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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

18
Abr18

As duas relações mais difíceis da minha vida

mudadelinha

 

O peso e os óculos!

 

Posso começar por explicar o primeiro. Desde que me lembro sempre fui muito magra, magra não doente. Não sou seguida por nenhum nutricionista nem nada parecida, não me preocupo muito com isso, os médicos pelos quais sou frequente seguida caracterizam-me como saudável, por isso não me levanta muitas preocupações. Mas as pessoas à minha volta preocupam-se mais com isso do que eu. Diariamente ouço o quanto estou magra, que não tenho curvas nenhumas e muitos outros comentários semelhantes. Já me preocupei com isso, houve alturas que tinha vergonha de vestir determinadas coisas porque tinha vergonha das minhas pernas magras, ou dos ossos salientes do meu peito. Já passei por fases boas relativamente a isso, outras nem tanto. As pessoas gostam muito de apontar o dedo e esquecem-se que ser magra, ser demasiado magra, também traz complexos e também mexe com a autoestima. Mas nunca consegui engordar muito, já tive mais peso é verdade, mas nada significativo que fizesse assim tanta diferença. Deixei de me preocupar com isso, aliás cheguei a uma fase que deixei mesmo de ouvir esses comentários e opiniões que não são pedidas e comecei a sentir-me muito melhor. Deixei de ter vergonha de usar seja o que for e de comer o que quer que seja. Não sigo nenhuma dieta, mas gosto de comer determinadas coisas saudáveis. Sou capaz de ir a um jantar ou a um almoço e pedir uma salada, porque me sabe bem e porque gosto, não porque quero emagrecer e não porque preciso comer muito para engordar. Simplesmente como aquilo que me apetece e me satisfaz e deixei de ter vergonha disso.

 

A outra relação difícil é com os óculos, mas essa já é uma relação muito mais duradoura. Uso óculos desde os 10 anos e os primeiros óculos que tive eram horríveis: escolhi uns óculos de graduação azul bebe, muito pequenos para a minha cara. Fui sempre rotulada nas escolas por onde passei de “caixa de óculos”, mas precisava de usar os óculos, então nunca os deixei. Mas quando comecei a crescer pensei que talvez não precisasse assim tanto dos óculos, até via bem sem eles, por isso podia perfeitamente andar sem óculos. Andei uns 6/7 anos sem óculos e, bem, digo-vos que o final não foi nada bom. Cheguei a uma determinada altura, já na faculdade, que forçosamente me apercebi que não estava a ver absolutamente nada. Isto porque sentava-me na fila da frente da sala e via o professor e o que ele escrevia no quadro desfocado, e mesmo forçando a visão não conseguia ver nem metade do que ele escrevia, e a letra até era razoável, não era daquelas letras mesmo pequenas que são indecifráveis. Conclusão, quando procurei um médico, tinha aumentado e muito a minha graduação, tanto que quando comecei a usar óculos novamente me sentia completamente nas nuvens e os óculos causavam-se náuseas devido aquele choque de graduação. Aprendi a minha lição e agora uso óculos sempre mesmo, e de uma simples correção de visão, passei para uma graduação permanente, que agora está estável! Mas usar óculos é desagradável, principalmente quando está a chover, ou quando abro a máquina de lavar a loiça ou, pior, quando estou a cozinhar ou quando decido beber chá. Todas estas situações deixam-se revoltada por usar óculos, mas já não os consigo largar, quando os tiro sinto a diferença do que é ver bem e do que não ver nada. E ver o mundo é a coisa mais bonita que temos e é fantástico! Já não me sinto mal com isso, foi difícil de me habituar a usá-los, não foi muito fácil, mas agora chego ao ponto de andar a procurar por eles e eles estão na minha cara.

 

Usar óculos e ser magra trouxe-me algumas dores de cabeça, nada de preocupante agora.

 

 

 

 

11 mudardelinha

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