar com a psicóloga e ela orientou-me a fazer o meu currículo.

  • Um dos primeiros conselhos que recebi foi afastar-me do modelo europass e fazer alguma coisa minha, com o meu toque pessoal e o mais transparente possível, sem enrolar, o mais conciso e preciso possível.
  • Uma das primeiras coisas que ela me aconselhou e que aceitei foi a colocar uma fotografia, para que quem receba o meu currículo tenha uma ideia de quem sou. Sinceramente, não acho isso uma dica infalível, bem pelo contrário, acho que não vai ajudar a decidir nada, mas acredito que fique bonito, que dê para ter uma primeira impressão, e as primeiras impressões nem sempre são positivas. De tudo o que li até elaborar o meu curriculo, a parte da fotografia não é consensual, há quem diga que sim que se deve colocar, há quem diga que não. Acho que fica ao critério de cada um por ou não.
  • Uma coisa que decidi mal comecei a pensar no meu currículo foi ter apenas a informação pessoal necessária, aquilo que é útil para ocuparmos aquela vaga ou não e o que serve como contacto, como: a idade, o nome, o local de residência (eu tenho o concelho e o distrito e chega muito bem!), o meu contacto telefónico e o email, e o meu LinkedIn, dizem que é a rede social profissional o que também me custa a crer, mas lá está a ocupar mais uma linha. Não acho que seja preciso muito mais sinceramente, nem que me tenha feito diferença alguma vez. Na informação pessoal tenho ainda a informação da carta de condução, para que saibam que tenho carta de condução e veículo próprio.
  • As grandes dúvidas que tive quando elaborei o meu currículo era no restante, ou seja, no que colocava e não colocava na formação académica, profissional, atividades extracurriculares, etc. E, depois de ouvir alguns conselhos e de ler muitas coisas, acabei por estruturar da seguinte forma: formação académica, formação complementar que já passo a explicar, experiência profissional e por último línguas e competências informáticas.
  • Sendo assim, no primeiro separador, na formação académica optei por colocar só e apenas a informação que considero indispensável para a etapa em que estou, para o cargo a que me candidato e por essas razões apenas tenho a faculdade, o curso e o grau, por ordem cronológica, o que estou a fazer no presente é sempre o mais importante, por isso deve ser o primeiro a ser visto, mesmo que não seja valorizado. Tenho, então, a licenciatura e o mestrado. No mestrado tenho a especialização porque considero relevante saberem que mestrado estou a tirar. Perguntar-me-ão se não tenho as médias e eu responderei que não me convém ter, deixo isso para uma eventual entrevista e dificilmente me vão perguntar a média, nas muitas entrevistas que já fui não me perguntaram a média de nada em nenhuma.
  • Noutro separador, na formação profissional, voltei a fazer o mesmo, do passado para o presente, e o mais importante, que considero quase tudo o que fiz até hoje. Tenho a duração das atividades e um pequeno resumo das minhas funções em cada atividade. Na formação profissional opto mesmo por dizer tudo o que já fiz até agora, mesmo que não esteja relacionado com o cargo a que candidato. A finalidade é demonstrar que posso não ter experiência concreta para aquela vaga, mas que tenho outras aptidões.
  • Como terceiro, quarto a considerar com a informação pessoal, tenho a formação complementar, onde tenho as atividades extracurriculares em que fui participando, desde palestras, seminários, conferências, voluntariado, curso de inglês que realizei e outras atividades, como Erasmus Buddy.
  • Em último lugar, mas não menos importante, tenho uma pequena tabela das minhas competências linguísticas, a nível escrito e oral, e informáticas, os respetivos cursos e o nível de Cambridge que tenho.

Outra das dúvidas que tinha relativamente ao currículo era se anexava os diplomas de participação, de prémios, certificados e coisas assim. Optei por não anexar nada e sempre que vou à entrevista levo para o caso de quererem ver.

Acho mesmo muito importante a forma como elaboramos o nosso currículo, porque é o primeiro contacto que um empregador tem connosco e a informação que lá está também diz muito de cada um, por isso quanto melhor o podermos fazer, melhor será e nada de mentir sobre alguma informação, esta é a regra.

Estas são as minhas dicas e a forma como decidi estruturar o meu currículo, posso estar a fazer alguma coisa errada mas aceito correções e sugestões claro, vai de cada um elaborar o seu próprio currículo.

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