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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

18
Mai19

Não tenho um título para dar

mudadelinha

A minha vida, nos últimos meses, não tem sido fácil, daí o meu desaparecimento por estes lados, porque tem sido mesmo difícil ter tempo para tudo, motivação também confesso, e apesar não ter sido uma coisa que eu quisesse propositadamente, acabei por me distanciar um bocadinho, por muitas razões, mas principalmente para ter tempo para mim e para os meus, para pensar e refletir sobre muita coisa, essencialmente sobre a minha vida e o meu futuro.

A nível profissional, o ano que passou foi um ano de esperança, que as coisas iam começar a encaixar-se e a correr bem. Comecei finalmente o meu estágio da Ordem dos Advogados, não começou da melhor forma, desabafei muito sobre isso, mas lá encontrei o meu lugarzinho, que apesar de não ser o melhor do mundo, identifiquei-me e senti-me mais aliviada. 2018 ensinou-me mesmo muita coisa, ensinou-me que as coisas se vivem com calma, que tudo acontece a seu tempo, não vale a pena ter pressa, porque isso só traz frustração, revolta, desmotivação e desanimo. Com a ajuda do L., consegui esse equilíbrio na minha vida e na minha mente, porque não era uma pessoa assim antes de o conhecer.

Ao longo de 2018 criei muitas expectativas para o ano que se aproximava, expectativas pessoais e profissionais, derivados do fim do meu estágio da ordem profissional e com a minha possível aprovação no exame de agregação. Sabia que não seria de todo fácil, nunca o foi, mas também aprendi que tudo o que vale a pena não é fácil, implica muitas horas de esforço e dedicação, muito foco e disciplina, e muita vontade. E, vontade foi coisa que nunca me faltou, às vezes falha-me a força e a fé na humanidade, são coisas diferentes acho.

Em abril terminei o meu estágio, que não foi de todo fácil, nem de mão beijada. Para pensar sequer que podia terminá-lo foram muitas horas, foram dilemas atrás de dilemas, entre terminar e arriscar, ou jogar pelo seguro e pedir prorrogação de 6 meses, como tantos outros colegas o fizeram. Mas, no inicio do estágio eu tinha estabelecido que se tivesse tudo o que era exigido para o terminar assim o faria, nem medos, nem incertezas, e assim foi. Ao longo da segunda fase de estágio, que durou 1 ano, consegui fazer tudo o que o nosso regulamento exige: 20 assistências (10 sozinha e 10 acompanhada pela patrona ou advogado de confiança, das quais 5 em civil e 5 em penal), 5 intervenções em audiências de julgamento e 6 peças subscritas por mim, estagiária, e pela minha patrona. Custou muito, mas consegui, e em abril assim o fiz, entreguei todos os relatórios, que muitas horas de sono me tiraram, no dia 18 de abril no dia anterior ao aniversário do L., porque não quis agendar para depois, porque era o fim de semana da páscoa.

 

Depois de entregar tudo o que tinha para entregar consegui respirar um bocadinho de alivio, senti uma pontinha de orgulho, por todo o percurso até ali e pensei “falta tão pouco!”. O exame era a meta final, e setembro era o inicio de tudo, se consegui a tão esperada aprovação podia-me considerar advogada. Comecei a preparar o exame em janeiro, logo depois do Natal, a juntar e atualizar a legislação todo, comprar códigos e material, imprimir todos os exames de anos anteriores, e todo o material de apoio que iria precisar, para começar a estudar com antecedência e não deixar tudo para última da hora.

E esse foi um dos meus grandes erros, ter criado dentro de mim e dos meus, tantas expectativas para setembro de 2019, porque nunca, mas nunca, ao longo destes dois, equacionei que alguma coisa fosse correr, não deixei de dar o meu melhor, de me esforçar e fazer T-U-D-O o que estava ao meu alcance para não desiludir novamente os que gostam e fazem tudo por mim.

 

Mas, aconteceu. Esta semana recebi a noticia que os meus relatórios de estágio não serão aceites, por uma simples peça não subscrita, e que não serei admitida, nem à entrevista, nem ao exame final. Entrei em choque, e voltei a tentar o tudo por tudo, fazer tudo o que estava ao meu alcance para que tal não pudesse acontecer, mas logo de seguida recebo um email que ainda realça mais esse aviso. E não posso pedir a prorrogação, porque ou era uma coisa, ou outra.

Estes dias não têm sido mesmo fáceis, nem para mim, nem para os que me são mais próximos, e como não os quero massacrar com o assunto, porque sei que eles estão tão desanimados como eu, preferi escrever sobre o assunto. Pelo menos desse lado ninguém me conhece, e posso falar à vontade sobre isto. Sinto-me desanimada, desmotivada, os meus dias não têm nada para eu fazer, não me sinto de férias, porque o ‘botão’ do exame já estava ligado, e já estava a estudar arduamente para o exame. Cortaram-me as pernas antes de sequer chegar à praia. E sinto-me perdida, mesmo muito perdida, porque não sei o que vou fazer à minha vida daqui para a frente. Voltar a estagiar 18 é uma opção, a opção mais próxima até, porque cancelam-me inscrição e posso voltar a inscrever-me sem setembro deste ano. Sinto-me sem objetivos, sem metas, e tem sido muito difícil lidar com isso, olhar para um lado e não ter nada para fazer, e olhar para o outro e ver um estágio não remunerado de 18 meses à minha frente.

 

Eu quero só passar a mensagem, e é mesmo só isto que quero transmitir, além do desabafo é claro, de que tudo é possível, e apesar de desiludida, continuo a acreditar que as coisas acontecem a seu tempo, e não vale a pena ter pressa. Estou preparada que os próximos dias vão ser difíceis, não estava preparada para isto, não me preparei para esta hipótese, ainda assim, creio que ter-me preparado para esta hipótese não era uma opção viável, nunca nos metemos numa coisa a ponderar que vai correr mal, eu pelo menos não sou assim. Acredito que daqui a uma semana me vou sentir melhor, tenho pensado tirar uma semana para mim, possivelmente viajar sozinha até um sitio relativamente perto, para puder pensar e cuidar da minha mente, criar objetivos, recarregar forças e energias, e colocar novamente cartas em cima da mesa.

 

 

E, acreditem, não se desiste, mesmo quando tudo nos empurra para essa mísera opção!

Ah! E estou de volta 

 

 

 

 

06
Fev19

A continuação da saga de ser uma advogada estagiária

mudadelinha

Ando nesta vida há um ano e um mês, e confesso-vos, que depois de muitos desabafos, a coisa não melhorou, bem pelo contrário e acreditem que a necessidade de exteriorizar estes últimos meses é muita, caso contrário não o faria, porque tenho todo um exame para preparar e organizar e muitas outras coisas por fazer, porque a vida anda atarefada.

Não sei se já o disse por aqui, mas quando decidi ingressar no curso de direito, a minha verdadeira paixão era direito internacional, e continua a ser, e quando escolhi direito fui muito influenciada pelos meus pais. Não que não o quisesse, bem pelo contrário, mas se não os tivesse ouvido, certamente andaria por aí à procura de emprego com uma licenciatura em história ou em educação, qualquer coisa parecida, porque o meu sonho sempre foi ser professora. De maneira alguma não me arrependo da decisão, ainda hoje a minha mãe fala disso, e apesar de todas as dificuldades que me apareceram em direito, nunca equacionei mudar de curso, nem nunca me senti arrependida de lá estar. Senti-me cansada, frustrada, desmotivada, mas arrependida nunca. A ideia de direito internacional foi desaparecendo ao longo dos anos a estudar direito, não por não ter gostado, mas pelo grau de dificuldade e, mais tarde, a ideia de fazer os exames para o CEJ (Centro de Estudos Judiciários) também, porque essa sempre foi a segunda opção. Senti-me tão cansada no fim da licenciatura e do mestrado, que foi impensável estudar arduamente mais não-sei-quantos meses para um exame dificílimo, em que a probabilidade de ser admitida era minúscula. Eu até sou pessoa que gosto de arriscar e sei que com muito esforço, estudo e dedicação, muito foco, se consegue tudo aquilo que queremos, mas quando a vontade não é muito, é melhor nem tentar, porque é tempo e dinheiro gasto, e é melhor admitirmos isso imediatamente.

       Quando dei por terminada a licenciatura, parei uns tempos para pensar e refletir, e decidi afastar-me substancialmente das minhas ideias iniciais. Ser advogada não é um sonho, nunca o foi, mas é uma profissão onde me imagino, ou imaginava pelo menos. Tive seis meses a ponderar esta hipótese, e mais outras quantas, como se me inscrevia no centro regional do Porto ou no Pólo de Guimarães, se optava pelo horário de pós-laboral, que pessoalmente, sempre gostei mais, e muitas outras questões. Fui muito influenciada, e quando digo muito foi muito mesmo. Tomei todas estas decisões baseada em conselhos, ora dos meus pais, ora da minha antiga patrona e respetiva estagiária, e nunca ouvi o meu coração. Quer dizer, ouvir eu ouvi, só nunca lhe prestei a devida atenção. E tomar decisões baseada nos conselhos dos outros, porque me achava inexperiente, foi a morte do artista e eu nunca tive muito jeito para ser artista.

O meu estágio em advocacia começou mal, com a minha primeira patrona, e não me quero alongar muito neste primeiro tópico, porque foram tempos maus, que às vezes ainda me sobressaltam com uns pesadelos de vez em quando, tal foi a importância que dei ao assunto. Mudei de escritório, e mudei para melhor, nalgumas coisas, para piores noutras. Quer dizer, para pior acho que nunca posso dizer que mudei, porque pior que aquilo era impossível. Digamos que não fui para muito melhor.

Não vou poupar palavras, nem vou esconder, que em direito e em advocacia a média é das coisas mais importantes para o nosso currículo. A média e as línguas, e não é só no mundo do direito, em quase todos os cursos superiores e no mercado de trabalho em geral. É pelo menos a minha opinião. Quando não tens uma média simpática, que é o meu caso, ou tens outros pontos do currículo a teu favor, para conseguires um estágio/emprego razoável, numa empresa ou numa sociedade de advogados, ou vais ter de te sujeitar aos estágios medíocres de advocacia que há por aí, que é o que mais há, e lutar muito por um estágio/emprego equilibrado. E as condições que esses estágios apresentam ainda são mais medíocres que o próprio estágio.

A grande maioria dos estágios não são remunerados, não se ganha nada, se não tivermos nós de pagar para nos deixarem estagiar. E digo-vos, quando saíamos da licenciatura em direito, não estamos preparados para estagiar ao mais alto nível, ou para sermos completamente autónomos e independentes, porque na prática tudo é diferente da teórica, e se na faculdade não fazemos nada sem o apoio da legislação, na prática não precisamos da legislação para quase nada. Aliás, estou a fazer todo um estágio de 18 meses que só pego na legislação para a atualizar, e conto pelos dedos quantas vezes precisei dela para resolver alguma coisa.

É muito desmotivante começarmos numa profissão em que não recebemos nenhuma retribuição, nem nenhuma ajuda para transportes, alimentação, fotocopias, e todas as nossas despesas. É suposto andarmos até ao fim a pedir dinheiro aos nossos pais, como se eles já não nos tivessem pago toda uma licenciatura, na esperança que fossemos gente? É desmotivante, acreditem que é. No meu caso, tento compensar com trabalhos ao fim-de-semana, e até à semana, sempre que posso. Trabalhar nunca fez mal a ninguém, e não tenho medo de trabalhar seja no que for. A mim não me incomoda fazer umas horas no café e ter de sujar as mãos a lavar loiça, ou a varrer, ou a limpar casas de banho. É a única forma que tenho de ajudar os meus pais e de me ajudar a mim, é a trabalhar, e dá muita bagagem para trabalhar com pessoas e conhecer um pouco que seja o mundo de trabalho.

Mas, o mais revoltante, foi o que já disse, mais medíocres são os estágios que nos oferecem, e aqui podia falar por muitos colegas meus, mas falo pela minha experiência. No primeiro escritório, onde estive seis meses, nada aprendi porque nada fiz. O que eu fazia no escritório era estudar para os trabalhos e exames do mestrado. E podem ficar a pensar que a culpa é minha, é completamente legitimo que assim pensem, que fosse falta de vontade de aprender e de trabalhar, mas quando não nos dão trabalho, é preferível estudar do que ficarmos a olhar para as paredes, como muitas vezes me aconteceu. E odeio tempo perdido no Facebook e na internet, digo muitas vezes que tempo é dinheiro, e é uma grande verdade. Os tempos nesse escritório foram horríveis e pesados, o escritório era gelado, cheguei a ficar mesmo doente, e quando mudei, o ambiente e a minha disposição melhoraram.

A verdade é que aceitam estagiários e não têm condições para isso, nem trabalho para lhes oferecer, e muito menos vontade de os ensinar devidamente, e isso é muito mau, porque afinal o que estamos lá a fazer? Ninguém nasce ensinado lamento, todos começaram da mesma forma e alguém teve de os ensinar. Faltam 2 meses para acabar o meu estágio, e quando penso no que aprendi até aqui, desanimo. Quando penso que em Maio posso vir a ter a minha entrevista (entrevista sobre o estágio), e em junho o meu exame final, fico em choque, porque não me sinto preparada. E sabem o pior de tudo? O pior de tudo, para mim, é estarmos dependentes de outra pessoa para concluir o estágio e sermos admitidos ao exame. Digo isto inúmeras vezes, o exame é responsabilidade minha, sou eu que tenho de estudar e sou eu que vou lá estar com a caneta na mão com os meus conhecimentos, o estágio não, estou dependente da vontade alheia, e não tem sido muito agradável estar à espera que os outros me ensinem e me deixem fazer. É muito ingrato, porque ser advogado passa muito por lidar com os problemas dos clientes, e eu compreendo que transferir isso para as mãos de um estagiário sem experiência é perigoso, mas com apoio e acompanhamento tudo se faz, para isso é que estamos lá. Mas digo-vos que, num ano e meio que cá estou, nunca assisti a uma reunião e pouco ou nada falei com algum cliente.

Se nos primeiros meses até acordava bem-disposta para ir para o escritório, hoje já não acontece. Estou muito cansada do escritório, do ambiente, da porcaria do lugar e cadeira de estagiária que me dá cabo das costas e me estraga sempre as meias de vidro (se as levar, que já nem as levo!), de ter de dividir um lugarzinho na secretária do meu patrono, porque nem têm uma secretária, ou um lugar como deve ser. Estou muito cansada dos pormenores e das continhas de tudo: dos clipes, das folhas, do carimbo, se as impressões são a cores ou a preto, do café, de tudo! E, chega ao fim, e somos sempre os mocinhos dos recados, dos arquivos, das fotocópias, do café, das cartas de pagamento dos condomínios, que não nos servem de rigorosamente nada, da pesquisa de jurisprudência e afins.

E o acompanhamento devido que nos deviam dar para sermos capazes de terminar descansados isto, esse nem está previsto no nosso regulamento, é completamente aldrabado, e sabem porquê?  Porque quem paga somos nós, e não é pouco acreditem, se tivermos de prorrogar o estágio pagamos, se reprovarmos pagamos, e pagamos desde o inicio e a responsabilidade é sempre nossa quando estamos dependentes de outros

 

É desmotivante, na maior parte dos dias penso que já faltou mais, que está quase, mas depois paro e penso: e em setembro? O que vou fazer da minha vida? Para onde vou? Vou trabalhar sozinha, abro o meu escritório? Ainda sou uma menina, que não aprendeu nada durante o estágio, como é que vou trabalhar sozinha? Isto ainda mais assustador, tento manter a calma e pensar só nas férias em setembro, se as tiver. A partir de setembro a minha vida está em branco, não consigo ver absolutamente nada a partir dali, e é muito assustador não conseguimos ver o nosso futuro.

 

Tento depositar as minhas energias nos trabalhinhos que vou arranjando, que é o que me vai salvando, e penso que é um dia de cada vez e que não me vale de nada ter pressa, porque no fim tudo se compõe e tudo fica bem. Nem sempre é fácil admito, mas é isto.

 

 

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(daqui)

 

 

30
Jan19

A luta diária pela organização

mudadelinha

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(daqui)

 

Eu bem tento, já disse por aqui, várias vezes, que sou uma pessoa organizada, ou pelo menos tento. Uns dias corre bem, outros nem tanto. É como ser calma, considero-me uma pessoa calma, mas há dias que é melhor não me chatearem muito.

Ao longo dos anos de 2017 e de 2018, percebi que havia coisas que queria mudar, que tinha mesmo de mudar, e uma delas era a minha organização. Tornava-se impossível ser organizada no meio de tanta tralha que tinha dentro dos meus espaços, quer fosse o meu quarto, o meu escritório, ou até todo o meu material de estudo. O objetivo era poupar espaço e ao poupar espaço pouparia tempo e nesse caso pouparia tempo perdido.

O meu dia a dia é bastante organizado, safo-me bastante bem com a minha agenda, se bem que este ano tenho duas, uma agenda profissional, e outra agenda pessoal, que aproveito para organizar o blog e afins. Além da agenda, costumo ter um caderno/bloco de notas, onde anoto as compras (urgentes e não urgentes), as tarefas e compromissos que tenho de fazer, e estas tarefas passam mais pelo que tenho de organizar e não me posso esquecer, por exemplo, organizar o estudo para o exame de junho, e coloco tópicos. Já não vivo sem nenhum destes materiais, que são sempre uma ajuda muito importante, e vou riscando à medida que vou fazendo.

Fora isso, pus mais algumas medidas em ação, umas que vou manter porque resultaram, outras que preciso reformular:

  • Caixas, caixas e caixas. Caixas são só a melhor ajuda para organizarmos um espaço e foi o que fiz. Como o meu primeiro objetivo foi organizar o meu espaço de estudo em casa, e ele estava uma autêntica sujeira, porque há anos que colocava lá tudo, decidi começar por aí. Tudo o que tinha de sobra e não precisava, mas não queria dar ou meter fora, coloquei em caixas, e deixei à mão tudo o que preciso para os próximos tempos, para estudar, trabalhar, fazer trabalhos manuais, tirar fotocópias, imprimir e essas coisas.
  • Na minha estante, tenho um calendário de bolso, onde aponto todos os meus compromissos, o que me permite sempre ver o que vou ter na semana seguinte. Ao conseguir ver isso, consigo logo ver o que preciso fazer para cada um desses compromissos, se preciso levar algum documento, ou algum material de apoio que não me posso esquecer, se preciso levar almoço, a toga, e esses afins. Além disso, permite-me ver se posso marcar coisas para essa semana, as horas, se tenho tempo para fazer mais alguma coisa, se vou ter algum dia livre para me dedicar a outra tarefa.
  • Na minha estante, tenho também um calendário colado com o objetivo de poupança, onde anoto o dinheiro que preciso por de lado, em que dia, e onde vou fazendo contas. E ao lado desse calendário, tenho o mesmo que escrevo no bloco de notas: as compras e as tarefas, que vou riscando à medida que as faço, ou que não preciso.
  • Comecei a usar com mais frequência o bloco de notas do telemóvel, mas são coisas mais pontuais e mais em cima de hora que não me posso esquecer. E gosto muito de usar a aplicação das sticky notes no computador, porque mal abro o ambiente de trabalho aparecem-me as notas todas organizadas.
  • Um dos meus melhores hábitos é deixar tudo preparado no dia anterior, às vezes exagero neste ponto, principalmente com a lancheira e com a roupa que vou vestir na manhã seguinte. Mas, se deixasse a roupa para escolher na hora, não saía de casa, a verdade é essa, então prefiro sempre deixar tudo em cima da cadeira, até o calçado. Até porque assim dou uso a outro objetivo.
  • O que está fora do sitio é para arrumar, e isso aplica-se também à roupa. Mal dispo a roupa que tenho vestido, arrumo-a logo no devido sitio e evito ter roupa espalhada pelo quarto.
  • Comecei a arranjar um sitio para tudo. Tenho uma caixa para as faturas de cada ano, uma capa para os documentos do estágio, uma capa para cada disciplina do exame, e comigo no dia ando com duas capas: uma que tem uma etiqueta de “Estágio” e outra “Coisas pessoais”. Mais fácil não há, e o segredo das etiquetas é inteligente para não nos perdemos no meio do espaço. Sempre que posso coloco uma etiqueta com o respetivo nome e é muito mais fácil. Fiz isso quando arrumei o calçado de verão, e acho que me vai facilitar muito quando for arrumar o calçado de inverno que ocupa muito mais espaço. Tenho uma caixa que diz “Objetos de viagem”, e lá tenho as bolsinhas à prova de água que costumo levar, a carteirinha que também costumo levar, os recipientes dos líquidos, os saquinhos de plástico transparentes, e esse género de coisas. Tenho outra caixa com os materiais eletrónicos, como carregadores, máquina fotográfica, cartões de memória, adaptadores usb e leitores de cartões de memória. Basicamente, tentei encontrar um lugar para tudo, com uma etiqueta e, na maioria, uma caixa.
  • Dizer não à procrastinação, nem sempre é fácil, mas é fácil, e acabar sempre o que começo, não deixar as tarefas a meio, que também é difícil, mas também é possível.
  • Outra das coisas que faço é não acumular, ou tentar não o fazer. Não acumular: 1) trabalho e tarefas; 2) coisas por fazer, como aspirar o carro, o quarto, limpar o quarto, arrumar a roupa, etc; 3) tralha, seja o que for, tento diariamente não o fazer.

 

Muito por conta de todas estas coisas, tenho conseguido um dia-a-dia muito mais calmo e tranquilo, sem grande stress, sem pressas e sempre com tudo em dia. Claro que há dias e dias, há dias de atrasos, trânsitos, muitas coisas para fazer com pouco tempo. Mas o essencial está aqui e tem-me ajudado muito.

Aceitam-se dicas, sugestões. Por aí, conseguem organizar-se?

28
Jan19

Não me dou bem com o inverno

mudadelinha

 

(daqui)

 

Factos são factos e há factos que merecem ser partilhados, ou porque são importantes, ou porque são engraçados. Neste caso, confesso que se trata da segunda opção.

Não sou, de todo, uma pessoa do frio e do inverno, bem pelo contrário. Custa-me horrores o frio, a chuva, o vento gelado, e demora tanto a passar que ainda me custa mais. Quando quiserem conhecer uma pessoa friorenta, muito friorenta, falem comigo, tenho todo um manual de dicas que vos posso dar.

  • Não é de estranhar e acho até que já comentei por aqui que a primeira coisa que faço quando chego a casa do trabalho é vestir o pijama, e em casa só ando de pijama, ou roupa quentinha. Pijamas + pantufas = combinação perfeita.
  • Durmo com imensa roupa de cama: os lençóis polares de preferência, dois cobertores e um edredão polar. É lógico que para sair da cama de manhã não é muito agradável, mas acontece porque tem mesmo de acontecer.
  • Tenho imensos pijamas, mas acho por bem não os combinar. Nunca ando com o conjunto completo do pijama, são as calças de um e a camisola de outro, e um casaco fora do contexto do pijama, só porque acho que fica bonito (só que não!).
  • Tenho de ter as calças do pijama presas às meias, por isso tenho meias de dormir apropriadas a esse efeito, e tenho meias do dia-a-dia. Não gosto da sensação de me mexer de noite e sentir as calças nos joelhos.
  • O mesmo acontece com a combinação entre calças e camisola, a camisola tem de estar dentro das calças.
  • Este inverno estou a lutar contra o frio, então tenho tentado usar menos roupa. Durmo só com o pijama, as calças e a camisola, e para trabalhar também tenho tentado reduzir as camadas de roupa e, principalmente, das meias, porque sou aquela pessoa que usa três pares de meias, porque tem sempre os pés gelados. Em relação à roupa, tenho conseguido usar apenas três camadas de roupa: uma t-shirt interior, ou um top de alças, uma camisola interior e a respetiva roupa. Se estiver muito frio tento compensar uma camisa ou com os casacos, para o escritório levo um blazer debaixo do casacão, ou do kispo, para puder tirar o casaco à vontade e não ter frio. E tenho estado muito orgulhosa de mim porque ainda não senti necessidade de usar gorros, luvas e cachecóis/golas. A bem dizer, ando sempre com um lenço ou cachecol, mas acabo por não o usar, está ali só para prevenir.
  • Em relação às meias, sou aquela pessoa capaz de usar 3 pares de meias, mas este ano não. Este ano apenas tenho usado um ou dois, depende do pretexto e também da temperatura.

 

Não sou uma pessoa de inverno, não sou mesmo. São os meses que mais me custam e o meu corpo ressente imenso este meu pânico com o frio. Sou aquela pessoa que ia facilmente trabalhar de pijama e pantufas todos os dias.

25
Jan19

Para 2019

mudadelinha

Bem sei que 2019 já começou há uns dias, mas nunca é tarde.

2019 promete ser um ano muito positivo, também vou fazer por isso, trago comigo algumas das resoluções e dos objetivos de 2018, e tenho outros novos para este ano. Tenho grandes e pequenas resoluções para este novo ano, novos objetivos e desafios, novos sonhos, e querendo ser realista cá vão elas:

  • Tornar-me finalmente advogada, se passar no exame final em junho e acabar com estes horrores de ser estagiária, que já está a dar comigo em doida, e começar a pensar no a seguir, porque não é só passar no exame.
  • Conseguir viajar pelo menos 3 vezes, se forem duas já não me queixo, e uma dentro do nosso país, e conhecer novos países, cidades e sítios. Estou a planear uma viajem à Polónia já para o inicio deste ano, estou muito curiosa para visitar Cracóvia e os campos de concentração. Esta viagem foi fazê-la com uma amiga à partida, e com o L. estamos a pensar visitar a Eslovênia e a Croácia, mas ainda andamos a estudar as melhores opções e os melhores preços, também é uma opção ficarmos só pela Eslovênia.
  • Tirar um curso de inglês como deve ser e quando digo ‘como deve ser’ é um curso intensivo, onde possa aperfeiçoar as técnicas, o vocabulário, onde aprenda a sentir-me mais à vontade com esta língua, que me dê um certificado para o currículo e que me abra portas novas.
  • Começar a praticar exercício físico, e estou a pensar inscrever-me na natação. Pratiquei natação durantes longos anos, nunca foi um desporto que me motivasse, mas na falta de mais tempo e pela necessidade de praticar desporto, vou apostar nisso. Ando a tentar convencer o L. a vir comigo, mas ele ainda tem menos tempo que eu.
  • Ir a um festival de verão que já sei qual é e investir mais na minha cultura: concertos, teatro, cinema.
  • Renovar aos bocadinhos o meu armário. Já destralhe quase tudo, mas a partir de agora quero apostar apenas em roupa que precise para trabalhar e para a minha profissão. Deixei de ter peças de roupa ‘só de andar em casa’, ou ’só de fim de semana’, porque só ocupa espaço e só me faz ter vontade a vestir, o que não pode ser.
  • Continuar a poupar, ando a meter de lado 5€ por semana, ou seja 20€ por mês, além das outras poupanças que já tinha, e tem corrido bem.
  • O maior objetivo deste ano é conseguir o meu espacinho com o L., não sei se estou a ser muito ambiciosa, mas estou com esperança e com um feeling que é este ano, e vamos lutar muito por isso.
  • Além destas que são as resoluções maiores, decidi este inverno, tentar não me dar tanto ao frio e tomar medidas neste sentido. Estas medidas passam principalmente por dormir com menos roupa e andar com menos roupa no meu dia-a-dia, optar mais por lenços e cachecóis do que por golas altas, e para já tem corrido bem, tenho-me sentido bem, não tenho sentido frio e ainda não fiquei doente este inverno.
  • Ler e escrever mais, vamos lá ver se é este ano. Não cumpri o objetivo de ler mais em 2018, mas vou tentar novamente em 2019.
  • Ver mais filmes.

 

Tudo parece alinhado, com força, dedicação e muito esforço, espero que as coisas se alinhem e espero cumprir todos os objetivos.

 

 

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(a imagem é daqui)

 

 

 

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