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Coisas (des)Interessantes

Coisas (des)Interessantes

27
Mar18

A segunda parte da saga de um estágio em advocacia

mudadelinha

Gostava de ser corajosa e de dizer a quem está a pensar seguir esta vida “Não o façam!”, mas sempre que me abordam ou que me pedem um conselho volto atrás nas palavras. O coração costuma falar por mim e muitas vezes não me dá tempo de pensar naquilo que vou dizer, mas quando me pedem um conselho sobre a minha futura vida profissional penso que tenho de olhar para as coisas boas e não tenho de estragar os sonhos de outra pessoa. Aconteceu-me há pouco tempo. Depois fico a pensar naquilo que disse e naquilo que penso e se fiz bem ou não. Não estou a mentir, mas talvez apresente um mar de rosas desta vida quando não é. Se me pedirem conselhos sobre o curso digo que é um curso cansativo e trabalhoso, como qualquer um, como qualquer trabalho, como qualquer sonho, precisamos de foco, de dedicação, de determinação, de perseverança. A verdade é que cada vez mais sinto que existem estigmas relativamente a esta profissão, mas nem é disso que quero falar, porque sou uma simples aprendiza.

Já falei aqui o assunto e, para mim, não começou bem, o que pode ter influenciado a minha opinião, apesar de saber que uma experiência negativa não passa disso. Todos já tivemos experiências negativas, escolas de que não gostamos, trabalhos com os quais não nos identificamos, pessoas de que não gostamos e que não gostavam de nós, e isso não quer dizer que vá ser sempre assim. E não é, mudei e mudei para muito melhor. A experiência está a ser muito melhor, quer a nível profissional, de conhecimento e de tarefas, quer a nível relacional, identifico-me muito mais com as pessoas e com o escritório em si.

No entanto, sinto que a opinião que tinha, a opinião que formei nos primeiros meses, não mudou e dificilmente vai mudar, porque consigo olhar à minha volta e concluir que, de uma maneira geral, são todos assim. Mas, como disse, estou a tentar não pensar negativo e olhar para as coisas de uma forma muito positiva, porque a não ser que pretenda mudar o rumo da minha vida profissional, esta é a minha futura profissão e tenho de aprender a identificar-me com ela, a bem ou a mal. É triste pensar que tenho de aprender isso, a identificar-me com a profissão, porque sempre pensei já estava apaixonada por ela, ou que me sentiria feliz assim quando começasse a estagiar, mas não, no fundo nunca me imaginei a fazer isto.

Pelo menos sinto-me mais feliz do que o que estava e vou trabalhar com outro gosto e prazer. Já adormeço no dia anterior com alguma ansiedade, porque no dia seguinte vou para o escritório e vou aprender coisas novas, ou fazer coisas que já fiz, mas não interessa, é sempre bom.

 

 

27
Jan18

A saga de um estágio de advocacia (primeira parte de muitas)

mudadelinha

O estágio de advocia é como se fosse automático depois da licenciatura em direito. Tira-se uma licenciatura em direito e a saída mais fácil, mais rápida e que funciona quase que automaticamente é inscrevermo-nos na ordem dos advogados, começarmos o estágio e sermos advogados. Antes de tudo, a brincadeira não fica barata, para me inscrever paguei setecentos euros (limpinhos!), mais vinte e cinco euros para pedir a certidão de nascimento no registo, a acrescer a cinco euros pelo certificado do registo criminal. Depois, ser advogado(a) não é o sonho de todas as pessoas que estudam direito, bem pelo contrário, não é o meu. Mas, adiante.

 

Quando começei a escrever neste blog queria, previamente, que ele não fosse um sitío onde viesse apenas contar as coisas boas e maravilhosas que me acontecem. Há dias maus, há dias que nada corre bem, que nada corre como queremos e sobre os quais precisamos falar e escrever. Escrever para mim é a saída mais fácil, não tenho um grande leque de amigos nem de pessoas com quem possa falar frequentemente sobre tudo o que me acontece.Vai daí que conto-vos esta minha experiência.

 

A aventura não tem sido fácil, bem pelo contrário, tem sido dificil, rochosa, desinteressante e uma desilusão. Nada que não soubesse atenção, mas que decidi dar o benifício da dúvida. Vá-se lá saber mas às vezes podia correr bem e gostar daquilo. Mas não. Sinto o olhar de desilusão e de reprovação da família e amigos quando me perguntam se estou a gostar e a minha resposta é automática, fria e cruel "Não estou a gostar!". Os meus pais, que têm lidado com esta fase tanto como eu, são as pessoas que mais me têm apoiado, e o que seria de mim sem eles nestes dias? Eu que me estou sempre a queixar, que nunca me dei propriamente bem com eles, discutimos e gritamos, mas são sempre eles que lá estão para me atender o telemóvel a qualquer hora, para me ver e ouvir chorar, para me confortar e dizer que tudo melhora, para me dar força e dizer que o caminho não vai ser fácil, mas que nunca me vão abandonar. 

 

Não tem sido fácil, espero que o vento comece a correr na direção certa, que me traga esperança mas, principalmente, que me traga certezas daquilo que quero fazer, daquilo que gosto, porque trabalharmos numa coisa que não gostamos é fustrante.

 

A aventura há-de continuar, aguardem novos capítulos. Sou uma pessoa otimista, não desisto ao primeiro obstáculo, mas desanimo.

É isso que tem caracterizado os meus dias e não tem sido nada fácil.

04
Dez17

Começar a semana

mudadelinha

Com uma noite em branco, não preguei olho a noite inteira, porque precisava de me levantar às 04.00h, para às 05.30h estar a rumar a lisboa. Ir a Lisboa não fazer rigorosamente nada e não conseguir dormir durante toda a viagem (o que ainda foi mais maravilhoso!). Ah! E não me posso esquecer... ainda tenho aulas até às 21.00h!

 

Eu até nem me costumo queixar muito mas a semana desta vez começou mesmo bem! Quando me esticar na cama nem vai ser verdade, e o problema maior ainda vai ser acordar amanhã!

 

Nos entretantos deixei de tomar café. Ou seja, nem o café desta vez me salva!

 

Boa semana!

 

 

03
Nov17

A saga de andar de transportes públicos

mudadelinha

É como trazer marmita para o trabalho, poupa-se uma pequena fortuna!

 

Mas, sou da opinião que devia existir uma consequência para pessoas com odores estranhos, fortes e nojentos. Com todo o respeito como é óbvio, mas à dias que saio do metro e do autocarro em estado zombie.

 

 

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