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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

19
Dez18

De 2018 e dos 26 anos

mudadelinha

Os 26 já vão há uns meses e este género de post já está a ser pensado há muito mais tempo que isso, basicamente desde o inicio do ano de 2018, mas não o consegui para os meus 26 anos, que foram em Agosto e queria muito fazer algo do género, então decidi juntar com tudo o que fiz e aprendi em 2018, e talvez para o ano consiga dos 27.

2018 foi um ano bastante positivo, contrariamente ao que eu pensava, porque 2017 já tinha sido muito bom, 2018 conseguiu ser ainda melhor, com muito esforço, dedicação e muito amor envolvido.

 

  1. Luxemburgo, Malta, Bérgamo, Barcelona
    1. Em 2018, visitei 4 países. Malta foi uma lufada de ar fresco, e foram as férias que tanto precisávamos. Foram umas férias a dois, sem confusão, sem preocupações, só os dois, e foi mesmo muito bom. Adoramos Malta, e deixei aqui a minha opinião. Na ida para Malta, fizemos escala em Bérgamo, uma escala pequenina, mesmo muito curta, mas decidimos arriscar ir conhecer a cidade e não nos arrependemos. Pousamos, pela primeira vez, os pés em Itália e não desiludiu. Foi uma visita muito curtinha, só deu tempo de darmos uma voltinha e tomarmos o pequeno almoço, mas deu para respirarmos o ar italiano e não ficarmos presos no aeroporto. Estivemos, sensivelmente, 45 minutos em Bérgamo, mas foi toda uma aventura de autocarro, com a mala atrás, e não nos entendemos muito com o sistema de transportes públicos italianos. Ficamos com muita vontade de voltar e de conhecer mais, ficará para uma próxima vez. Mas, adoramos quando temos oportunidade de, através de escalas, conhecer mais uma cidade, ou uma parcela muita curta dessa cidade.
    2. Barcelona foi a minha primeira aventura sozinha fora do nosso país, e depois de todo o nervosismo e ansiedade nos dias anteriores, foi maravilhoso viajar sozinha.
    3. Luxemburgo foi uma pequena surpresa. Não levava grandes expectativas e surpreendeu-me. É um país pequeno, mas com muito para conhecer e muito bonito, e muito ficou por conhecer, mas esperamos ir lá os dois e ficar mais uns dias para conhecermos mais.
  2. Aos 26 anos, ainda só fui a 7 países europeus (os quatro mencionados em cima, a França, Alemanha, e umas quantas vezes a Espanha, país que já conheço as duas cidades principais e uma das ilhas (Palma de Maiorca), uma das qual a capital - Madrid e Barcelona) e o meu feedback é que Barcelona vale muito mais a pena.
  3. Kodaline, no MEO MARÉS VIVAS – em 2018 consegui cumprir mais um sonho e riscar mais um da minha enorme lista, que foi ouvir uma das minhas bandas favoritas ao vivo, os Kodaline. Foi das melhores experiências, por mim ouvia-os todos os dias ao vivo, não desiludiram de todo, e foi o melhor dinheiro gasto. Ainda consegui ver 20 minutos do concerto da Carolina Deslandes, infelizmente chegamos atrasadas, queria muito vê-la, mas é um desejo que se mantém para 2019.
  4. Desconcerto no Teatro Sá da Bandeira. Foi uma parte da prenda de anos do L., que faz anos em abril, e mal vi a publicação do Desconcerto, numa data que podíamos ir os dois, decidi fazer-lhe a surpresa, e que bom que foi. Estes momentos a dois são deliciosos e ficam na nossa memória porque são queridos, e quem nos dera ter mais, porque adoramos fazer estas coisas. A prenda saiu-me mais cara do que contava, porque quando fui comprar já estava tudo esgotado, ficamos então com lugares privilegiados, porque ainda assim eu decidi comprar, e valeu TANTO a pena.
  5. Aos 26 anos, já vi alguns dos meus artistas preferidos ao vivo, nacionais e internacionais, mas ainda me faltam uns quantos. Vi o Miguel Araújo e o António Zambujo duas vezes, já vi o Rui Veloso, os Anjos, o David Fonseca, os Xutos e Pontapés mais que uma vez, o Seu Jorge que foi uma grande desilusão, os Azeitonas, a Carolina Deslandes (apesar de ter sido só 15 minutos do concerto), os Kodaline que referi em cima, e devo-me estar a esquecer de alguns. 
  6. Inicio do estágio. Foi uma das etapas que mais marcou o meu ano, começou mal, mas obrigou-me a crescer, e está a correr bem, apesar de todas as dificuldades e de toda a desmotivação, tem sido melhor que os primeiros meses. Agora o que me preocupa é o exame.
  7. Destralhar. Esta sim, foi daquelas decisões que nunca pensei conseguir tomar. Foi uma decisão daquelas bem grandes e muito boas. O próximo passo é não acumular outra vez e esse é um objetivo para 2019. Livrar-me de tudo o que for inútil. Peso extra atrasa e muito, este foi e é o lema deste processo.
  8. Poupar. Sempre fui uma pessoa poupadinha ou sempre tentei, mas nem sempre é possível. Trabalho há anos, desde os meus 16 anos, e não tenho um pé de meio, nem um mealheiro. Comecei a fazer isso este ano, e é para continuar nos próximos anos. A ideia é sempre poupar mais e arranjar outras formas de poupar, sozinha e a dois.
  9. Organização. Criei metas de organização, como ter uma agenda organizada para a minha vida profissional e pessoal, e tenho uma agenda do blog, onde vou tentando organizar os posts, o que quero escrever, os dias, as horas. E tento ver as agendas todos os dias, apontar tudo direitinho, para não me perder, fazer o que a Cláudia refere, tirar todos os dias um tempinho para rever a agenda.
  10. Gestão de tempo. Deixar tudo para a última da hora nunca foi opção, sempre ouvi que a pressa é inimiga da perfeição. Claro que no meio de uma semana cheia de tarefas e mil-e-uma-coisas para fazer é impossível não existir uma coisa que fique para último, mas aprendi que uma boa gestão de tempo é o segredo de muita coisa.
  11. Viajar sozinha. Em 2018 e aos 26 anos consegui ter a experiência de viajar sozinha, e é para repetir. Ando a pensar experimentar a Polónia, mais concretamente Cracóvia, porque queria visitar os campos de concentração. Não sei se sozinha será uma opção, mas na falta de conciliação com o L. estou tentada.
  12. Viajar a dois. Aos 26 anos já fomos juntos a Palma de Maiorca, Madrid, Bérgamo e Malta, e é maravilhoso ter a companhia dele. Entendemo-nos mesmo muito bem e é sempre uma aventura.
  13. Aos 26 anos, já viajei a dois, sozinha, com amigos e com os meus pais, e espero ter oportunidade de voltar a viajar com os meus pais, ou com a minha mãe. Quem sabe não será a prenda de anos dela.
  14. Tempo sozinha. Também já é uma meta pessoal com alguns anos, mas 2018 foi um ano de muito crescimento pessoal e como tal o meu tempo sozinha foi essencial para isso. Aprendi que sozinha sou capaz de muito mais, tornei-me mais confiante e segura daquilo que sou e daquilo que quero, das minhas opiniões e da minha forma de estar. Aprendi a desenrascar-me sozinha e a fazer algumas coisas sozinha, e não me sinto triste por causa disso.
  15. Cuidar de mim e tratar de mim e do meu corpo.
  16. Afeiçoamento físico e emocional. Em contrapartida de tudo e mais alguma coisa e como todos levamos umas patadas de vez em quando por esperarmos muito das pessoas, tentei combater essa minha inocência, que há de ser sempre um dos meus principais defeitos. Quem me conhece bem sabe que sou ingénua, posso não parecer, mas sou e há quem se aproveite disso.
  17. Aos 26 aprendi a pedir desculpa e a deixar o meu orgulho muitas vezes de lado.
  18. Dizer não sempre que necessário e deixar os fretes para outros.
  19. Aprendi a pedir ajuda sempre que preciso.
  20. Aos 26 anos posso dizer que sou tia de uma princesa muito gira, que tem quase 3 aninhos, e que a adoro mesmo muito.
  21. Não contar tudo a toda a gente, o melhor da vida, os melhores momentos e os melhores segredos ficam para nós e para quem nos ama e nós amamos.
  22. Ter mais calma. Mais do mesmo. Tentei tornar-me uma pessoa mais calma, menos explosiva e impulsiva, e a minha maior inspiração foi o L. Tentei passar essa minha calma às pessoas que me são mais próximas e os reflexos são muito claros.
  23. O tempo em família, namorado e amigos. Os amigos são mesmo muito poucos, por isso o mais importante foi mesmo colmatar os momentos em família e com o meu namorado. E foi muito bom. 2018 será certamente um ano de memórias muito boas e momentos muito bons.
  24. Sonhar e ser ambiciosa. Não faz mal nenhum ser sonhadora e ambiciosa, bem pelo contrário, só quero ser mais e melhor, não me conformar com o que tenho, querer sempre mais não faz de mim melhor ou pior pessoa, só luto por mim e pela minha vida.
  25. Levei a minha mãe a ver um jogo do Porto no Estádio do Dragão e foi muito engraçado. Rimo-nos muito as duas.
  26. Além disso, fui duas vezes com o L. ver o Porto a jogar, uma delas foi um jogo da Liga dos Campeões, em Novembro. Não sou nenhuma entusiasta do futebol, só gosto do Porto e do Rio Ave, e nunca tinha ido ao Estádio do Dragão. Estreei-me com o L. a ver o Porto a perder.
  27. Fiz a diferença na vida das pessoas que me são próximas e incentivei-as a serem melhores. Tenho a certeza que fiz a diferença, incentivei a minha mãe a viajar pela primeira, e ela foi toda contente realizar sonhos a Paris e à Disney Land, coisa que eu ainda não tive oportunidade de fazer. Depois dessa, foi toda feliz ao Luxemburgo, e já diz que quer ir à Madeira com o meu pai, e que quer ir comigo a Londres ou não sei onde. Agora ninguém a para e nós é que a aturamos.
  28. Ouvir os meus pais e aprender a comportar-me de forma a eles me ouvirem também. Ou seja, tornar-me adulta.
  29. Tornei-me uma pessoa mais emotiva e transparente e isso tem coisas boas e tem coisas más. Deixei de esconder os assuntos que mexem comigo, se tenho de chorar choro e se tenho de me sorrir sorrio.
  30. A vida não é fácil, mas pode ser maravilhosa. Nem tudo é fácil, mas se lutarmos por aquilo que queremos, torna-se mais fácil e quando conseguimos torna-se maravilhoso. Deixei de esperar pela sorte da vida e que a vida faça tudo por mim, se eu não fiz, não posso esperar que ninguém faça, depende de mim e só de mim.
  31. Reclamar menos e viver mais. Isto refletiu-se, principalmente, em casa. Tentei não me chatear com tudo e com todos e viver mais com eles e por eles. E, sim, foi muito bom, isso permitiu-me ver mais além.
  32. Fazer as pazes com o passado e viver o presente. À medida que fui destralhando muitas coisas que tinha em casa, a lei do desapego venceu, e livrei-me de muitas memórias passadas que tinha, porque não me trazem nada ao presente, são só isso mesmo, memórias e recordações.
  33. Em 2018 perdi dois amigos próximos, e vi dois dos meus melhores amigos a perderem o pai. Nunca pensei que estas perdas fossem mexer tanto comigo, mas mexeram mesmo, o L. chegou a preocupar-se, porque foi tudo muito seguido e ninguém estava preparado para tal. Os primeiros foram desaparecimentos muito repentinos e dolorosos, e a primeira amiga que morreu senti e sinto mesmo a falta dela, porque era uma pessoa por quem tinha uma afeição e um respeito muito especial. O Natal está a chegar e vi-a sempre esta amiga no Natal, e sei que, tal como em todos os jantares de família, vai-me fazer confusão não a ver e ouvi-la. Espero estar preparada, temos de fazer por isso. Está quase a fazer um ano, mas antes de fazer um a afilhada do L. ainda faz 3 aninhos e é também o que mexe connosco. Mas, vamos fazer por isso, o L. é mais racional nestas coisas e consegue apoiar-me muito felizmente, foi sempre o meu apoio porque não desanima tão facilmente. Vamos tentar e vai correr bem, tenho a certeza.
  34. Não pensar muito no futuro. Há quem me diga que estou demasiado tranquila com o futuro, e que devia ter mais pressa, não concordo. Andei com muito pressa durante muito tempo e sabem o que é que isso me trouxe? Frustração. Todos os dias me sentia frustrada e desmotivada por não conseguir, por lutar tanto e não conseguir chegar onde queria. Então, mudei essa minha forma de pensar. Acredito que se lutar cada coisa acontece a seu tempo.
  35. Não pensar na vida dos outros, nem comparar com a minha. Nunca fui muito de fazer isso, mas o pouco que fazia deixei de o fazer. O que os outros têm, sorte a deles, tenho mais sorte por ser quem sou e por ter o que tenho.
  36. Ser responsável pela minha felicidade, mais ninguém o será.
  37. O que as outras pessoas pensam não me interessa. Nunca interessou na verdade, e deixou de interessar menos. Passei a viver mais para mim e para os meus.
  38. O melhor ainda está por vir. Disso tenho a certeza, que ainda tenho muitas coisas para viver e que o melhor ainda por vir, e que vem aos bocadinhos.
  39. Viajar é das melhores coisas do mundo. Adoro viajar, é mesmo das melhores coisas do mundo. O mundo tem tanto para nos oferecer e tanto para conhecer, é só perder o medo e abrir a mente.
  40. Aceitar quem sou e não ter vergonha de mim. Tive muitas situações ao longo do ano em que tive medo e vergonha de dar uma opinião minha ou de mostrar quem sou.
  41. Não confiar tanto nos outros e não esperar tanto deles.
  42. Não descarregar as frustrações nos mais próximos, e fazer exatamente o contrário: dar o melhor de mim, a quem me dá o melhor de si. Normalmente, descarrego as minhas frustrações e os meus problemas naqueles que me são mais próximos, como os meus pais ou o L. E estou a tentar deixar de o fazer, porque eles não têm culpa nenhuma de um dia ter sido mau, ou de estar cansada e chateada.
  43. Pessoas que conheci. 2018 permitiu-me conhecer pessoas maravilhosas e aproximar-me de amigos com quem não falava há muito tempo.
  44. Tornei-me mais frontal, e transparente. Não consigo esconder emoções, posso conseguir com palavras, mas os meus olhos falam, e não consigo evitar. Tento, mas não consigo.
  45. Pensar positivo sempre. Tentar, pelo menos, o primeiro passo está dado, e os outros virão, sempre com pensamento e com energias positivas.

 

Acho que já chega. 2018 foi realmente um ano muito positivo, estou muito feliz daquilo que consegui e naquilo em que me estou a tornar, e não podia estar mais orgulhosa disso. Apesar de parecer ser tudo muito centrado em 2018, este foi, se calhar, dos anos mais importantes e especiais dos meus 26 anos.

Por aí, como foi 2018?

14
Dez18

7 anos de Muda de Linha

mudadelinha

 O ano passado foi o primeiro ano que me lembrei de ir ver a data de aniversário deste espacinho e como pessoa distraída que sou achei que o blog fazia 5 anos e festejei 5 anos de MudaLinha, quando passadas umas semanas me apercebi que afinal não eram 5, mas 6 anos e corrigi. Portanto, este ano não fazemos 6, mas 7 anos e pirosa como sou, tinha de ser especial.

Há 7 anos atrás, por volta desta hora, estava a escrever este post, para findar um projeto tão especial e dar inicio a outro, ainda mais especial. Tempo onde andas? Tanta coisa mudou desde o dia 14 de dezembro de 2012, que não me consigo lembrar precisamente do momento em que o fiz, mas lembro-me das circunstâncias que me levaram a fazê-lo. Estava no meu segundo ou terceiro ano de faculdade (também não me recordo com exatidão) e tinha escrito um texto, um pequeno desabafo, a contar a minha experiência positiva na praxe da minha faculdade. E, como sempre disse, nunca esperei, nem nunca quis que o meu espaço blogosférico fosse público e conhecido dos meus amigos, família e conhecidos. Como não o esperava nunca tive muito cuidado com questões de privacidade, e sempre partilhei algumas fotos e alguns momentos, e o meu nome também, porque nunca pensei que alguém me fosse conhecer. Inocente! Quando me apercebi essa publicação já estava a correr o Facebook e os grupos do Facebook da minha faculdade, nunca percebi muito bem como, associada ao meu nome e ao nome do blog. O choque foi tanto que decidi apagar completamente a conta, e até tomar a decisão de criar outra demorou uns dias, porque entrei completamente em pânico.  Aliado a isto, tinha um namorado que vinha constantemente ler o que escrevia e não me sentia nada à vontade com isso, mas culpa minha que lhe dei a conhecer e o deixei entrar no meu espacinho.

Passados uns dias (ou meses acho!) percebi que sentia necessidade de ter um espaço, por muito que me apetecesse fazer uns intervalos e não escrever durantes uns tempos, gostava muito de ter um refúgio e uma fuga online e blogosférica, onde sabia quase de certeza que pouca gente me conheceria e poderia escrever à vontade e falar à vontade. O mundo dos blogs sempre me fascinou, desde muito nova que sempre demonstrei esta necessidade de escrever noutro sitio além do papel e da caneta, ter alguém a ler-me e a deixar um comentário sempre me entusiasmou, o facto de não conhecermos pessoalmente quem está desse lado, mas conhecemos e lemos coisas que nos fazem sentir próximos, como se conhecêssemos a pessoa de algum lado.

Criar este cantinho foi das melhores decisões que tomei até hoje, já me acompanhou em tanta coisa que até me assusto quando revejo posts passados. Já fiz imensos intervalos, já fui muito ativa, como já desapareci do mapa e voltei, aliás em 2015 só cá vim em Junho e Julho, e só voltei em Janeiro de 2016. Nunca consegui ser totalmente presente, porque também gosto muito do contacto pessoal com as pessoas e gosto muito de viver, e de estar e viver a 100% e isso faz com que me desligue facilmente de outras realidades. Já pensei em apaga-lo imensas vezes nesses intervalos que fui fazendo, ou porque deixa de fazer sentido, ou porque não sei o que tenho de especial para continuar a escrever, mas acabei por nunca o fazer, e não faz sentido fazê-lo. Por muitas que sejam as dificuldades, por muito que não consiga vir aqui a escrever todos os dias e que não tenha ideias giras e incríveis todos os dias, este blog tem um pedacinho especial de mim e quero continuar a vê-lo e a ter a segurança e a confiança de que posso vir aqui desabafar o que quer que seja.

Já escrevi imensas vezes sobre o significado deste blog na minha vida, da minha dificuldade em escrever, em criar títulos, mas a melhor parte de ter um blog é poder partilhar esse pedacinho que é nosso com outras pessoas, que partilham o mesmo sentimento em relação a um blog, e conhecer outras pessoas através deste mundo. Isso foi o melhor de ter criado um blog. Ter pessoas desse lado é o mais especial. Uma vez contei a alguém que tinha um blog e esse alguém ficou muito espantado com esse facto e das primeiras coisas que me perguntou foi, “Mas tens pessoas que comentam o que escreves? Tens comentários?”. Não é que os comentários sejam o mais importante, de longe, muito menos o número de pessoas que me seguem, mas é importante e é especial sentir que não sou a única maluca por estes lados e que há alguém desse lado.

Gostava de dizer que vou ser mais ativa e que vou escrever mais, por acaso em 2018 até fui, houve uma altura que escrevia todos os dias. E esse é sempre o meu objetivo, tenho um bloco e um documento Word onde aponto todas as ideias que tenho de textos, e acreditem que não são poucas. Umas vezes consigo, outras não, o importante é ainda andar por aqui, sinto que é isso, e este espacinho não é só meu, mas de quem o lê e comenta, de quem gosta e não gosta, porque está disponível a todos, está à distância de um clique, portanto sejam sempre bem-vindos, acreditem que são.

Eu tinha pensado fazer alguma coisa diferente, e selecionar os 7 posts mais especiais para mim até agora, mas depois de começar a passear pelo blog e por tudo o que escrevi até hoje senti-me incapaz. Era uma miudinha quando comecei a escrever e há tanta parvoíce escrita, ali por volta dos anos de 2012 até 2016, que me assusta só ler. Penso, seriamente, se seria a mesma pessoa a escrever, mas só com idades diferentes. Só passaram 7 anos… só! E sinto-me uma pessoa completamente diferente e sinto este blog a caminhar num sentido completamente oposto. Como não consegui fazê-lo, decidi tentar escolher os 7 mais especiais, mas de 2018. Em 2018 tinha como objetivo ser mais ativa por aqui e acho que esse objetivo foi cumprido, por muito que me tenha afastado nos meses de verão por excesso de trabalho, tarefas e compromissos.

 

7 anos de MudaDeLinha, de muitas lições, de muito crescimento, de muitas aprendizagens, e um mundo todo pela frente, quer aqui, quer noutro sitio qualquer.

 

bday candles.jpg

(esta imagem foi encontrada algures no pinterest e não é minha)

13
Dez18

As minhas poupanças de 2018

mudadelinha

A minha história de poupanças é muito simples e eu resumo-a de uma forma rápida: trabalho há já alguns anos e nunca consegui juntar muito dinheiro, porque sempre me propus a pagar certas e determinadas coisas, e nunca consegui poupar quase nada. Não sou trabalhadora a tempo inteiro, sempre estudei e trabalhei simultaneamente, e o meu trabalho a tempo inteiro sempre foram os estudos. Os meus pais sempre me ajudaram em tudo, e sempre que eu precisei eles estiveram lá, ainda assim fui sempre tentando pagar as minhas despesas, com exceção das propinas, desde os livros e material necessário, os recursos e exames e as minhas despesas e extravagâncias. Só os livros e fotocópias que tinha sempre de comprar eram uma fortuna.

Quando pousei os pés na terra e comecei a pensar um carro para mim, percebi a dificuldade que tinha em juntar dinheiro e poupar alguns trocos, mesmo para ir de férias. Então, decidi mudar e pensar melhor sobre o assunto e as formas que tinha de o fazer e mais adequadas a mim. Consegui convencer também o L. nesta luta e estamos a poupar os dois em conjunto, e separados também. O L. desde que começamos a namorar comprou um carro seminovo, então tem imensa vontade de poupar todos os trocos que lhe são possíveis, se não seria impossível pensarmos sequer ir de férias, jantar fora, cinema e coisas afins.

O L. trabalha o ano todo, é trabalhador a tempo inteiro, mas não é o meu caso, e a altura em que consigo juntar mais e ganhar mais é nos meses de Verão. Sempre que me é possível trabalhar nessa altura é isso que faço e aproveito as minhas férias grandes para isso, só depois é que vamos de férias, porque as férias do L. são entre finais de setembro e outubro. Sabendo disto e conhecendo muito bem a minha gestão estabeleci alguns desafios e objetivos este ano que passou, quer sozinha, como com o L.:

  • Os dois estabelecemos duas formas de poupança: uma para ir de férias, é o famoso mealheiro que temos, que já começou nas nossas férias de 2017, em setembro, onde colocamos moedas sempre que podemos, e aproveitamos esse dinheiro para qualquer despesa de férias. Para Malta, usamos esse dinheiro para os voos e ainda sobrou para o próximo ano. Entre outubro de 2017, até maio/junho de 2018 (mais ao menos), altura em que compramos as passagens de avião para Malta, conseguimos os dois juntar mais de 250€. Não conseguimos ter uma noção de quanto juntamos por mês, porque nem todos os meses contamos o dinheiro, gostamos de contar quando sabemos que já temos algum montante razoável. Além do mealheiro, acabamos por decidir, mais tarde, em meados de março, tentar juntar mais um mensal juntos. Eu já tinha uma conta poupança associada à minha conta à ordem, mas andava com ideias de a fechar porque não estava a conseguir, e ela funcionava com 10€ todos os meses, que me tiravam da minha conta principal no dia 21 de cada mês. Como estávamos um bocadinho perdidos a pensar nisso, eu sugeri essa ideia, de colocarmos todos os meses de lados 10€ cada um, e ele propôs colocar mais um bocadinho, porque acha que consegue, e temos conseguido. A ideia é colocar esse dinheiro numa conta nossa, mas ainda não o fizemos. A ideia também passa por não mexer nunca nesse dinheiro. Temos conseguido bem este objetivo, há meses que conseguimos logo no inicio do mês, há outros meses que só no fim, e há outros meses que nos esquecemos e metemos dois meses de uma vez, como já aconteceu uma vez, mas não temos falhado nunca. Acordamos que sempre quisermos meter mais podemos meter mais.
  • Mais a nível individual tomei algumas decisões importantes durante este ano que passou. Em primeiro lugar, do dinheiro que ganhei ao longo do ano, principalmente no verão, até setembro, consegui tirar o dinheiro para ir de férias e consegui meter outro tanto de lado. A partir de setembro o dinheiro que fui ganhando foi e é para as minhas despesas, ou seja o dinheiro que anda comigo para o que preciso, como combustível, alimentação, transportes, esse tipo de coisas. Prometi a mim mesma não mexer no dinheiro que juntei e tem corrido bem, não tem sido fácil, mas tenho conseguido.
    • Para conseguir fazer isto e cumprir este objetivo, tive de tomar outras decisões, como:
    • Comprar para substituir;
    • Fazer listas do que preciso comprar e do que me faz falta;
    • Quando falo de comprar para substituir e de fazer listas falo de tudo e não só de roupa e calçado. Sempre fui completamente viciada em comida e material escolar. Tenho coleções em casa de cadernos, blocos de nota, canetas, marcadores, capas, tudo o que seja material escolar, portanto! Acreditem que este era e é o meu maior vicio, e onde eu gastava mais dinheiro! Tive de lutar contra isto e tenho conseguido. Só caí no erro duas ou três vezes, e ainda assim foram achados, portanto não me arrependo. A comida não consigo evitar como é lógico, mas tento-me controlar e não comprar por impulso.
    • Comprar só quando acaba ou quando está a acabar;
    • Só comprar livros quando tiver 10 por ler na prateleira, nem e promoção, nem feira do livro, não comprei livros em lado nenhum. Os únicos livros que me permiti comprar, mas que acabei por não o fazer, foram livros para completar coleções incompletas que tenho, por exemplo o Harry Potter. Ainda assim, procurar livros em segunda mão e mais baratos.
    • Analisar e comprar muito bem produtos antes de comprar. Procurar e pesquisar produtos idênticos ao que preciso e comprar os respetivos preços. Faço isso sempre e encontra-se achados grande parte das vezes, e facilita imenso a poupança.
    • Deixar de comprar por impulso, mesmo que muito barato. Se não preciso não compro.
    • Aproveitar os saldos, a black friday e promoções. Em 2018 encontrei verdadeiros achados e coisas muito baratas que não me arrependo de ter comprado e que me faziam falta. Nestes saldos vou voltar a fazer o mesmo.

 

Estas foram as minhas principais poupanças em 2018, mas em 2019 estou a pensar arriscar mais um bocadinho, vou tentar convencer o L. até á e vamos ver como corre, depois partilho.

Por aí, conseguiram poupar e cumprir objetivos?

 

Mealheiro Mr Wonderful

(do pinterest)

12
Dez18

Podem-me dar-me no Natal

mudadelinha

Adorava que as poucas pessoas que me dão prendas no Natal vissem isto, apesar de eu já ter dado algumas dicas e de ter dito expressamente que se e quisessem dar alguma coisa que me ouvissem. Não peço muito, bem pelo contrário, não preciso de quase nada por incrível que pareça, se fosse há uns anos atrás fazia aqui uma lista gigante, e sonhava mais um bocadinho, mas não, tenho os pés bem assentes na terra e há coisas que efetivamente me davam um jeitaço do caraças:

  1. Códigos e os livros que preciso para o meu exame da ordem dos advogados, que é já em Junho. Preciso de quase todos os códigos, apesar de ainda estar a pensar aproveitar dois que tenho e fazer as atualizações manualmente. Ainda são alguns de qualquer das formas, por isso se cada pessoa pensasse em me dar um ou outro, já dava um jeitaço gigante no gasto que vai ser, até me custa de pensar, porque ainda não comprei nadinha de nada.
  2. Preciso, urgentemente, de uma ou duas camisas/blusas brancas. Nunca gostei de usar branco, nem gosto, acho que não fica bem no meu tom de pele, nem quando estou mais morena acho que me favorece, mas nos últimos meses tenho mesmo sentido falta de ter uma camisa branca que não seja a do traje académico, que está grandíssima porque eu emagreci bastante desde a altura que a comprei.

 

É isto. Como podem ver a lista é mesmo muito pequena, mas a primeira era a melhor prenda de Natal que me podiam oferecer, quando mais não fosse um vale de desconto numa livraria, por exemplo a FNAC. Fora isso, o que quero para o Natal deste ano é muito mais sentimental do que prendas, quero só que estejamos todos sentados à mesa na noite e no dia, e que não falte ninguém.

E por aí já pensaram o que querem no Natal deste ano?

 

Resultado de imagem para prendas de natal

(daqui)

11
Dez18

Regras básicas das redes sociais ( e internet no geral)

mudadelinha

Há muito que quero escrever algo do género, mas vou deixando sempre para segundo, terceiro plano, e quando quero nunca me sai nada de jeito, então não publico. Mas, de há uns tempos para cá, algo me anda a fazer muita confusão, e é a forma como a generalidade das pessoas utiliza a internet, mais especificamente o Facebook e as redes sociais. Quero então partilhar algumas dessas coisas, que a mim, particularmente, me fazem confusão.

  1. Perfis de casais. Não entendo. Nem me vou alongar muito porque cada pessoa utiliza o Facebook e as redes sociais da forma que quer e bem entende, não implica que não me faça confusão, a mim e a muitas outras pessoas creio. Principalmente, quando até são casais nossos amigos. E quando publicam ou comentam alguma coisa, é suposto adivinharmos quem está a fazê-lo? Ou é suposto eles assinarem, por exemplo “ass. Manuela” ou “ass. Joaquim”, isso é muito da terceira idade, ou é só a minha opinião? Se estiver sozinha nisto digam-me por favor.
  2. Pessoas que só lhes falta publicar que vão ou estão na casa de banho, ou que vão ter um momento intimo com alguém. Acreditem que no meu feed do Facebook, do instagram e então das histórias do instagram é bem possível encontrar coisas parecidas.
  3. As redes sociais e a internet de uma forma geral têm muitas vantagens e mais-valias, é um facto, pelo menos para mim, mas não precisam publicar 50 vezes a mesma fotografia ou a mesma coisa porque é muito cansativo. Ah! Isto serve para minha mãe inclusive, mas não há nada que lhe diga que a faça mudar de ideias, já desisti entretanto.
  4. As mensagens correntes já são um bocadinho antigas e não é nada agradável receber mensagens dessas às 04.00h e acordar com o “plim” do Messenger. Sim, porque nunca ponho o telemóvel em silêncio porque acordo com o despertador. A solução para essas pessoas, com muita pena minha, ou não, inclusive para a minha futura sogra, foi bloquear as mensagens, assim não me chateiam. A minha mãe perdeu esse vicio que tanto me irrita.
  5. As caixas de comentários das redes sociais servem para muito mais que criticar, espezinhar e por aí fora. Quanto mais não seja para nada dizer, e estarmos no nosso cantinho. É que é irrisório todo o preconceito, machismo, e esses sentimentos todos maus, que ainda existem hoje. Fico assustada quando leio algumas coisas, é de cortar a alma mesmo.
  6. Não se escondem atrás de perfis anónimos, ou sem fotografia. É a maior cobardia, mas ainda há pessoas que só o sabem fazer assim, e não há nada a fazer, só aprender a lidar com isso.

 

A internet e as redes sociais servem para muito mais que isto, inclusive o youtube e por aí fora. A internet tem muito mais a oferecer.

 

Resultado de imagem para regras básicas da internet

(daqui)

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