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Coisas (des)Interessantes

Coisas (des)Interessantes

09
Out18

4 dias em Malta

mudadelinha

Estou de volta e para vos mostrar um bocadinho da minha viagem a Malta.

 

 

Andamos a programar esta viagem, digo-vos, desde setembro do ano passado, altura em que decidimos começar um mealheiro de moedinhas, de onde conseguimos pagar os bilhetes de avião. Não é nenhuma viagem às Maldivas, ok, tudo bem, mas para os nossos bolsos as férias e viagens precisam e devem ser contadinhas, no sentido em que gostamos de juntar para termos uma noção do que podemos e do que não podemos fazer. Queremos sempre muita coisa não é verdade? Queremos viajar o mundo todo de lés-a-lés, mas primeira vamos olhar para a conta bancária, porque no fim ela é que decide. Pode parecer exagero dizer isto, mas é verdade, o esforço é nosso, mas, no fim, o que decide se podemos ou não, é o dinheiro e como sempre o dinheiro. Ainda não se pode viajar de graça, infelizmente. E não venho aqui discutir o preço do dinheiro na vida de qualquer um, prefiro discutir o valor do esforço e da dedicação de cada um, ou nem isso porque não gosto de discutir sobre nada.

Voltemos ao assunto, tínhamos Malta em cima de vista há realmente muito tempo, e este país tinha surgido do conselho de um amigo, no fim das férias caseiras que fizemos em 2017. Temos um amigo em comum que viaja imenso, já foi a Malta há mais de 15 anos, e no meio de uma conversa lá atirou “Olha, Malta é que era fixe para vocês, já pensaram nisso?”. Já pensamos em tudo, pela nossa vontade nem estávamos cá e continuávamos em Malta, mas, na altura, aquilo ficou-me. Viajar, para mim, é das melhores coisas que a vida nos dá, principalmente nos tempos que correm. O contacto com outras culturas, com outras histórias, a aventura, o conhecimento, paladares e cheiros diferentes, as temperaturas da água, o calor e o frio de outros países, mas, principalmente, a cultura. O choque cultural. Só por isso viajava o mundo todo, só a curiosidade de conhecer outras culturas, completamente diferentes da minha, da nossa.

Ao fim de meses e meses a ver preços, ler blogs, ver canais de youtube, lá conseguimos a viagem muito barata para os valores que, inicialmente, tínhamos visto e conseguimos não gastar todo o pé-de-meia que juntamos ao longo do ano. Os pequeninos passos que fomos dando foram um pequeno orgulho, são sempre, mas esta viagem teve um sabor muito especial, muito por causa disso.

Depois de conseguidos os voos, a luta seguinte foi o hotel. Andámos mais outros não-sei-quantos meses a discutir o hotel. Reservamos um hotel, que logo de seguida desmarcamos. Reservamos outro e acabamos por desmarcar para voltar à primeira escolha. Quem nunca? Andámos até à última para escolher o hotel.

Inicialmente, a nossa ideia era alugar um carro ou uma mota, mas como jovens inocentes que somos, nenhum tem cartão de crédito físico. Para comprar viagens usamos o mbway, e nunca tivemos necessidade de um cartão de crédito. Então, a nossa dificuldade com o carro começou logo aí, além das cauções altíssimas que nos pediam, quer dizer era praticamente deixarmos o nosso dinheiro todo de férias no rentcar. Mas, digo-vos, bendita a hora que não conseguimos alugar carro, porque os transportes públicos em Malta são a coisa mais fácil de todo o sempre para quem está habituado a andar na STCP no Porto.  E este é o melhor conselho que posso dar a quem equacione ir até Malta. É possível fazer-se a ilha toda de transportes, primeiro porque a ilha é pequena e a distância entre atrações também, e segundo porque os transportes públicos funcionam realmente muito bem, muito pontuais e disponíveis para qualquer questão, com horários fáceis à disposição, com imensas linhas e redes. Muitas vezes queríamos apanhar um determinado autocarro porque era mais rápido, mas podíamos apanhar o primeiro que aparecesse porque ia para o mesmo sitio só que demorava mais 10 minutos.

Não quero descrever, pormenorizadamente, o que fiz em Malta, a minha ideia era apenas deixar algumas dicas e transparecer o amor que trouxe pela pequena ilha no Mediterrâneo.  Claro que ao fazê-lo vou acabar por contar o que andei a fazer, mas acho que para isso já existem imensos blogs e canais de youtube, é só procurar, porque encontramos imensa coisa, inclusive viajantes portugueses e nós não fugimos muito desses roteiros, com exceção de que só fomos 4 dias e deveríamos ter ido mais.

  • A primeira grande dica que posso deixar sobre Malta é mesmo a que acabei de falar: se não tiverem necessidade da comodidade de um carro, utilizem os transportes. Fáceis e baratos, cada ticket custa 2€, mas dá para duas horas, aliás o próprio ticket assinala lá a validade, mas há a possibilidade de comprarem aqueles passes semanais que de certeza que compensam, mas que não o fizemos, lá está, porque tínhamos a ideia do carro. Além de que os transportes públicos permitem-nos conhecer o país fora das zonas turísticas e adoramos isso.
  • A segunda dica é sobre o alojamento. Malta é uma ilha pequena, onde é fácil de chegar a todo o lado, qualquer dos pontos turísticos parecem-me bons sítios para se ficar alojado. Nós ficamos em Buggiba e adoramos. Não é o maior ponto turístico, mas é um lugar calminho, com lojas, bares e restaurantes, mas sem grande confusão e sem grandes barulhos e num ponto estratégico da ilha, porque fica muito bem localizado, com três ou quatro paragens de autocarros, com autocarros a toda a hora e situado, praticamente, no meio da ilha, ou seja, era fácil de se chegar quer ao lado norte, quer ao lado sul, como a Mdina (antiga capital) e Rabbat, como ao porto dos ferrys para Gozo e Comino.
  • Por falar em Gozo e Comino (onde está a lindíssima Blue Laggon) que são as outras ilhas de Malta, ir a Malta e não visitar estas duas ilhas, não é ir a Malta. Os ferrys são baratos e a melhor dica que posso dar para fazerem esta visita é fazerem as viagens ao contrário para evitarem filas. Normalmente, pelo menos do que li e ouvi e seguida pela minha experiência, faz-se Malta-Gozo-Comino-Gozo-Malta, quando é possível fazer-se Malta-Comino-Gozo e voltar-se a Malta, e evitar aquelas filas gigantes. Ah! Outro pormenor que nos falhou, mas que nos era um bocadinho indiferente, se houver tempo para isso, vale a pena tirar um dia para cada uma das ilhas. Um dia para a ilha de Gozo e outro para a ilha de Comino. Comino reduz-se muito à Blue Lagoon (compreende-se depois de se ver a cor daquela água), mas é uma ilha linda, que merece uma bela caminhada para conhecer as restantes praias e dar um mergulho em cada uma delas.
  • Outra das melhores dicas que tenho para quem gostava de ir a Malta, é acordar cedo para tudo. Malta não é de todo um destino de praia, muito pelo contrário, a magia de Malta não está nas praias, está em tudo o resto, e há muito para visitar e conhecer. No nosso caso, que só fomos 4 dias (fomos 6, mas 2 foram de viagem) fizemos tudo a correr e muito ficou por conhecer. Por aqui e nesta linha de raciocínio valeria a pena alugar carro, porque é sempre mais rápido e confortável, mas também foi possível de transportes e não foi mesmo por falta de tempo que não conhecemos mais, foi mesmo pelo cansaço físico.
  • A nível de alimentação vou continuar a bater na mesma tecla, é um país turístico, ou pelo menos nas zonas turísticas extremamente barato e acessível. Admito-vos que comemos sempre por pouco mais de 20€ os dois e experimentamos comida típica. A nossa refeição mais cara, que foi no último dia, rondou os 40€ (os dois, sempre os dois) mas porque quisemos experimentar a especialidade do país, que é o coelho e já sabíamos de antemão que seria mais caro, ainda assim com cafés, sobremesa e vinho não achei tão caro quanto isso.
  • As línguas oficiais do país são o maltês e o inglês e a moeda é o euro, pelo que não houve qualquer dificuldade nesse sentido.
  • Duas dicas práticas, para nós bastantes importantes: a mão de condução é britânica, ou seja, completamente diferente do que estamos habituados e a tomada elétrica também é britânica. Soubemos disto à última, no dia antes de embarcarmos e fomos apressados comprar uma tomada adaptada.
  • Se forem a Malta com tempo podem dar um saltinho a Sicilia, em Itália, há ferrys e são baratos e há muitas pessoas que fazem isso, ou o contrário, aproveitam para ir de Itália a Malta. 

Adorei Malta, valeu muito a pena, fica a promessa de um dia voltar e agora pensamos na Croácia, se houver disponibilidade para tal. Vou deixar algumas fotos, da nossa autoria.

 

 

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 Imagem panorâmica de Valleta, a capital de Malta.

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 Como não podia deixar de ser, estas duas fotos são da Ilha de Comino e a última é da Blue Lagoon. Só a cor da àgua é qualquer coisa.

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 O passeio de barco que fizemos às Blue Grotto e adoramos.

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 Esta baía que vemos é St Peters Pool. Aconselharam-nos a não mergulhar porque o mar estava a prometer tempestade e, efetivamente, depois de virmos embora, passou um tufão por Malta. Mas, adoramos o passeio de barco que fizemos aqui, nunca andei tanto de barco na minha vida, sem enjoar.

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 A vila piscatória de Marsaxlokk, onde encontramos uma portuguesa a trabalhar num restaurante. Vale a pena visitar esta vila aos domingos, quando há o mercado do peixe e os pescadores vendem o seu peixe, e a marginal parece as nossas feiras, cheias de comerciantes a venderem souvenirs, roupa, calçado e afins.

 

 

“uma minúscula chama brilhante na escuridão”, Franklin Roosevelt

 

12
Mai18

A lei do positivismo - a maior lição

mudadelinha

 

A minha vida anda virada do contrário há alguns dias e está um bocadinho difícil voltar à minha tão querida rotina. Os dias sem vontade de sorrir tem-se repetido, vezes sem conta, e a vontade de sair da cama também tem sido muito pouca, mas lá tem de ser.

O estágio lá vai correndo, uns dias melhores, outros piores, uns com vontade, outros sem vontade, mas muito melhor que o primeiro, e só por aí já vale tudo e já não custa sair da cama para ir para o escritório, a vontade já é alguma de ir, apesar de muitas vezes o cansaço falar mais alto. E como odeio sentir-me cansada, cansada física e psicologicamente, não gosto de me dar ao cansaço e de passar dias a repetir “Estou cansada!”, as pessoas que me ouvem a dizê-lo devem pensar que ando sempre cansada, porque de facto ando maior parte dos meus dias cansada.

A tese começa a ganhar cor, depois da primeira reunião, depois da marcação das primeiras datas e depois de alguns dias passados enfiada na biblioteca da faculdade, sinto que fiz uma boa escolha, quer do tema, quer da professora orientadora, e estou a adorar começar a ler mais sobre o tema. Adoro qualquer coisa que me faça aprender mais e ganhar conhecimento. Aqueles dias que saio da biblioteca ou do estágio e sinto que aprendi, que renderam aquelas horas todas a fazer determinada coisa, sinto-me verdadeiramente realizada. Nem sempre acontece, mas quando acontece, respiro de alivio e alegria. A verdade é que fico triste por não puder dedicar-me de forma completa à tese e por ter mil e um compromissos, e por ser tão difícil definir as minhas prioridades, porque é tudo importante, e ter de abdicar de alguma coisa às vezes é tarefa difícil.

As aulas da ordem estão a acabar e estou mesmo ansiosa que terminem, porque o ambiente que se instalou na minha turma é de cortar à faca, parece que voltamos ao secundário e tirando os amigos e colegas conhecidos que já tinha, não consegui estabelecer mais relações, porque as pessoas são realmente difíceis, e sente-se que estamos num mundo de trabalho competitivo, que os colegas olham de lado para todos, como concorrentes e futuros colegas, e não como pessoas que estão a lutar pelo mesmo e pelo mesmo futuro, e que nos podemos ajudar todos.

Fora isso o maior dilema dos meus últimos dias tem sido ponderar e gerir o meu tempo e pensar em fazê-lo nos próximos tempos. A tese tem de ser entregue em finais de outubro (dia 31 mais concretamente, mas posso fazê-lo antes!), e estava a organizar as minhas férias com o L. para finais de setembro, porque é a única altura em que conseguimos fazer férias juntos e este ano estávamos a pensar ir para fora, tirar 5 dias em Malta, para podermos passear e conhecer outro país, porque adoramos viajar e nunca temos oportunidade de o fazer, porque temos horários completamente incompatíveis. Programava também repetir o trabalho do verão do passado, já quero falar disso aqui há imenso tempo, porque foi uma ótima experiência e porque aproveito sempre o verão para fazer alguma coisa, visto que o meu estágio não é remunerado e ainda tenho algumas despesas, com a alimentação, o transporte, o material que vou precisando para trabalhar, como livros, legislação, fotocópias, etc. Este tem sido o meu maior dilema, será que vou conseguir fazer tudo? Que vou conseguir conciliar o trabalho de verão, com a tese e umas férias em setembro? Estamos a ponderar adiar essas férias, mas decidimos ter calma, um dia de cada vez e depois logo vemos. Já tínhamos reservado hotel, podemos cancelar gratuitamente até setembro e estávamos a ponderar comprar a viagem de avião em meados deste mês, o que decidimos atrasar mais uns dias, para eu conseguir ter uma perceção de como a tese vai correr até lá.

A maior lição de tudo tem sido aprender a ver as coisas boas, a pensar sempre de forma positiva e ter calma. Não pensei que o fosse conseguir, mas tenho conseguido e tem sido realmente bom, porque sinto que mesmo depois de um dia mau, sinto-me feliz com alguma coisa, quanto mais não seja porque esteve sol e adoro a luz solar. No meio de tantas coisas, e de alguns problemas que não são meus, surgiu-me uma entrevista de trabalho na próxima semana, de um emprego a sério, num local que eu adorava trabalhar, que já nem me lembrava de ter mandado o meu currículo, e que apesar de ser um bocadinho longe de casa, me fez ter esperança e fé, o que também estava difícil. E não estou ansiosa nem nervosa, como muitas vezes ficava com estas situações, porque já nem esperava que me ligassem, mas estou com um feeling positivo. Disse isto ao L. e ele só me apertou a mão e sorriu, como que me diz “Eu estou aqui, quer corra bem ou mal!”, e sempre que ele estiver eu sei que fica sempre tudo bem. E estou a fazer fisgas que corra bem, mesmo que não corra, vou estar de cabeça erguida e vou ver alguma coisa positiva nisso, ou pelo menos vou tentar. Esta proposta surge porque o meu estágio não é remunerado, e sempre que vejo alguma vaga ou algum trabalho que me interessa, mando o meu currículo, porque se, eventualmente, conseguir algum emprego na minha área, pondero seriamente aceitar, vejo as vantagens e desvantagens, e decido se sim ou se não.

No fim do dia sinto-me cansada, tem sido difícil gerir o meu tempo, definir prioridades, estar com quem mais gosto, passar tempo em casa, escrever no blog, passear e fazer o que gosto e me faz feliz, mas no final do dia também me sinto feliz e respiro de alivio e de alegria, porque nem tudo pode correr bem, mas há sempre alguma coisa boa e positiva, que nos ensina a ter calma e a respirar, e nos ensina sobre nós mesmos.

 

Eu estou aqui e apesar de afastada nestes últimos dias não me tenho esquecido, e tenho sentido mesmo falta de escrever mais, a minha rotina anda a recompor-se novamente. Mas vamos lá ter calma que tudo acontece a seu tempo e às vezes só preciso respirar, nem eu sabia que tinha tanta calma, mas tenho sentido um bocadinho de orgulho nisso, quando penso que há alguns anos já tinha explodido e gritado e mandado tudo ao ar. Não adianta de nada penso eu, concordam?

14
Abr18

A primeira parte da nossa primeira viagem a dois

mudadelinha

Ando para escrever sobre este assunto há séculos, mas quando começo a escrever não me sai nada, porque nunca sei em concreto o que quero falar. Pensei então começar por escrever como decidimos, escolhemos o sítio, os nossos medos e afins, para depois contar a viagem propriamente dita. Um aviso importante: a história destas férias remonta a 2016, finais de outubro, inícios de novembro, mais concretamente.

Namorávamos há dois anos e tínhamos trabalhado o verão todo juntos e ao longo de todo o verão só o ouvia dizer “Este ano quero ir de férias!” e andava sempre com isto, bastava falar-se em férias, praia e sol e ele dizia sempre o mesmo. Nunca tinha ido de férias com ninguém, namorado, amigos, sozinha, só com os meus pais e uns amigos dos meus pais, pelo que não conta, porque de forma independente nunca o tinha feito, ao contrário dele que já foi de férias com os amigos mais que uma vez. Então, custava-me a crer que fossemos a algum sitio, porque o meu orçamento era realmente baixo naquele ano e não me podia por a sonhar com férias, se bem que todos os dias pensava na hipótese, mas parecia-me sempre demasiado remota. Até porque naquele ano tudo indicava que ele teria férias muito tarde para podermos ir fazer praia para um sítio económico. Quando começamos mesmo a por hipótese de irmos a algum lado, os sítios que nos surgiam eram incertos pela razão que mencionei, estávamos em finais de outubro, inícios de novembro, e arriscarmos em sítios como Palma de Maiorca, Menorca, Tenerife, Canárias e outros que pensámos era como darmos um tiro no escuro, porque o clima nesses sítios naquela altura já não era para se fazer praia e apanhar sol. Tentei convence-lo a fazermos umas férias diferentes e cheguei mesmo a ver preços para cidades europeias e fazermos uma viagem mais cultural, mas ele nunca cedeu, teimou até à última que queria praia e sol, o que até me agradava porque naquele verão quase que não tinha feito praia e porque adoro.

Lembro-me perfeitamente do momento em que dei de caras com a viagem que acabamos por fazer e da minha reação. Deixei até à última a decisão se íamos ou não a algum lado fora de Portugal, eu estava cheia de medos, normais de quem nunca foi de férias com o namorado e com ninguém mesmo. Quando me decidi que queria ir de férias, que tinha orçamento para isso, que podia estar descansada com isso, lá comecei a ver preços. Aliás, antes de começar a ver os preços, vi as datas e comecei a fazer uma suave pesquisa meteorológica, apesar de incerto acabou por me dar umas luzes se teríamos alguma sorte ou nenhuma. A melhor hipótese parecia ser Palma de Maiorca, os sites indicavam que estaria sol todos os dias e apesar de não estar um calor de morrer, a temperatura rondaria os 20/25ºC, o que me pareceu muito bom para a altura.

Numa das minhas muitas pesquisas, encontrei uma viagem, nos dias que queríamos, que achei muito barata, 170€ (acho!) para os dois. O voo para Palma era direto e num horário razoável e o voo para o Porto tinha uma escala de um dia em Madrid, que pensei que podíamos aproveitar a oportunidade para conhecer Madrid, já que nenhum conhecia e naquela escala tínhamos mais que tempo para o fazer. A viagem encontrava-se aquele preço, suponho, pela altura e por serem os últimos lugares, diz uma pouco entendida no assunto. Acabou por ser aquela mesma viagem que compramos logo no dia seguinte e lembro-me perfeitamente de ter recebido o email de confirmação da companhia aérea e ter pensado “Vamos mesmo! Oh meu deus como é que vai ser?”.

Foi a nossa primeira viagem a dois, para um país que não o nosso, e com todas as incertezas possíveis à mistura. Digo-vos que o meu principal medo e penso que o dele também era que não nos dessemos bem, ou que fossemos completamente incompatíveis em qualquer coisa que desconhecíamos. E esse era mesmo o meu principal medo. Já tínhamos ido passar um dia ao Gerês só os dois, já tínhamos ido a Dornes no anterior e até passamos lá a noite, mas uma coisa é passar um dia, uma noite, outra é passar 5 dias com a mesma pessoa, eu pelo menos acho que são coisas diferentes.

Ele acabou por tratar do hotel, e foi também a primeira vez que trabalhamos com o Booking, mais um medo à mistura. Todos nos diziam que era muito seguro, mas até termos a nossa experiência não sabemos se é ou não. Felizmente foi e ficamos mesmo felizes com isso, adoramos o hotel, os funcionários, a limpeza, a localização, a comida, o pequeno almoço, tudo, e não ficou nada caro que foi o que mais nos satisfez. A escolha estava mais que aprovada!

Hoje rimo-nos disto, mas tivemos mesmo MUITA sorte para quem foi de férias para Palma de Maiorca em Novembro, porque apanhamos 4 dias de praia maravilhosos e no último dia começou a chover quando estávamos já a chegar ao hotel para vir embora. Fizemos praia todos os dias e o único senão era que o dia já era muito pequeno, começava a anoitecer perto das 16.30h/17.00h e à noite arrefecia um bocadinho, mas andamos todos os dias de calções à noite e todos os dias íamos molhar os pés ao mar porque a temperatura da água era maravilhosa.

Adoramos Palma, diz-se que não devemos voltar aos sítios onde já fomos felizes, mas estamos ansiosos por lá voltar. Fomos muito felizes em Palma e concordamos os dois com isso, por nós tinhamos lá ficado, mas é tão bom voltar a casa também. Numa próxima vez espero contar os que andamos por lá a fazer nos ¾ dias que lá estivemos.

 

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Esra fotografia é do meu telémovel e é das minhas preferidas.

 

 

25
Mar18

Como organizo as minhas férias

mudadelinha

Decidi começar a semana com um post sobre férias, e ainda falta tanto tempo. A ideia deste post surgiu-me porque já ando a pensar na próxima viagem com o L. As nossas férias normalmente são entre finais de setembro/inícios de outubro, as nossas primeiras férias foram em novembro, e nunca conseguimos muito mais que 4/5 dias de férias fora daqui porque em finais de setembro tenho aniversários importantes na família e nunca queremos faltar. E se as férias não forem em setembro, se forem por exemplo em outubro/novembro já não estou de férias o que ainda torna a tarefa mais difícil. Por isso é realmente importante começar a pensar nelas com muito antecedência, e ajuda imenso ele saber as férias dele com essa antecedência porque facilita-nos a tarefa. No ano que fomos a Palma de Maiorca ele só soube as férias exatas com um mês de antecedência, então aquilo foi marcado mesmo em cima da hora e porque encontramos bons preços, caso contrário não tínhamos ido a lado nenhum.

O primeiro passo, depois de saber quando podemos marcar as benditas férias, é listar os locais/países que queremos ou pensamos visitar, para começarmos a ver as viagens e os preços, para sabermos se se encontram dentro do orçamento que definimos. Sim, porque pensarmos no orçamente é o primeirinho passo, só não o considerei o primeiro porque surge de uma forma natural, quanto mais low-cost for melhor, é sempre isso que procuramos, por isso os locais/países que procuramos visitar estão sempre dentro dessa ideia. Por exemplo, adorava ir à Tailândia e ao sul asiático, mas não vou considerar a Tailândia na minha lista porque não tenho orçamento para isso, então deixemo-nos por Palma de Maiorca, Itália, Tenerife e a Europa de uma maneira geral, e numa outra altura pensamos nesses destinos. Dentro desta primeira fase, o passo seguinte, depois de começarmos a pensar nos locais e de fazermos uma lista em conjunto, é definirmos se queremos uma viagem de cultura, de praia ou das duas coisas em simultâneo. Isto faz todo o sentido devido à altura em que tiramos ou queremos tirar férias, tendo em conta que se quisermos tirar férias em novembro/dezembro na europa, dificilmente vamos poder fazer praia, e se nos quisermos arriscar convém que seja um sitio que tenha coisas para visitarmos e cultura para conhecermos, ao contrário teremos as férias estragadas. Precisamos, desde logo, definir quatro ou cinco sítios onde gostaríamos de ir, para começarmos na procura de preços.

Então, o segundo passo é esse mesmo, começarmos a ver os preços dos voos, para conseguirmos ter uma noção dos preços das viagens, se fica barato, se fica caro, se está dentro do nosso orçamento ir a determinado sitio. À medida que começamos a ver as viagens podemos excluir ou incluir sítios que não estavam previstos inicialmente. Aconteceu-nos isso quando fomos a Palma de Maiorca há dois anos, não estava de todo previsto, mas quando começamos a ver os preços chamou-nos a atenção e lá começamos a explorar melhorar a hipótese. Eu nunca fiz um post sobre a nossa viagem a Palma, é um post que quero muito fazer porque foi realmente uma viagem muito agradável, foram as nossas primeiras férias juntas e, falo por mim, e acho que por ele também, fomos muito felizes lá e queremos muito lá voltar, andamos sempre a falar nisso aliás.

Se neste último passo conseguirmos chegar a uma conclusão de dois ou três locais que nos interessam, começamos à procura de opiniões, entre amigos, blogs, canais de youtube onde se encontram opiniões mesmo úteis. Tentamos saber mais ao menos os preços, a qualidade de vida nesses sítios, se são muito caros, se têm preços acessíveis de estadia e alimentação, também para pensarmos qual a melhor opção a nível de regime do hotel/hostel. Isto ajuda-nos a escolhermos um sitio, aquele que nos parece melhor dentro daquilo que procuramos, com os preços mais acessíveis, mesmo a nível de transportes, de mobilidade dentro desse país, o que há para visitar, se fica muito caro, dentro dessas coisas.  

Quando definimos qual é o melhor sitio, a melhor viagem, com os preços que queremos, escolhemos o voo que nos dá mais jeito, é este o terceiro passo. Muitas vezes, e parece-me que é o que vai acontecer desta vez, acabamos por conjugar voos, porque o voo direto fica muito caro ou porque tem escalas que não nos agrada muito, então tentamos ver os voos separados ou fazer as nossas próprias escalas. A nossa ideia este ano é Malta e os voos do Porto não ficam muito baratos, além de que não encontramos voos diretos, e as escalas não nos agradam de todo. Não somos contra escalas, bem pelo contrário, há escalas que nos permitem conhecer outras cidades, como nos aconteceu em Palma, que fizemos uma escala em Madrid de um dia, e aproveitamos para conhecer Madrid, que nenhum dos dois conhecia. Mas, desta vez nem isso está a acontecer, as escalas são estúpidas, e grande parte são em Madrid, o que também não ajuda.

O quarto passo desta aventura, tentamos sempre pensar e alinhar tudo, é o alojamento. Normalmente, usamos o Booking, parece-nos ser o melhor site e ainda não tivemos razão de queixa de todas as vezes que o usamos. E para escolhermos o sitio onde queremos ficar a dormir, temos alguns critérios, que nem sempre tornam a tarefa fácil: 1) perto do centro, mas ao mesmo tempo não muito longe do aeroporto, ou seja a localização do sitio. Tentamos sempre ver no mapa qual a distância. 2) a pontuação, vemos sempre os comentários e as criticas das pessoas que já estiveram lá alojadas. Ainda esta semana, estávamos a ver os hotéis/hostels/apartamentos para Malta, tentamos sempre dar o beneficio da dúvida, sabemos perfeitamente que há opiniões para tudo e há pessoas que exageram imenso, por isso este critério é sempre flexível, e encontramos um hotel dentro do nosso preço, que nos parecia muito agradável, com boa pontuação e com uma decoração muito engraçada. Vimos as fotografias primeiro e depois passamos aos comentários. Logo nos primeiros comentários tinha alguém que falava de baratas e insetos pequeninos dentro do quarto, achamos aquilo estranho, mas não demos muita importância, como disse, as pessoas podem exagerar, mas lemos mais uns comentários e aparece outro, que não só falava em insetos, como em baratas grandinhas dentro do hotel, e que o hotel não primava propriamente pela limpeza. Bem, um é estranho, dois é demais para arriscar. 3) A limpeza do lugar, é o que mais nos interessa nos comentários que lemos. 4) As camas, tenho de admitir que se há coisa que me irrita é quando chegamos ao quarto e ao invés de uma cama de casal são duas camas pequenas juntas, preciso respirar. 5) Se formos para um sitio com praias, não o queremos na primeira linha da praia, os preços não são muito acessíveis, mas tentamos que não seja a 10km da praia. Além destes critérios muitos outros nos vão surgindo, como a alimentação, se o pequeno almoço é bom ou não, se os funcionários são simpáticos ou arrogantes, os horários do check-in e check-out, o cancelamento gratuito, o pagamento poder ser lá feito, prefiro muito mais a paypal ou cartão de crédito que não usamos. Estes critérios não estão por ordem de preferência, o único mesmo porque é o mais importante para nós é mesmo o primeiro, a localização.

Por último, depois de escolhido o sitio onde vamos ficar, começamos a esquematizar os nossos dias, o que vamos e queremos fazer em cada um dos dias, o que temos tempo e o que não temos tempo. Encontrámos sempre imensa informação na internet, há imensos blogs hoje sobre viagens e canais de youtube, é fácil de encontrarmos o que queremos. Começamos então a fazer um mini-calendário daquilo que se faz naquele sitio, quais são as melhores sugestões, as melhores praias, as melhores visitas, como nos podemos mover, se há uma boa rede de transportes, de metro ou autocarros, onde podemos encontrar o ferry, quais os horários de cada um. Claro que este plano é sempre flexível e grande parte das vezes nem o seguimos, mas gostamos de levar programado algumas coisas e de sabermos previamente o que se faz e o que não se faz.

Este ano, tal como nos anos anteriores, ainda estamos a programar tudo direitinho, a estudar todas as opções, estamos ali entre o primeiro e o segundo passo, se bem que há muito que tínhamos listado os sítios que queríamos e no fim ficamos indecisos entre voltar a Palma ou visitar um sitio novo. Estamos mais inclinados em deixar a segunda visita a Palma para outra altura e conhecermos um sitio novo e as opiniões sobre Malta têm sido muito positivas, se bem que acho que se formos a Malta, vamos à procura de Palma, e tenho receio disso.

 

Aceitam-se todas as sugestões, mas deixo por aqui a minha forma de organizar férias. Ah! É lógico, o primeiro passo mesmo é termos capacidade financeira para podemos viajar, se não a tivermos ficamos por cá e conhecemos mais um bocadinho do nosso país ou do país vizinho como fizemos o ano passado.

 

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