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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

04
Abr20

A minha quarentena

mudadelinha

Na semana de 9 de Março fiquei doente, como já expliquei por aqui, desloquei-me ao Hospital, não era nada grave, alergias normais da mudança de estação e, principalmente, de clima. Podem achar engraçado, mas nunca fui dada a alergias, já fiz várias análises e nunca tive alergias, mas desde que vim permanentemente viver para o Algarve, tem sido uma desgraça. E sinto mesmo uma grande diferença quando vou ao Porto e quando volto novamente ao Algarve. A minha mãe queixa-se do mesmo, mas ao contrário de mim a minha mãe é asmática e sobre desse mal o ano todo.

Mas bem, fiquei doente nessa semana, e estive praticamente a semana toda em casa, mal sabia o que estaria para acontecer. Nunca me quis por a par das notícias sobre o COVID-19, os primeiros meses desvalorizei é verdade, acho que todos, de uma maneira geral, o fizemos. Estava sozinha e doente, não foi uma semana fácil, voltar ao trabalho nos últimos dias da semana foi uma lufada de ar fresco, porque estar sozinha tem sido fácil, mas muito se deve ao trabalho e ao local de trabalho, assumo-o.

No início daquela semana, inconsciente e irresponsavelmente, decidi tirar viagem para o Porto, para ir ver os meus, e ia de autocarro. Pensei que não houvesse qualquer problema, até que vejo as notícias de que o COVID-19 tinha sido considerado uma pandemia pela OMS. Fiquei assustada, mas ainda assim convicta de que no fim de semana poderia ir e vir sem quaisquer problemas. Mais tarde, vejo que decidiram fechar todas as escolas do país, e pior, que o norte do país era a zona mais afetada. E foi isso que me assustou. Decidi em segundos que não iria, por mim e pelos meus, sendo a minha mãe e o meu pai pessoas pertencentes a grupos de risco.

No decorrer do fim de semana soube que ‘tão cedo não iríamos para o escritório’ e que faríamos o máximo de trabalho através de casa, até nova informação sobre a suspensão dos prazos processuais, decisão essa que decidiu a vida da profissão nestes próximos tempos. Então a decisão foi simples, sem certezas por quanto tempo duraria esta situação, esperei a decisão do decretamento do estado de emergência, e rumei ao norte do país de carro, porque era a forma mais segura para mim e para os outros, porque não tive contacto com ninguém, só parei para ir à casa de banho e para tomar um café, sempre com as devidas precauções, e decidi fazer a minha quarentena em casa dos meus pais, o meu namorado juntou-se a mim no mesmo dia, o que tornou tudo mais fácil.

Claro que é muito mais confortável estar em casa dos meus pais, só o meu pai é que continua a trabalhar, porque é motorista, até porque posso ajudar mais facilmente a minha mãe, que é de risco, posso trabalhar, estudar, descansar e ainda aproveitar o namorado.

Vivo sozinha há uns meses e tem sido uma experiência muito positiva, mas há sempre saudades de casa, dos pais, da irmã, do namorado, das cadelas. E foi isso que vim aproveitar neste período. As saídas de casa têm sido raríssimas, só para compras essenciais para nós e para as minhas avós, farmácia e trabalho (quando necessário alguma deslocação), porque consigo trabalhar e estudar em casa.

Confesso que não tem sido fácil estar de forma permanente em casa, sou uma pessoa de sol, de esplanadas, que gosta de sair para respirar o ar do mar. Há dias que queria simplesmente sair para ir dar um passeio. Mas não me posso queixar porque tenho espaço ao ar livre em casa e nos dias bons vou para o exterior estudar e ler ao sol, ou só descansar.

Andamos sem horários e rotinas, temos tentado fazer coisas que no dia-a-dia não fazemos porque não temos tempo, como cozinhar (acho que aproveitamos todos para pôr as receitas do papel para a prática, estou sempre a ver bolos e receitas nas redes sociais!), temos tentado fazer algum exercício para exercitar o corpo e a mente, e temos aproveitado a família e as pessoas que amamos.

 

 

Pensamento positivo nestes dias, concordo que vamos dar valor a coisas e a momentos que anteriormente não dávamos.

 

 

27
Mar20

Séries e filmes dos últimos tempos

mudadelinha

Netflix sets up its first European production hub in Madrid

(esta imagem foi retirada daqui)

 

Bem, em estado de emergência e de quarentena, o que tenho feito, além de trabalhar e pôr os estudos em dia, cozinhar, arrumar, é ver Netflix. Acabei todas as séries que andavam em stand-by, fiquei sem séries para ver, vi dois filmes pelo meio, e comecei uma série nova, na qual estou um bocadinho viciada. Cá vai, então, a minha lista de séries para esta quarentena, para quem, tal como eu, está sem ideias do que ver:

  1. Once Upon a Time – série antiguinha é verdade, já a tinha começado a ver há uns aninhos, mas depois parei porque perdi o interesse, e porque devo ter começado a ver outras que gostei mais. Comecei novamente a vê-la há uns meses, é uma série extensa (tem 7 temporadas), mas consegui acabá-la. Não viciei na série toda, acho que inventaram demais e acaba por ser mais do mesmo, mas precisava de alguma coisa assim na minha vida. É uma série cheia de fantasia e de histórias mal contadas, com muitas falhas pelo meio, nem toda a série é de qualidade, é verdade. Não é das minhas séries preferidas, pelo contrário, mas é uma série levezinha, para descontrair serve perfeitamente. A melhor temporada é a primeira, todas as outras são mais do mesmo.
  2. How To Get Away With Murder – decidi dar uma segunda oportunidade a esta série, também há uns meses. Tinha começado a vê-la logo quando saiu, vi 8 episódios se não me engano, e nunca mais lhe pus a vista em cima. Há pouco tempo voltaram a recomendar-me e decidi dar-lhe uma segunda oportunidade. Comecei de onde tinha parado e vi-a todinha, viciei e estou arrependida de não a ter visto com mais calma, porque agora tenho de esperar por episódios e não gosto quando chega esse momento.
  3. Suits – para quem gostar deste género de séries, é uma série de advogados muito engraçada. Tem momentos muito engraçados, adorei o Mike, não gostei da Rachel (personagem interpretada pela Megan Markle).
  4. Riverdale – a primeira e a segunda temporada são muito boas, as restantes são o que acontece sempre, mais do mesmo, além de que envolve muita fantasia e não estou a gostar muito. Acabo por ver os últimos episódios quando não tenho mais nada para ver.
  5. Academia Greenhouse – mais uma série de adolescentes, o meu tipo de série vá, mas que não é das minhas preferidas, mas acabou por me entreter. Os episódios são mais pequenos, o que fez com que a visse mais rápido.
  6. 13 reasons why – a primeira temporada é definitivamente a melhor, mas gostei mais da terceira temporada do que da segunda. A segunda não acrescente mais nada à história. Não é que a terceira temporada acrescente, por mim tinha acabado bem na primeira, mas gostei mais do enredo da terceira do que da segunda. Para quem estiver indeciso se vê ou não a terceira, recomendo.
  7. Orange in the new black – ainda não acabei esta série, tenho de continuar a vê-la porque até estava a gostar. Não colei, mas até gostei da história e do elenco.
  8. As telefonistas – esta foi a série que comecei a ver há 3 dias e já estou na 3ª temporada (no início vá). Não sou muito de séries espanholas, não costumo gostar muito. Não acabei La Casa de Papel por exemplo e tentei ver Elite e não me puxou, mas As Telefonistas foi outra conversa. Adoro a história e o contexto histórico. A história passa-se nos anos 20 e aborda os direitos das mulheres e a forma como eram tratadas, neste caso em Espanha. Revolta ver determinadas passagens, mas é bom entende-las historicamente e ver a forma como as mulheres eram tratadas há alguns anos atrás. Está muito boa a série, além disso sou Team Francisco sim? Nada de Carlos para estes lados, não gosto dele.

Em relação a filmes, vi estes dois na Netflix:

  1. Fala-me de um dia perfeito – já li algumas opiniões muito boas, já sei que existe livro também, e li que o filme está muito fiel, mas sinceramente não gostei. Ou não entendi a mensagem do filme, ou não gostei mesmo. Gostei muito da interpretação da Elle Flaning à Violet, mas nada mais que isso.
  2. 5ª vaga – a história é boa, o filme está mal concretizado. Aliás, não é o estar mal concretizado (também está atenção!), é a falta de originalidade e o tornar-se semelhante a tantos outros do mesmo género. Mas, não estudei bem o filme que queria ver, vi o primeiro que me apareceu, não podia pedir muito.

 

 

Estas são as séries que tenho andado a ver, como prevejo ver as Telefonistas de forma rápida, porque é a única que estou a ver de forma consistente, aceito recomendações. Tentei ver No Meu Bairro, Dinastia, Peaky Blinders (que vou tentar outra vez), Love is Blind, Ana com A (também vou tentar novamente) e nenhuma destas me puxou.

17
Mar20

As saudades

mudadelinha

Em tempos de quarentena e isolamento como o que vivemos, as saudades aguçam-se é verdade, mas nunca pensei que fosse capaz de ficar tantos dias em casa, longe de tudo e de todos, e estar a gostar.

Estar longe de casa tem muitas coisas boas, outras más. Há dias muito bons e há dias que nem tanto. A experiência tem sido positiva de uma maneira geral. Adaptei-me bem ao local de trabalho, mas também tenho dias que ainda me sinto perdida, porque falta-me aquela sensação de “casa”. Mas, acho que essa sensação de “estarmos em casa” demora o seu tempo, certo? Não me preocupo muito com isso. É a nossa capacidade de nos adaptarmos a novos sítios, a casas novas, a espaços novos e de fazer deles nossos.

As saudades não são tanto de chegar a casa e ter tudo feito, ou de ter alguém que o faça por mim, bem pelo contrário. Essas são as tarefas que mais me dão gosto. Cozinhar aquilo que gosto, comer o que me apetece, fazer listas daquilo que tenho e daquilo que preciso, ver panfletos dos hipermercados e ver as promoções e onde me compensa mais comprar o quê.

Dou por mim preocupada que tenho de passar a ferro, e tenho de pôr a roupa a lavar ou a secar, caso contrário não tenho calças para vestir. Dou por mim preocupada que tenho de limpar a casa, o chão é claro e parece que está sempre sujo, que tenho de ir levar o lixo para não ficar cheiros, visto que moro num T1, que tem janelas pequenas, mas que tenho de as abrir para a casa receber luz e respirar.

Tenho saudades da companhia, que se suaviza pelas novas tecnologias. Tenho saudades de chegar a casa e ter as minhas cadelas a saltar-me para as pernas, deitar-me na cama e elas virem para a minha beira, ouvi-las pela casa durante a noite. Não posso ter animais na casa onde estou, nem quero para já. À partida, em breve irei mudar de casa, e nessa vou querer um gatinho para me fazer companhia nos dias mais só.

Tenho saudades do L., a sensação de ter um dia mau, e ter quem me confortasse, mas isso também se suaviza pelas novas tecnologias, nos dias mais tristes, tenho saudades do abraço, mas ele está sempre lá. Sempre mesmo.

12
Mar20

Doente e sozinha

mudadelinha

Este também era um dos meus principais medos. Ficar doente e não saber o que fazer, e estar sozinha. Não tenho grandes amigos nesta zona, com exceção dos meus colegas de trabalho.

Ficar constipada nesta altura foi assustador, primeiro por causa das notícias do COVID-19, depois porque não sou daqui, nunca me dirigi aqui a um hospital ou a um centro de saúde, não tenho médico de família aqui sequer, depois porque tenho toda a minha família numa zona de “risco”, onde já existem alguns casos positivos. Não sou mesmo de alarmismos, estou mais assustada por estarem a fechar tudo, do que com o vírus propriamente dito.

Já estava adoentada há uns dias, as mudanças de temperatura devido ao ar condicionado alteram-me todo o sistema, e o clima também, que é totalmente diferente daquilo que estou habituada. Este também é um dos pontos de adaptação, porque é muito bonito estar sempre calor e sol, mas isso tem outras consequências.

Na segunda cheguei ao escritório mesmo constipada, já tinha comprado medicamentos e parecia-me que seriam alergias. Chamaram-me à atenção que devia ter ficado em casa a recompor-me, mas para mim ficar em casa por causa de uma simples constipação era demais. Mas, lá está, esqueci-me que as pessoas estão todas assustadas por causa do vírus. A meio da tarde, no fim de uma formação, lá me pareceu razoável ficar por casa e recuperar bem. Na terça, não existiam melhorias, decidi dirigir-me a algum sítio que me ajudassem, lá fui ao centro de saúde mais próximo e de lá segui para o Hospital de Faro.

No Hospital de Faro, ao fim de umas horas de espera nas urgências, concluíram que mais não seria do que alergias e uma inflamação leve na garganta. Nada de novidades, portanto. A medicação foi igual à que já estava a tomar, e recomendaram-me os cuidados normais, principalmente por ter as defesas mais frágeis.

A verdade é que fiquei 2 dias e meio sozinha em casa a recuperar e isso era o que me assustava, e não foi muito agradável. Porque, pode parecer estranho, mas companhia nestes dias sabe bem. Mas, tudo se recompôs.

Já estou bem, fiquei bem, e não sou um caso positivo de CODAVID-19, felizmente.  Ao fim destes 3 dias, sinto uma pontinha de orgulho desmedida, porque já não tenho de ter medo de ficar doente e sozinha. Mais um obstáculo superado com sucesso!

 

 

 

04
Mar20

Os principais medos e receios

mudadelinha

É a primeira vez que estou a morar sozinha. Até ao momento sempre morei em casa dos meus pais, não fui estudar para longe, não fui de Erasmus, sempre fui muito caseira, ou os meus pais sempre foram muito protetores e galinhas. Uma das duas, ou as duas.

Eu não estava habituada a fazer todos os dias o meu almoço e jantar, ou a fazer as tarefas diárias de uma casa, ou a ir deixar fora o lixo, ou a passar todos os dias a minha roupa a ferro e andar preocupada com isso. Estava habituada a fazer isso e muito mais, porque sempre aprendi a fazê-lo, mas não todos os dias.

Mas, isso não foi nenhum choque. Gosto de o fazer, compro aquilo que gosto, janto aquilo que quero, só me preocupo mais com o almoço, porque almoço no escritório e porque gosto de me alimentar bem durante o dia.

Os meus maiores medos aconteceram na mesma semana e não foi de todo agradável. Um foi esquecer-me do botão do fogão ligado durante o dia, por total descuido, e o outro foi encontrar bichos em casa. Não gosto de aranhas, nem de abelhas, esses bichos e bichinhos causam-me arrepios, e sempre chamei alguém para me ajudar. Sabia que a partir do momento que estivesse sozinha não teria ninguém, não podia chamar o meu pai, ou namorado, ou a minha mãe, ou irmã, ninguém. As minhas únicas soluções eram safar-me sozinha ou chamar a senhoria, que por acaso mora atrás de mim, e essa foi a minha solução para o problema do gás, porque por acaso a senhora estava em casa e apercebeu-se e conseguir agir a tempo. Por acaso, quando dei pela aranha (acho eu que era uma aranha, nem tenho a certeza!), estava a falar com os meus pais pelo Skype. Enquanto se riam e gritavam comigo que tinha de me safar, eu lá ganhei coragem para matar o bicharoco, mas antes ainda batia à porta da senhoria, mas não estava ninguém. Não sei se fiquei branca, pálida, se quase desmaiei com os nervos, valeu pelo susto, e já não há próxima, porque da próxima já não fico sem reação!

Quanto ao gás, sempre fui muito cuidadosa, principalmente depois de estar sozinha, mas aconteceu. Fez com que tivesse o dobro da atenção e o dobro do cuidado.

 

Entrei em pânico nas duas situações, mas tudo se resolveu e tudo ficou bem, é o mais importante! E evitar que volte a acontecer.

 

Resultado de imagem para viver sozinha

(esta imagem foi tirada daqui)

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