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Coisas (des)Interessantes

Coisas (des)Interessantes

20
Nov18

A minha maior dificuldade como advogada estagiária

mudadelinha

Esta saga começou há pouco mais de um ano, quando pensei estar a decidir com o coração e fiz a primeira má escolha do meu percurso profissional. Cresci muito com essa má escolha, muito mesmo, porque essa má decisão abalou e estragou a possível magia do inicio desse percurso e foi uma grande chapada e um grande choque.

Dessas más decisões, que tomaremos ao longo da vida julgo, não podemos fazer muito. Cinco minutos são para nos lamentarmos, mais uns minutos para chorar (quando preciso), e os minutos, horas e dias seguintes é para levantar a cabeça e pensar no que vem a seguir. E foi isso que tentei fazer, não me lamentar muito (não vale de nada não é verdade?), erguer a cabeça, ter calma e lutar por melhor. Aprendi que hoje pode não correr bem, mas amanhã pode correr melhor, é só preciso ter calma e pensar positivo.

Além da entrada neste mundo, com o qual pouco ou nada me identifico, além das adversidades de um estágio não remunerado, tenho conseguido esforçar-me e dedicar-me, levantar-me de manhã com o mínimo de ânimo para o dia que se avizinha. Mas, é difícil quando além destes fatores, não te identificas de todo com o mundo onde trabalhas e pensas que ainda falta um ano para poderes trabalhar sozinha, teres os teus horários, ambicionares mais um bocadinho e seres tu, no teu local de trabalho.

Das primeiras dificuldades que enfrentei e, que já falei aqui, foi a etiqueta no vestuário. Sou uma pessoa muito simples, não desajeitada, mas simples de natureza, para quem umas calças, uma blusa e umas sabrinas estão mais que bem, e se for sapatilhas está melhor ainda. A verdade é que ir trabalhar assim para um escritório de mulheres que andam todos os dias de saltos agulha, se maquilham e se arranjam todas, não e lá muito confortável. Tenho tentado ser eu, marcar a diferença, não perder a minha identidade, vestir-me como sinto confortável, para me sentir dentro desses padrões, ou lá perto pelo menos. Arranjei truques para isso e até o que compro é sempre a pensar nisso.

Depois confesso que dentro deste mundo não é tudo como parece cá fora, ou como quer parecer. Há dias que me apetece pegar nas minhas coisas, fechar a porta e não voltar mais, mas não posso. Estou na 2ª fase de um estágio de advocacia em que o objetivo é já termos autonomia e independência para fazermos coisas sozinhos, já termos mais conhecimentos do que aqueles conhecimentos teóricos que aprendemos durante a licenciatura e o mestrado, e para isso é que este estágio é dividido em duas fases: uma primeira fase, de oito meses, que consiste em aulas das matérias mais importantes e, uma segunda fase, de um ano, onde temos um conjunto de obrigações para preencher, como intervenções orais, assistências acompanhadas e sozinhas e subscrever peças, que devemos ser nós a fazer as mesmas. Mas, há sempre volta a dar. A primeira fase, apesar de importante, não é mais do que relembrar aquilo que já sabemos, ou que devíamos saber e, a segunda fase é a continuação.

Posso ter sido eu que tive azar no estágio, não creio, porque não sinto que, durante o meu tempo de escritório na primeira fase, aquela em que não podemos fazer nada sozinhos, mas que devemos aprender, tenha aprendido alguma coisa, além do que já sabia. Então, nesta segunda fase, como a corda aperta e tenho de fazer relatórios do que ando a fazer, estou a fazer o que devia ter feito na primeira, e o que devia estar a fazer na segunda. Ou seja, dois em um, e isso não é mesmo nada bom. Primeiro, porque acham que já devemos saber tudo, e isso é mentira, se não nos acompanharam como devia ser na primeira fase. E, segundo, porque devemos continuar a ser acompanhados na segunda, porque somos simples estagiários.

Grande parte das vezes sinto-me desmotivada, outra grande parte das vezes sinto que sempre que vou para o escritório é tempo perdido da minha vida. Há dias que venho para o escritório que estou uma tarde completa a fazer atualizações numa legislação que nem é minha. E passo-vos a explicar. Atualizações a códigos é cortar e colar, tipo trabalhos manuais da escola, que compete a cada profissional e não a estagiários, porque isso foi o que fiz ao longo de toda a minha licenciatura, manter a minha legislação atualizada, porque seria penalizada nos exames se não o fizesse. Além disso, não é trabalho da segunda fase.

Por um lado, já só quero que o estágio acabe, a ansiedade toma conta de mim quando penso se em Abril terei tudo o que preciso para ir a exame, e já só faltam 5 meses, interrompidos pelas férias judicias do Natal, da Páscoa e pela mais recente greve dos magistrados judicias que começa hoje.

 

A ideia é manter sempre o pensamento positivo, nem sempre é possível confesso, mas a luta é mesmo essa, é não desmotivar e pensar que estou a aprender o suficiente para em setembro/outubro do próximo poder safar-me sozinha, porque aí, nessa altura, já não sou estagiária. E será que estarei preparada? A saga, como devem imaginar, tem continuação. Até Abril ainda faltam 5 meses.

 

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(a imagem é daqui)

 

06
Nov18

Uma semana com um sabor especial

mudadelinha

Esta semana terá um sabor especial, muito especial até, mas até lá estou em pânico. Vou então resumir-vos esta semana em poucas palavras: segunda-feira tinha a minha primeira intervenção enquanto advogada-estagiária. Ou seja, estava em pânico e pânico é pouco para vos descrever o meu estado de espirito de domingo para segunda. Segunda lá chegou a todo o vapor e, para tristeza minha, não houve julgamento, não houve nada, porque as partes precisaram de chegar a tribunal para chegar a um acordo. Que desilusão!

O resto da semana vai ser passada entre o escritório, tribunal, trabalhos aleatórios e o L. e na sexta-feira vou embarcar na maior aventura da minha vida que é viajar sozinha. Não sei porque é que me meti nisto, mas o bichinho anda por aqui há muito tempo, e aproveitei a oportunidade. Aproveitei uma ida dos meus pais ao Luxemburgo para lhes fazer companhia, acho que viajar com eles é uma experiência única, porque eles não são muito de o fazer (para já, porque andamos sempre a chateá-los!), nunca fui ao Luxemburgo e é uma fronteira europeia bastante interessante, que fica muito perto de alguns pontos muito interessantes. MAS, antes de chegar ao Luxemburgo vou passar sozinha por Barcelona, porque vou num voo diferente dos meus pais (o deles já não tinha lugares disponíveis). Estou ansiosa, estou nervosa e estou em pânico, mas estou feliz, e se correr bem vai ser complicado porque vou querer andar sempre nisto.

 

Esta aventura tem continuação e eu vou dando novidades.

Boa semana! 

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(esta imagem foi retirada algures do google)

22
Mai18

Os próximos passos

mudadelinha

Os últimos tempos têm sido agitados, em relação a tudo. Não estou a conseguir definir uma rotina diária, o tempo que tinha vindo a aproveitar para escrever um bocadinho, tenho-o aproveitado para fazer a tese, pesquisar, tirar apontamentos, procurar bibliografia, ler artigos, noticias e textos sobre o tema. O primeiro projeto de índice que enviei à minha orientadora não foi bem aceite, primeiro porque era enorme e segundo, porque tal como ela mo disse, era demasiado ambicioso, quer a nível de espaço, quer a nível de tempo, pelo que tive de reestrutura-lo e não foi muito fácil. Quando pensei que podia começar a ver os capítulos, tive de pensar no índice todo novamente, o que por um lado foi bom, porque comecei do zero e voltei a analisar o tema, ajudou-me a pensar no que quero e no que não quero falar, naquilo que é fundamental falar e o sentido que lhe quero dar.

As mil e uma tarefas que tenho para cumprir não me dão tempo para muito, nem para pensar muito no que quero fazer. Todos os dias são um novo dia e todos os dias tenho alguma coisa para fazer. Se não é a tese, é a ordem ou o estágio, e tenho tentado dedicar-me totalmente a estas três coisas, vá duas: a tese e o estágio. Mas, à medida que o tempo vai passando, vou pensando nos próximos passos que quero dar na minha vida. Não estou tanto a falar do lado pessoal, mas mais do lado profissional. Há um ponto particular e fulcral que queria mesmo investir este ano, ao que se chama um curso de inglês. O meu inglês é demasiado razoável e básico e sinto que me falta esse ponto no meu currículo. Sinto que depois de o ter as portas e as saídas profissionais serão melhores e que terei mais confiança para arriscar noutras coisas. Já andei a ver cursos, cursos que tenham principalmente um horário flexível e que não sejam muito caros e que possa fazer algumas tarefas em casa, através do computador, sem ter de ir sempre à escola.

Inscrevi-me também numa associação de voluntariado jurídico, se assim lhe posso chamar. É uma instituição que visa ajudar e prestar apoio a pessoas que não tem capacidade financeira de aceder à justiça e que visa promover a solidariedade jurídica, através da colaboração voluntária de alunos, advogados estagiários e advogados. Pareceu-me um conceito muito engraçado e uma boa iniciativa para consolidar conhecimentos e aprender mais. Basicamente, recebemos por email os casos que eles têm em mão, e oferecemos a nossa colaboração, para todos os casos, para alguns ou só para um, e toda a informação inicial é dada via email, depois disso os colaboradores trocam informação entre si. Estou entusiasmada, voluntariei-me para o meu primeiro caso, e quero ver como vai ser.

De uma maneira muito geral, todos os passinhos que quero dar de agora em diante prendem-se com a minha vida profissional. Quero estabelecer metas para conseguir abrir mais portas profissionais e não me conformar ao que tenho ou poderei vir a ter. Não gosto das coisas fáceis e aprendi muito a lutar por aquilo que quero, é isso que quero fazer, quer a nível profissional, quer a nível pessoal.

12
Mai18

A lei do positivismo - a maior lição

mudadelinha

 

A minha vida anda virada do contrário há alguns dias e está um bocadinho difícil voltar à minha tão querida rotina. Os dias sem vontade de sorrir tem-se repetido, vezes sem conta, e a vontade de sair da cama também tem sido muito pouca, mas lá tem de ser.

O estágio lá vai correndo, uns dias melhores, outros piores, uns com vontade, outros sem vontade, mas muito melhor que o primeiro, e só por aí já vale tudo e já não custa sair da cama para ir para o escritório, a vontade já é alguma de ir, apesar de muitas vezes o cansaço falar mais alto. E como odeio sentir-me cansada, cansada física e psicologicamente, não gosto de me dar ao cansaço e de passar dias a repetir “Estou cansada!”, as pessoas que me ouvem a dizê-lo devem pensar que ando sempre cansada, porque de facto ando maior parte dos meus dias cansada.

A tese começa a ganhar cor, depois da primeira reunião, depois da marcação das primeiras datas e depois de alguns dias passados enfiada na biblioteca da faculdade, sinto que fiz uma boa escolha, quer do tema, quer da professora orientadora, e estou a adorar começar a ler mais sobre o tema. Adoro qualquer coisa que me faça aprender mais e ganhar conhecimento. Aqueles dias que saio da biblioteca ou do estágio e sinto que aprendi, que renderam aquelas horas todas a fazer determinada coisa, sinto-me verdadeiramente realizada. Nem sempre acontece, mas quando acontece, respiro de alivio e alegria. A verdade é que fico triste por não puder dedicar-me de forma completa à tese e por ter mil e um compromissos, e por ser tão difícil definir as minhas prioridades, porque é tudo importante, e ter de abdicar de alguma coisa às vezes é tarefa difícil.

As aulas da ordem estão a acabar e estou mesmo ansiosa que terminem, porque o ambiente que se instalou na minha turma é de cortar à faca, parece que voltamos ao secundário e tirando os amigos e colegas conhecidos que já tinha, não consegui estabelecer mais relações, porque as pessoas são realmente difíceis, e sente-se que estamos num mundo de trabalho competitivo, que os colegas olham de lado para todos, como concorrentes e futuros colegas, e não como pessoas que estão a lutar pelo mesmo e pelo mesmo futuro, e que nos podemos ajudar todos.

Fora isso o maior dilema dos meus últimos dias tem sido ponderar e gerir o meu tempo e pensar em fazê-lo nos próximos tempos. A tese tem de ser entregue em finais de outubro (dia 31 mais concretamente, mas posso fazê-lo antes!), e estava a organizar as minhas férias com o L. para finais de setembro, porque é a única altura em que conseguimos fazer férias juntos e este ano estávamos a pensar ir para fora, tirar 5 dias em Malta, para podermos passear e conhecer outro país, porque adoramos viajar e nunca temos oportunidade de o fazer, porque temos horários completamente incompatíveis. Programava também repetir o trabalho do verão do passado, já quero falar disso aqui há imenso tempo, porque foi uma ótima experiência e porque aproveito sempre o verão para fazer alguma coisa, visto que o meu estágio não é remunerado e ainda tenho algumas despesas, com a alimentação, o transporte, o material que vou precisando para trabalhar, como livros, legislação, fotocópias, etc. Este tem sido o meu maior dilema, será que vou conseguir fazer tudo? Que vou conseguir conciliar o trabalho de verão, com a tese e umas férias em setembro? Estamos a ponderar adiar essas férias, mas decidimos ter calma, um dia de cada vez e depois logo vemos. Já tínhamos reservado hotel, podemos cancelar gratuitamente até setembro e estávamos a ponderar comprar a viagem de avião em meados deste mês, o que decidimos atrasar mais uns dias, para eu conseguir ter uma perceção de como a tese vai correr até lá.

A maior lição de tudo tem sido aprender a ver as coisas boas, a pensar sempre de forma positiva e ter calma. Não pensei que o fosse conseguir, mas tenho conseguido e tem sido realmente bom, porque sinto que mesmo depois de um dia mau, sinto-me feliz com alguma coisa, quanto mais não seja porque esteve sol e adoro a luz solar. No meio de tantas coisas, e de alguns problemas que não são meus, surgiu-me uma entrevista de trabalho na próxima semana, de um emprego a sério, num local que eu adorava trabalhar, que já nem me lembrava de ter mandado o meu currículo, e que apesar de ser um bocadinho longe de casa, me fez ter esperança e fé, o que também estava difícil. E não estou ansiosa nem nervosa, como muitas vezes ficava com estas situações, porque já nem esperava que me ligassem, mas estou com um feeling positivo. Disse isto ao L. e ele só me apertou a mão e sorriu, como que me diz “Eu estou aqui, quer corra bem ou mal!”, e sempre que ele estiver eu sei que fica sempre tudo bem. E estou a fazer fisgas que corra bem, mesmo que não corra, vou estar de cabeça erguida e vou ver alguma coisa positiva nisso, ou pelo menos vou tentar. Esta proposta surge porque o meu estágio não é remunerado, e sempre que vejo alguma vaga ou algum trabalho que me interessa, mando o meu currículo, porque se, eventualmente, conseguir algum emprego na minha área, pondero seriamente aceitar, vejo as vantagens e desvantagens, e decido se sim ou se não.

No fim do dia sinto-me cansada, tem sido difícil gerir o meu tempo, definir prioridades, estar com quem mais gosto, passar tempo em casa, escrever no blog, passear e fazer o que gosto e me faz feliz, mas no final do dia também me sinto feliz e respiro de alivio e de alegria, porque nem tudo pode correr bem, mas há sempre alguma coisa boa e positiva, que nos ensina a ter calma e a respirar, e nos ensina sobre nós mesmos.

 

Eu estou aqui e apesar de afastada nestes últimos dias não me tenho esquecido, e tenho sentido mesmo falta de escrever mais, a minha rotina anda a recompor-se novamente. Mas vamos lá ter calma que tudo acontece a seu tempo e às vezes só preciso respirar, nem eu sabia que tinha tanta calma, mas tenho sentido um bocadinho de orgulho nisso, quando penso que há alguns anos já tinha explodido e gritado e mandado tudo ao ar. Não adianta de nada penso eu, concordam?

08
Abr18

Os sítios onde gosto mais de trabalhar e estudar

mudadelinha

Os primeiros raios de sol, por pouquinhos que sejam, já começam a dar sinal de vida e este post surge para matar saudades daqueles dias solarengos, cheios de luz e, também, calorzinho. Se há que coisa que me tira do sério é ter de passar o dia todo enfiada num escritório ou numa sala de aula, a ver a luz do dia de uma janela minúscula, isto quando existe essa janela, porque quando não há janela é de uma pessoa trepar às paredes, pelo menos eu.

Grande parte dos meus dias são passados ou dentro de um escritório, de uma sala de aula ou algum outro sítio a estudar, em casa, na biblioteca, numa sala de estudo ou numa esplanada (quando posso!). E fico louca quando não posso sair de um desses sítios onde costumo passar os meus dias e apanhar um bocado de luz solar, porque sou mesmo uma pessoa de sol e de luz, modifica logo o meu humor. Não é que não goste de lá estar, porque também tenho dias que me sabe mesmo bem o silêncio do escritório, muitas vezes o quentinho, se bem que ainda não experimentei nenhum escritório quentinho, bem pelo contrário, parecem todos a sibéria e o primeiro onde estive chegava ao ponto de ser mais gelado que a temperatura na rua, era horrível e adoeci uma vez de forma séria, não foi mesmo bonito. Mas gosto do silêncio na maior parte das vezes, principalmente nos dias de inverno, sabe muito bem.

Mal começam a despertar os primeiros dias de sol e mal tenho oportunidade adoro sentar-me numa esplanada com as minhas coisas, sejam de trabalho, sejam coisas para estudar, são as minhas horas preferidas. Como grande parte do meu trabalho e do meu estudo implica o uso do computador é fácil conseguir fazê-lo fora do local físico de trabalho, principalmente se for estudo, se bem que às vezes ando carregada de livros, de capas e afins. Já a minha hora preferida do dia é mesmo de manhã, mas é muito raro consegui-lo, quando posso é o que faço e sabe-me pela vida, sinto que o meu dia corre de forma completamente diferente. Principalmente se conseguir estar pertinho do mar, como vivo perto do mar é fácil consegui-lo.

Adoro sentar-me numa esplanada, tomar qualquer coisa, grande parte das vezes um sumo de qualquer coisa que goste e ficar ali, se for uma esplanada muito movimentada ou andar criançada barulhenta perto coloco os auscultadores para me conseguir concentrar melhor.

Estou com saudades destas horas numa esplanada a estudar ou a trabalhar, pode ser que ao sentir esta vontade de apanhar sol, ele apareça nos próximos dias, quem sabe na próxima semana!

 

Boa semana! 😊

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