Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Coisas (des)Interessantes

Coisas (des)Interessantes

13
Mar18

Mudar de prioridades nem sempre é mau

mudadelinha

Devemos definir prioridades para organizarmos melhor o nosso tempo, para dar-mos mais importância a cada coisa, para por-mos cada coisa no seu devido sítio e para conseguirmos dar sempre o nosso melhor naquilo que fazemos. Nunca fui muito boa nesta gestão de prioridades, ou porque surgia alguma coisa mais aliciante, ou pela falta de vontade nas tarefas que tinha para fazer, e colocava sempre qualquer coisa à frente da verdadeira prioridade. Se me arrependi algumas vezes? Sem dúvida que sim. Prejudiquei várias vezes certos afazeres porque não soube gerir prioridades, principalmente, no que toca a estudar.

 

Mas, ao longo dos últimos anos, tenho-me apercebido que sem prioridades bem definidas é impossível gerir o meu tempo e fazer aquilo que gosto. Antes de mais comecei por ponderar muito bem aquilo que era realmente importante fazer naquele exato momento. Em cada fase da nossa vida temos prioridades diferentes, aliás a cada dia que passa as prioridades vão-se alterando. Se hoje a minha prioridade é dar o máximo nas aulas e não falhar, amanhã a minha prioridade pode ser outra qualquer. Isso não é necessariamente mau. Passamos por várias fases e é normal que cada uma delas exija prioridades diferentes.

 

Tenho-me apercebido que as minhas principais prioridades foram-se alterando de forma muito importante e não considero isso mau, nem aborrecido, porque significa que cresci e que comecei a ter outras perspetivas, perspetivas diferentes de ver as coisas. Pelo contrário, tenho-me sentido mais confiante e segura com isso, porque vou definindo pouco a pouco aquilo que é importante para mim e para a minha felicidade.

 

Neste momento uma das minhas prioridades é o meu descanso pessoal e digo-vos que todos os dias procuro ter um bocadinho de espaço para isso, ou para ler, escrever, passear pela internet ou simplesmente para fazer aquilo que eu gosto. E tudo se deve a uma gestão de tempo. Se há uns tempos a minha prioridade era trabalhar, a minha prioridade agora é passar tempo com as pessoas de que gosto, incluindo com o L., fazer aquilo que gosto e me dá prazer. A gestão do meu tempo vai sempre ao encontro destas prioridades, apesar de às vezes se tornar difícil, tento fazer o que tenho para fazer: se tenho de estudar estudo, se tenho de trabalhar trabalho, procuro nunca deixar para amanhã o que posso fazer hoje, nem deixar para daqui bocado o que posso fazer agora. Isso bem definido faz com que tenha mais tempo para outras coisas, ao invés de o estar a gastar com coisas desnecessárias.

 

Já há algum tempo que me tinha apercebido, mas este fim de semana foi claro. Apareceu-me um trabalho para domingo, que implicava estar o dia todo fora de casa e não saber a que horas chegar. Balancei as prioridades e achei que não compensava ir fazer uma coisa que não queria, o peso do descanso pessoal e o peso de mais um trabalho, que por muito jeito que me desse não me ia pagar um domingo em casa, a arrumar o meu quarto, ler, ouvir música e ter o dia para mim, coisa que não costuma acontecer. Tenho andado sempre cheia de coisas para fazer porque meto-me em tudo e quero fazer tudo ao mesmo tempo e isso significa abdicar de tempo para mim e abdicar de tempo para fazer aquilo que gosto. Há muito tempo que o meu tempo é contado até ao último segundo e os dias deviam ter 48 horas (mas não tem!) e gerir tudo nem sempre é fácil. Tentar conciliar as aulas da ordem com o estágio, com a realização da tese, com tempo para a família e para o namorado e ainda com alguns trabalhinhos ao fim de semana para ganhar algum dinheiro não é fácil. Daí o ter de gerir prioridades e refletir sobre o que é mais importante. Sempre que me vejo num conflito de tarefas pondero, pondero com a cabeça e com o coração grande parte das vezes e tem resultado.

 

Outra das questões é colocar tudo primeiro que o nosso descanso e deixarmos sempre isso para último. Consigo ser multifunções e multifacetada com facilidade, mas digo-vos que cansada há sempre alguma tarefa que não corre como devia porque não estou empenhada a 100% e porque não estou a dar o meu melhor. Acho isso mais frustrante que tentar fazer tudo ao mesmo tempo.

 

Esta balança é essencial na minha vida e grande parte das vezes é muito difícil de o fazer, mas precisa ser feito e precisamos de abdicar de coisas que não nos dão prazer. Foi isso que fiz e não me arrependo de cada vez que o faço porque me traz paz interior e traz-me descanso, coisa que preciso e nem sempre o tenho.

10
Mar18

A segunda parte de destralhar

mudadelinha

A primeira começou a semana passada. 

2018 começou com esse objetivo e será para o cumprir sem dúvida alguma. Há muitos anos que só acumulo coisas e não organizo nada. É papéis, é recadinhos, caixinhas, copinhos, lembrancinhas de pessoas com quem não falo há mil anos e mais mil e uma coisas. Chegou a altura de arrumar, destralhar, pôr ao lixo, aproveitar o que puder, ficar com o essencial, usar o que tenho até cabar, comprar quando não tiver mais ou quando precisar mesmo. 

Comecei este processo com o que considerava mesmo urgente, que foram mesmo as minhas estantes e toda uma licenciatura reduzida a caixas que não me estavam a ser úteis. Portanto, tirei tudo para fora, pus tudo em capas e separadores e deixei tudo à mão para quando precisar não andar aflita à procura da capa x ou y. Por aqui o que me falta é arrumar o material escolar, arrumar as gavetas das estantes e pouco mais. Mas vou dar alguma margem de tempo a isso porque quero estudar melhor a decoração e organização com que o posso fazer.

 

A segunda parte deste processo vai-se reduzir à vida digital e digo-vos desde já que não sei o que vai ser mais fácil. Preciso de forma muito urgente organizar os meus dois emails, onde tenho mails infinitos por ler, de há 7/8 anos e onde tenho subscrições atrás de subscrições que não faço ideia para que é que preciso delas. 

Depois, vamos lá às redes sociais. Facebook e instagram contem comigo! Quero rever todos os amigos que tenho, todas as páginas em que tenho gosto, os guardados do facebook (a que dou muito uso, cujo separador está cheio ate mais não!). Ainda neste sentido, os favoritos do computador. E aqui vou perder muito tempo por razões óbvias.

 

Por último, quero apenas organizar as minhas ferramentas digitais, o meu disco rigido e a minha pen. Esta última, onde quero deixar o essencial para trabalhar no dia-a-dia.

 

Estou entusiasmada com isto, alguém passa pelo mesmo que eu? Acumular até mais não?

 

Bom fim-de-semana 

 

06
Mar18

Coisas do amor #9

mudadelinha

Estávamos a falar de férias com um amigo e ele estava a comentar connosco que as férias em casal é a melhor forma de as duas pessoas se conhecerem, de conhecerem habitos e rotinas, manias e traumas. Concordo plenamente, férias servem para isso e muito mais, tanto eu como o L. concordamos com isso, apesar de não termos ido de férias assim tantas vezes quanto isso.

No meio da conversa, pergunto-lhe descaradamente, apesar de aqui só para nós, já estava a contar com a resposta, mas quis perguntar-lhe o que, afinal, descobriu sobre mim que já não soubesse. A primeira vez que fomos de férias já namorávamos há dois anos, apesar de já termos ido passear muitas vezes, férias no seu verdadeiro sentido nunca tinhamos feito.

A resposta dele foi muito simples, depois de se rir um bocadinho com a minha pergunta:

- Que pergunta fácil! Tu já me tinhas dito muito vezes mas até ver não me acreditava. - riu-se novamente - Tu adormeces em qualquer sitío, consegues ser pior que os bebés e as crianças. - desta vez, ri-me porque, como disse, já esperava a resposta - Tu dormes de pé, nas escadas, num banco de jardim, numa mesa de café, em qualquer lado! E se eu não estiver atento, continuo a andar e tu ali ficas! Ah e mais, consegues dormir mais que eu, o que me choca mesmo porque é muito dificil e ainda dormes muito melhor que eu porque desmaias literalmente. 

 

 

Isto não é totalmente verdade, quer dizer, talvez seja grande parte. Quando fomos a Madrid estava TÃO cansada (escolhi mal o calçado) que adormecia em qualquer lugar. Tenho umas histórias engraçadas neste sentido para contar sobre esta viagem. E rimo-nos sempre imenso quando nos lembrámos de alguma, principalmente quando adormeci durante um concerto que vimos nessa viagem.

 

O amor também é isto, rirmo-nos destes momentos, que no momento não têm muita piada, mas que são histórias!

E por mim ia já de férias amanhã... com um calçado confortável, aprendi a lição em Madrid.

 

Sigam-me noutro sítio

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D