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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

16
Mai18

Uma das minhas melhores memórias de infância

mudadelinha

Tenho imensas memórias de infância e grande parte delas são na casa dos meus avós, quer dos meus avós maternos, quer da minha avó paterna, porque passei metade da minha infância em cada um deles. Cresci com a minha paterna até aos 8 anos e aos 8 anos passei a ir para casa dos meus avós maternos, apesar de sempre ter ido lá, não ficava lá durante a semana.

Sempre tive uma relação muito especial com o meu avô materno, somos três netos e eu sou a do meio, fui a primeira neta por aqueles lados e sempre, mas sempre, foi o meu avô que me levava e me ia buscar à escola. Esta deve ser das primeiras memórias que tenho com ele, dos carros que ele tinha e de ser ele que estava à minha espera quando saía da escola, de lhe vir a contar como tinha corrido o dia pelo caminho, os trabalhos de casa que tinha para fazer, o número novo que tinha aprendido ou a palavra que já sabia ler. Uma das melhores características do meu avô é a paciência, principalmente com crianças. Outras das suas melhores características é tratar toda a gente por igual, para ele não há netos, nem filhos preferidos, todos valem o mesmo e ninguém nota qualquer tipo de distinção ou preferência.

Claro que uma das minhas melhores memórias de infância tinha de ser com o meu avô e, às vezes, quando penso nele, esqueço-me destes dias, em que ele me ia buscar à escola ou infantário, não me lembro bem que idade que tinha, e antes de a minha mãe chegar a casa deles para me ir buscar, ele ficava comigo a fazer desenhos dos pássaros que tinha na casota e que estavam penduradas na loja que eles, ainda hoje, têm. Havia um pássaro amarelo, que era lindo aliás, era o meu preferido e ele dizia que era meu.

 

E que saudades dos tempos em que tinha pássaros na loja, e pegava neles para nos mostrar e para fazermos festinhas! Além disso, o meu avô desenhava mesmo muito bem, principalmente pássaros.

15
Mai18

O meu primeiro trabalho

mudadelinha

Comecei a trabalhar quando estava a terminar o 11º ano com o objetivo de pagar a minha carta de condução no ano seguinte. Na época andava à procura de um part-time e surgiu-me a oportunidade de ir trabalhar para um bar de praia, essencialmente conhecido pelas suas noites de quarta e sexta-feira, no horário da noite, porque estavam à procura de alguém para fazer esse horário, das 16h até ao horário do fecho, sem folgas, porque durante o verão não fechavam o bar nenhum dia. Bem, para quem trabalha ou já trabalhou em hotelaria e restauração, sabe que quando se fala em horário de fecho é basicamente dizer que não há hora de fechar, mas eu não sabia disso. Como estava em época de exames nacionais, tinha o exame de geografia A e de MACS para fazer, prometeram que me davam aquela semana para estudar e para ficar em casa, e assim foi. Os meus pais foram comigo à entrevista (ou qualquer parecido com uma entrevista) e apesar de relutantes lá aceitaram a ideia, ficaram de me ir levar e buscar todos os dias porque eu não tinha carta de condução.

Começou assim o meu primeiro trabalho. Comecei em finais de Junho e, supostamente, seria até inícios de setembro, sem qualquer promessa de continuar, porque depois disso não seria preciso. Naquele verão conheci pessoas incríveis, fiz amigos, e o ambiente entre funcionários era realmente muito bom, se não era, eu era tão menina que nem me apercebia disso, eu era tão tímida e tão reservada que mal falava, mal pedia para ir à casa de banho. As minhas funções eram, essencialmente, lavar loiça e servir ao balcão, e assim fazia. Os patrões também eram minimamente simpáticos e sérios, e gostei imenso daquele verão. No final do verão colocaram-me em cima da mesa ficar lá durante os fins-de-semana, nos primeiros tempos só ao sábado, e quando começasse a chegar a época de verão novamente faria os sábados e os domingos, e assim foi, às vezes também ia à sexta, mas foi muito raro.

Trabalhei neste bar de praia aproximadamente 9 anos, saí o ano passado, e já falei dele diversas aqui, inclusive o motivo da minha saída. Durante o ano trabalhava aos fins-de-semana e quando chegava a altura do verão fazia lá os 2/3 meses de verão, dependendo de quando terminavam os meus exames na faculdade. Nos entretantos, os donos desse bar ficaram com o bar ao lado que estava à venda, e mais tarde o bar original mudou de gerência, e eles ficaram só com o segundo, e quase todos os funcionários passaram para esse bar, com algumas exceções.

Ao longo destes quase 9 anos aprendi muita coisa com o meu primeiro trabalho de verão, algumas boas, outras nem por isso, mas cresci imenso e agradeço muitas vezes ter aprendido algumas coisas. Ao longo destes 9 anos, aquele sitio viu-me terminar o ensino secundário, com a média que tanto queria, viu-me conseguir entrar na faculdade e a alegria que foi ter entrado no curso que queria, apesar de ter sido numa faculdade privada, foi um momento feliz. Aquele sitio, onde eu entrei com uma relação, na altura de dois anos, viu os momentos bons e maus dessa relação, apesar de nunca ter mostrado muito e de reservar muitos esses momentos, fiz amigos e esses mesmos amigos e colegas de trabalho acompanharam muito esses momentos. Nesse sitio fiz amigos, não muitos que leve para toda a vida, mas alguns que sei que passe o tempo que passar, estarão sempre lá para celebrar as minhas vitórias, e chorar comigo os meus fracassos. Nos últimos anos passei para o horário da manhã e as funções alteraram-se um bocadinho também, passei a ser empregada de mesa e de balcão (sempre que era necessário!) e adorava ser empregada de meses porque adorava o contacto direto com o público, apesar de não ser nada fácil, bem pelo contrário e das dores de cabeça que nos dão.

Aprendi que há pessoas boas e há pessoas más, que há pessoas falsas e que temos de aprender a analisa-las e observa-las, por mais que pareça difícil, para não cairmos no erro e na tentação. Aprendi que às vezes devemos estar calados e só observar, que mais vale não reclamarmos e não resmungarmos, porque é só uma mais valia e se o fizermos sairemos prejudicados. Estas são lições que levo para a vida toda e para qualquer emprego que vá ter. Aprendi que as amizades devem ser estabelecidas fora do trabalho e que os amigos, grande parte das vezes, são as pessoas com quem mais discutimos a trabalhar, mas que isso não implica não gostarmos da pessoa, bem pelo contrário. Aprendi que amizades são amizades e trabalho é trabalho, e que não devemos misturar as duas.

Quando faço uma análise de todo este percurso apercebo-me que fui muito feliz, que tive momentos menos bons, mas que sempre que penso naquele sitio que me lembro sempre dos momentos bons, e que o primeiro trabalho, apesar de em nada ser relacionado com a minha área ou com o que me vejo a fazer futuramente, me trouxe muitas lições e me fez crescer muito enquanto pessoa e profissional. Mostrou-me um bocadinho daquilo que é o mundo do trabalho, ainda assim acho aquilo não é nada, comparativamente ao que vejo por aí, mas ainda assim preparou-me para essa triste realidade da arrogância, da falta de humildade, da prepotência e antipatia, da falsidade e da concorrência.

No fim sei que o melhor que trouxe daqueles tempos e daquele sitio foi o L., muito possivelmente se lá não trabalhasse não me teria apaixonado por ele. Conhecer tê-lo-ia conhecido, acho eu, mas não teria hipótese de conviver com ele e de ver a excelente pessoa que é. Por isso, só posso trazer recordações boas e uma certa nostalgia também. E os amigos que trouxe, que apesar de poucos são bons e tenho a certeza que me acompanharão durante alguns anos.

 

Por aí, histórias dos primeiros trabalhos/empregos?

14
Mai18

A minha vida tem música à segunda-feira (parte 19)

mudadelinha

Sempre ouvi dizer que a música que ouvimos conta muito do que somos e não podia concordar mais com isso. Desde que namoro com o L. que andamos sempre a mostrar músicas um ao outro porque, simplesmente, adoramos ouvir música e conhecer artistas novos. E da mesma forma que ele passou a ouvir música que eu gosto, eu também passei a gostar de música que ele ouve. No sítio onde ele trabalha tem música ambiente e, grande parte das vezes, é ele que a mete e, às vezes, é engraçado porque chego lá e está a dar música que lhe mostrei, e que ele até torceu o nariz quando lhe mostrei, mas que acaba por gostar. Chego lá e fico admirada, muitas vezes digo "Fogo, isto é Passenger, afinal gostas de Passenger?" e ele ri-se. Outras vezes brinca e diz-me "Não, eu só te vi a chegar e vim meter isto, não é que goste, foi só para te agradar!", o que eu sei que é mentira, porque outras vezes já estou lá e está a dar música que eu gosto e que fui eu que lhe mostrei. 

 

A última que ele me mostrou e que até era uma banda pela qual não nutro grande sentimento foi esta. Apaixonei-me pela melodia à segunda ou terceira vez que a ouvi e agora ando viciada. 

 

 

14
Mai18

Coisas do amor #11

mudadelinha

Bem, isto não é uma história fofinha, nem lamechas, muito pelo contrário, é uma história engraçada, para perceberem o que uma mulher atura com homens e para perceberem o namorado que tenho, porque as pessoas acham que sou maluca e que ele é um santo.

 

 

Expliquem-me qual seria a vossa reação quando o vosso namorado sai muito atrapalhado o carro porque o botão das calças rebentou, porque ele se esticou para ir buscar qualquer coisa ao lugar do passageiro? Ah! E não tinha cinto, sim porque essa foi a melhor parte. 

 

A reação dele valeu por todas. Ele sai do carro e eu estava a tagarelar qualquer coisa (como sempre!) e ele simplesmente não me respondia, ao que eu exclamo "Fogo, amor, estou a falar para o tecto, não me respondes?". E ele estava muito sério a olhar para baixo, parecia que estava à procura de alguma coisa que tivesse caído ao chão, mas não. Olha para mim muito atrapalhado, parecia literalmente uma criança, como se eu fosse gitar com ele ou qualquer coisa parecida, e eu volto a dizer-lhe "Que se passa? Está tudo bem contigo?" e ele faz-me aquele olhar como a mandar-me olhar naquela direção, mas eu não percebi, ao que ele me diz num tom de voz engraçado "Oh amor saiu-me o botão das calças e agora? Não tenho cinto, as calças vão-me cair! Acho que devo estar qualquer cosita mais gordo."

 

Olhei para ele com uma vontade enorme de me rir, tentei perceber a aflição dele, mas não consegui controlar-me e ri-me tanto. Fui o caminho todo a rir-me até ao Senhor de Matosinhos, e ele estava super envergonhado porque estava mais gordo, e já tinha aquelas calças há imenso tempo e fui que lhas dei, e nunca lhe tinha acontecido aquilo.

 

Qual seria a vossa reação? Contem-me, porque eu só me ri.

13
Mai18

Filmes - o meu top 10

mudadelinha

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(esta imagem foi retirada do pinterest)

  1. O Pianista
  2. Now is good
  3. Revolutionary Road
  4. Dúvida
  5. A Troca (com a Angelina Jolie)
  6. Memórias de uma gueixa
  7. As horas
  8. 7 dias no tibete
  9. Gran Torino
  10. Àgua para elefantes

 

Podia dizer muitos outros, mas vai ter de ficar para outro post, estes foram os que me surgiram e são dos meus filmes preferidos de sempre. Conhecem algum?

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