Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

30
Nov18

Amor canino

mudadelinha

Antes de mais, sim, eu tenho duas cadelas dentro de casa, que dormem comigo, na minha cama, e com o resto da família, é escolha delas. Uns dias dormem comigo, outros dias dormem com os meus pais, outros com a minha irmã. E, depois a vantagem, é que como são duas, às vezes dividem-se (ou não, é muito raro vá!). A mais nova, a mais mimalha e com mais necessidade de chamar a atenção, anda sempre atrás da mais velha. E, elucido-vos porque é normal não saberem, a Indie tem 2 anos, apesar de ser a maior de tamanho, e a Barbie vai a caminho dos 8/9 anos, não tenho a certeza. São muito bem tratadas, aliás são da família, já contei várias vezes a história delas por aqui e o amor que tenho por cada uma.

A Barbie, a minha Barbie, surgiu nas nossas vidas quando nada se passava na minha família. Éramos, simplesmente, quatro adultos dentro de uma casa, onde cada um se enfiava nos seus cantos, a fazer o que gostávamos, e pouco mais. Não havia grande alegria e a Barbie veio ocupar esse grande espacinho. Não sabíamos que tínhamos tanto amor para dar e para receber, porque ter um animal de estimação é mesmo isso, é receber e dar amor todos os dias, mesmo quando eles só fazem asneira e quando só querem atenção e mimo. Foi dada por uma amiga e ainda me lembro daquele pontinho preto dentro de uma caixa de cartão com buraquinhos para respirar. Era do tamanho da minha mão, não subia escadas, mas saltava e chorava imenso. Lembro-me, perfeitamente, de na primeira noite que passou connosco, devia ter um mês e meio, fiquei com tanta pena de a deixar sozinha, que a levei comigo para o meu quarto, às escondidas dos meus pais, e de manhã, antes de todos acordarem voltei a coloca-la no sitio dela. Mal eu reparei no estado que tinha ficado o meu quarto. Mas o hábito de ter uma ratinha coladinha a mim, a aquecer-me durante a noite, tornou-se tão grande, que mesmo quando já não chorava por estar sozinha, levava-a sempre para a minha beira. E, rapidamente, tornou-se a minha melhor companhia. Quando demos por ela, ela já ficava sozinha pela casa durante todo o dia, sem fazer asneiras, nem roer cuecas nem meias, sem fazer chichi, nem cocó. Sempre que chegávamos a casa, lá estava ela na cama do quarto da frente, a ver-nos da janela que, carinhosamente, deixávamos sempre as persianas abertas, a ladrar e a abanar a cauda, para nos ir receber à porta, fosse quem fosse. E habituámo-nos a ser recebidos assim sempre que entravamos em casa.

A Barbie foi filha única durante 6 anos e quando decidimos ficar com a Indie, na altura Lolita, foi para serem a melhor amiga uma da outra e terem companhia. Não pensava em ter mais nenhum bicho em casa, mas quando vi as primeiras fotos da Indie, em tamanho miniatura, ela tinha as cores dos pandas e parecia o meu primeiro cão, o índio (sim, daí o nome!), e não conseguimos resistir. Lá a trouxemos, com a promessa que seria de tamanho pequeno/médio, mas que desconheciam o pai da cria. Como a mãe não era muito grande, acreditamos e bem. Mas, a Indie em pouco menos de 5 meses ficou um vitelo, enorme, pesada e pastelona, que só come e dorme, e quanto mais comer, melhor. Ao contrário da Barbie, que é mais arisca e mais esperta, meiguinha para os de casa, mas que ninguém lhe meta a mão fora de casa, a Indie é a cadela mais meiguinha que conheço, com medo de tudo e todos, com qualquer barulho se esconde, assume sempre os erros antes de alguém lhe ralhar ou de até ver a asneira. Adora ocupar o sofá e a cama toda, dormir de perna ao léu e de dormir em cima de mim, de forma a eu cair ao chão, ou de não me conseguir mexer toda a noite. Para a tirar do sitio onde se deita é preciso arrastá-la e, ainda assim, com muita força. E é uma cadela burrinha, a inteligência dela não dá para muito, ladra para o ar, corre atrás de moscas e gatos que nunca existiram, e vem sempre que a chamam, mesmo quando lhe estamos a ralhar.

São a nossa melhor companhia, sempre bem tratadas, porque se não fossem era impossível mantê-las dentro de casa e era impossível manter a casa minimamente apresentável e, acreditem ou não, a casa está sempre apresentável ao público e a quem cá entre. Aspiramos a casa as vezes que forem necessárias e criamos regras e territórios, elas sabem perfeitamente que o espaço delas é o escritório e não fogem muito dali. Temos a sorte de ter terraço, que também é o espaço delas, apesar de todos os dias irem passear.

Ter animais de estimação é ter melhores amigos para a vida e, muito melhor que amigos, porque nunca nos largam. Cada uma à sua maneira, são as minhas melhores amigas.

 

barbie 2.jpg

A Barbie em força chouriço espalmado.

20180204_181653.jpg

É fácil entender o nome da Indie: ela tem 3 cores, como o Indio, o meu primeiro cão, tinha: preto, branco e castanho.

 

1 mudadelinha

Comentar

Sigam-me noutro sítio

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D