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Coisas (des)Interessantes

Coisas (des)Interessantes

06
Nov18

Uma semana com um sabor especial

mudadelinha

Esta semana terá um sabor especial, muito especial até, mas até lá estou em pânico. Vou então resumir-vos esta semana em poucas palavras: segunda-feira tinha a minha primeira intervenção enquanto advogada-estagiária. Ou seja, estava em pânico e pânico é pouco para vos descrever o meu estado de espirito de domingo para segunda. Segunda lá chegou a todo o vapor e, para tristeza minha, não houve julgamento, não houve nada, porque as partes precisaram de chegar a tribunal para chegar a um acordo. Que desilusão!

O resto da semana vai ser passada entre o escritório, tribunal, trabalhos aleatórios e o L. e na sexta-feira vou embarcar na maior aventura da minha vida que é viajar sozinha. Não sei porque é que me meti nisto, mas o bichinho anda por aqui há muito tempo, e aproveitei a oportunidade. Aproveitei uma ida dos meus pais ao Luxemburgo para lhes fazer companhia, acho que viajar com eles é uma experiência única, porque eles não são muito de o fazer (para já, porque andamos sempre a chateá-los!), nunca fui ao Luxemburgo e é uma fronteira europeia bastante interessante, que fica muito perto de alguns pontos muito interessantes. MAS, antes de chegar ao Luxemburgo vou passar sozinha por Barcelona, porque vou num voo diferente dos meus pais (o deles já não tinha lugares disponíveis). Estou ansiosa, estou nervosa e estou em pânico, mas estou feliz, e se correr bem vai ser complicado porque vou querer andar sempre nisto.

 

Esta aventura tem continuação e eu vou dando novidades.

Boa semana! 

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(esta imagem foi retirada algures do google)

22
Mai18

Os próximos passos

mudadelinha

Os últimos tempos têm sido agitados, em relação a tudo. Não estou a conseguir definir uma rotina diária, o tempo que tinha vindo a aproveitar para escrever um bocadinho, tenho-o aproveitado para fazer a tese, pesquisar, tirar apontamentos, procurar bibliografia, ler artigos, noticias e textos sobre o tema. O primeiro projeto de índice que enviei à minha orientadora não foi bem aceite, primeiro porque era enorme e segundo, porque tal como ela mo disse, era demasiado ambicioso, quer a nível de espaço, quer a nível de tempo, pelo que tive de reestrutura-lo e não foi muito fácil. Quando pensei que podia começar a ver os capítulos, tive de pensar no índice todo novamente, o que por um lado foi bom, porque comecei do zero e voltei a analisar o tema, ajudou-me a pensar no que quero e no que não quero falar, naquilo que é fundamental falar e o sentido que lhe quero dar.

As mil e uma tarefas que tenho para cumprir não me dão tempo para muito, nem para pensar muito no que quero fazer. Todos os dias são um novo dia e todos os dias tenho alguma coisa para fazer. Se não é a tese, é a ordem ou o estágio, e tenho tentado dedicar-me totalmente a estas três coisas, vá duas: a tese e o estágio. Mas, à medida que o tempo vai passando, vou pensando nos próximos passos que quero dar na minha vida. Não estou tanto a falar do lado pessoal, mas mais do lado profissional. Há um ponto particular e fulcral que queria mesmo investir este ano, ao que se chama um curso de inglês. O meu inglês é demasiado razoável e básico e sinto que me falta esse ponto no meu currículo. Sinto que depois de o ter as portas e as saídas profissionais serão melhores e que terei mais confiança para arriscar noutras coisas. Já andei a ver cursos, cursos que tenham principalmente um horário flexível e que não sejam muito caros e que possa fazer algumas tarefas em casa, através do computador, sem ter de ir sempre à escola.

Inscrevi-me também numa associação de voluntariado jurídico, se assim lhe posso chamar. É uma instituição que visa ajudar e prestar apoio a pessoas que não tem capacidade financeira de aceder à justiça e que visa promover a solidariedade jurídica, através da colaboração voluntária de alunos, advogados estagiários e advogados. Pareceu-me um conceito muito engraçado e uma boa iniciativa para consolidar conhecimentos e aprender mais. Basicamente, recebemos por email os casos que eles têm em mão, e oferecemos a nossa colaboração, para todos os casos, para alguns ou só para um, e toda a informação inicial é dada via email, depois disso os colaboradores trocam informação entre si. Estou entusiasmada, voluntariei-me para o meu primeiro caso, e quero ver como vai ser.

De uma maneira muito geral, todos os passinhos que quero dar de agora em diante prendem-se com a minha vida profissional. Quero estabelecer metas para conseguir abrir mais portas profissionais e não me conformar ao que tenho ou poderei vir a ter. Não gosto das coisas fáceis e aprendi muito a lutar por aquilo que quero, é isso que quero fazer, quer a nível profissional, quer a nível pessoal.

12
Mai18

A lei do positivismo - a maior lição

mudadelinha

 

A minha vida anda virada do contrário há alguns dias e está um bocadinho difícil voltar à minha tão querida rotina. Os dias sem vontade de sorrir tem-se repetido, vezes sem conta, e a vontade de sair da cama também tem sido muito pouca, mas lá tem de ser.

O estágio lá vai correndo, uns dias melhores, outros piores, uns com vontade, outros sem vontade, mas muito melhor que o primeiro, e só por aí já vale tudo e já não custa sair da cama para ir para o escritório, a vontade já é alguma de ir, apesar de muitas vezes o cansaço falar mais alto. E como odeio sentir-me cansada, cansada física e psicologicamente, não gosto de me dar ao cansaço e de passar dias a repetir “Estou cansada!”, as pessoas que me ouvem a dizê-lo devem pensar que ando sempre cansada, porque de facto ando maior parte dos meus dias cansada.

A tese começa a ganhar cor, depois da primeira reunião, depois da marcação das primeiras datas e depois de alguns dias passados enfiada na biblioteca da faculdade, sinto que fiz uma boa escolha, quer do tema, quer da professora orientadora, e estou a adorar começar a ler mais sobre o tema. Adoro qualquer coisa que me faça aprender mais e ganhar conhecimento. Aqueles dias que saio da biblioteca ou do estágio e sinto que aprendi, que renderam aquelas horas todas a fazer determinada coisa, sinto-me verdadeiramente realizada. Nem sempre acontece, mas quando acontece, respiro de alivio e alegria. A verdade é que fico triste por não puder dedicar-me de forma completa à tese e por ter mil e um compromissos, e por ser tão difícil definir as minhas prioridades, porque é tudo importante, e ter de abdicar de alguma coisa às vezes é tarefa difícil.

As aulas da ordem estão a acabar e estou mesmo ansiosa que terminem, porque o ambiente que se instalou na minha turma é de cortar à faca, parece que voltamos ao secundário e tirando os amigos e colegas conhecidos que já tinha, não consegui estabelecer mais relações, porque as pessoas são realmente difíceis, e sente-se que estamos num mundo de trabalho competitivo, que os colegas olham de lado para todos, como concorrentes e futuros colegas, e não como pessoas que estão a lutar pelo mesmo e pelo mesmo futuro, e que nos podemos ajudar todos.

Fora isso o maior dilema dos meus últimos dias tem sido ponderar e gerir o meu tempo e pensar em fazê-lo nos próximos tempos. A tese tem de ser entregue em finais de outubro (dia 31 mais concretamente, mas posso fazê-lo antes!), e estava a organizar as minhas férias com o L. para finais de setembro, porque é a única altura em que conseguimos fazer férias juntos e este ano estávamos a pensar ir para fora, tirar 5 dias em Malta, para podermos passear e conhecer outro país, porque adoramos viajar e nunca temos oportunidade de o fazer, porque temos horários completamente incompatíveis. Programava também repetir o trabalho do verão do passado, já quero falar disso aqui há imenso tempo, porque foi uma ótima experiência e porque aproveito sempre o verão para fazer alguma coisa, visto que o meu estágio não é remunerado e ainda tenho algumas despesas, com a alimentação, o transporte, o material que vou precisando para trabalhar, como livros, legislação, fotocópias, etc. Este tem sido o meu maior dilema, será que vou conseguir fazer tudo? Que vou conseguir conciliar o trabalho de verão, com a tese e umas férias em setembro? Estamos a ponderar adiar essas férias, mas decidimos ter calma, um dia de cada vez e depois logo vemos. Já tínhamos reservado hotel, podemos cancelar gratuitamente até setembro e estávamos a ponderar comprar a viagem de avião em meados deste mês, o que decidimos atrasar mais uns dias, para eu conseguir ter uma perceção de como a tese vai correr até lá.

A maior lição de tudo tem sido aprender a ver as coisas boas, a pensar sempre de forma positiva e ter calma. Não pensei que o fosse conseguir, mas tenho conseguido e tem sido realmente bom, porque sinto que mesmo depois de um dia mau, sinto-me feliz com alguma coisa, quanto mais não seja porque esteve sol e adoro a luz solar. No meio de tantas coisas, e de alguns problemas que não são meus, surgiu-me uma entrevista de trabalho na próxima semana, de um emprego a sério, num local que eu adorava trabalhar, que já nem me lembrava de ter mandado o meu currículo, e que apesar de ser um bocadinho longe de casa, me fez ter esperança e fé, o que também estava difícil. E não estou ansiosa nem nervosa, como muitas vezes ficava com estas situações, porque já nem esperava que me ligassem, mas estou com um feeling positivo. Disse isto ao L. e ele só me apertou a mão e sorriu, como que me diz “Eu estou aqui, quer corra bem ou mal!”, e sempre que ele estiver eu sei que fica sempre tudo bem. E estou a fazer fisgas que corra bem, mesmo que não corra, vou estar de cabeça erguida e vou ver alguma coisa positiva nisso, ou pelo menos vou tentar. Esta proposta surge porque o meu estágio não é remunerado, e sempre que vejo alguma vaga ou algum trabalho que me interessa, mando o meu currículo, porque se, eventualmente, conseguir algum emprego na minha área, pondero seriamente aceitar, vejo as vantagens e desvantagens, e decido se sim ou se não.

No fim do dia sinto-me cansada, tem sido difícil gerir o meu tempo, definir prioridades, estar com quem mais gosto, passar tempo em casa, escrever no blog, passear e fazer o que gosto e me faz feliz, mas no final do dia também me sinto feliz e respiro de alivio e de alegria, porque nem tudo pode correr bem, mas há sempre alguma coisa boa e positiva, que nos ensina a ter calma e a respirar, e nos ensina sobre nós mesmos.

 

Eu estou aqui e apesar de afastada nestes últimos dias não me tenho esquecido, e tenho sentido mesmo falta de escrever mais, a minha rotina anda a recompor-se novamente. Mas vamos lá ter calma que tudo acontece a seu tempo e às vezes só preciso respirar, nem eu sabia que tinha tanta calma, mas tenho sentido um bocadinho de orgulho nisso, quando penso que há alguns anos já tinha explodido e gritado e mandado tudo ao ar. Não adianta de nada penso eu, concordam?

08
Abr18

Os sítios onde gosto mais de trabalhar e estudar

mudadelinha

Os primeiros raios de sol, por pouquinhos que sejam, já começam a dar sinal de vida e este post surge para matar saudades daqueles dias solarengos, cheios de luz e, também, calorzinho. Se há que coisa que me tira do sério é ter de passar o dia todo enfiada num escritório ou numa sala de aula, a ver a luz do dia de uma janela minúscula, isto quando existe essa janela, porque quando não há janela é de uma pessoa trepar às paredes, pelo menos eu.

Grande parte dos meus dias são passados ou dentro de um escritório, de uma sala de aula ou algum outro sítio a estudar, em casa, na biblioteca, numa sala de estudo ou numa esplanada (quando posso!). E fico louca quando não posso sair de um desses sítios onde costumo passar os meus dias e apanhar um bocado de luz solar, porque sou mesmo uma pessoa de sol e de luz, modifica logo o meu humor. Não é que não goste de lá estar, porque também tenho dias que me sabe mesmo bem o silêncio do escritório, muitas vezes o quentinho, se bem que ainda não experimentei nenhum escritório quentinho, bem pelo contrário, parecem todos a sibéria e o primeiro onde estive chegava ao ponto de ser mais gelado que a temperatura na rua, era horrível e adoeci uma vez de forma séria, não foi mesmo bonito. Mas gosto do silêncio na maior parte das vezes, principalmente nos dias de inverno, sabe muito bem.

Mal começam a despertar os primeiros dias de sol e mal tenho oportunidade adoro sentar-me numa esplanada com as minhas coisas, sejam de trabalho, sejam coisas para estudar, são as minhas horas preferidas. Como grande parte do meu trabalho e do meu estudo implica o uso do computador é fácil conseguir fazê-lo fora do local físico de trabalho, principalmente se for estudo, se bem que às vezes ando carregada de livros, de capas e afins. Já a minha hora preferida do dia é mesmo de manhã, mas é muito raro consegui-lo, quando posso é o que faço e sabe-me pela vida, sinto que o meu dia corre de forma completamente diferente. Principalmente se conseguir estar pertinho do mar, como vivo perto do mar é fácil consegui-lo.

Adoro sentar-me numa esplanada, tomar qualquer coisa, grande parte das vezes um sumo de qualquer coisa que goste e ficar ali, se for uma esplanada muito movimentada ou andar criançada barulhenta perto coloco os auscultadores para me conseguir concentrar melhor.

Estou com saudades destas horas numa esplanada a estudar ou a trabalhar, pode ser que ao sentir esta vontade de apanhar sol, ele apareça nos próximos dias, quem sabe na próxima semana!

 

Boa semana! 😊

06
Abr18

A minha relação com vestuário formal

mudadelinha

Previamente sabia que a minha futura profissão exige algumas formalidades, sobretudo ao nível da aparência e se há coisa que me irrita é isso, porque nunca fui dada a essas formalidades. É engraçado porque de há uns anos para cá a minha mãe chateia-se comigo porque não me arranjo rigorosamente nada, mas aprendi isso com ela, porque se há pessoa simples essa pessoa é a minha mãe.

Esta simplicidade em relação à minha aparência leva-me a uma luta psicológica e física diária porque não gosto de me maquilhar, não gosto de camisas, não gosto de sapatinhos e sandálias, não gosto de colares, anéis, brincos, pulseiras e então saltos altos é uma coisa que não faz parte de mim nem do meu guarda-roupa. Se tiver dois ou três sapatos de salto é muito! Nem de pintar unhas gosto! Por mim, andava todos os dias de calças, sapatilhas e uma camisola qualquer que goste, se tiver bonecos melhor. Começo mesmo a achar que é por causa desta luta que tenho atrasado destralhar o meu guarda-roupa, porque sei que quando o fizer vou precisar de me livrar de metade da roupa que tenho para não cair na tentação de a vestir quando me apetece. Quantas menos camisolas com bonecos tiver melhor, é esse o pensamento. Mas, para já, ando a atrasar porque me vai custar imenso e vou ficar perdida ao fazê-lo, é a roupa com que me identifico diariamente e é a roupa que enfio ao fim de semana ou quando não estou a trabalhar A minha mãe e a minha irmã dizem que, relativamente a este assunto, parei de crescer no secundário e que acho que ainda lá ando e que posso andar sempre de all stars, calças e t-shirt, que se pudesse até andava com uma eastpak. Ainda o que me transtorna mais é a maquilhagem, mas passa-me ao lado porque nem me preocupo, nunca me maquilho e é mesmo fácil, só muito de longe a longe é que ponho qualquer coisa e quase sempre para esconder as olheiras que se apoderam dos meus olhos.

Não tem sido muito fácil, mas acho que o conviver com pessoas que se arranjam mais acaba por influenciar, e tem influenciado bastante. No inicio do ano (letivo) aproveitei o fim dos saldos e fui comprar algumas peças que me faziam mesmo falta como um blazer preto, calças de sarja que nunca usei, algumas camisolas só de uma cor, comprei também um casaco, e coisas assim. Chorei o meu dinheiro porque não precisava de comprar nada daquilo se pudesse andar como gosto, mas não. Precisei mesmo de uns dias para me convencer que ia precisar de o fazer.

Nos últimos tempos o Pinterest tem sido o meu melhor aliado nestas andanças e aprendi que posso conseguir um estilo elegante, mas confortável, sem precisar de andar de saltos altos, camisas e blazers todos os dias. Primeiro porque ninguém me exige que eu ande assim todos os dias, e segundo porque não gosto, não me identifico e parece que perco a minha verdadeira identidade. Foi um alívio quando me apercebi disso e até a minha mãe me tem elogiado, quer a forma como me tenho vestido, quer nas pequenas compras que vou fazendo para completar o guarda-roupa.

Depois a luta passa por encontrar as peças que quero a preços acessíveis, porque recuso-me a gastar fortunas em roupa, outra das coisas que aprendi com a minha mãe.

Para quem passa pelo mesmo que eu quero só dizer que é possível, eu é que não o sabia, e o Pinterest tem sido o meu melhor amigo neste assunto. 

 

A título de exemplo alguns dos looks que me tem inspirado - todas as imagens foram retiradas do pinterest:

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