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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

09
Jun18

É assim tão mau sermos egoístas do nosso próprio tempo?

mudadelinha

Este é um assunto sobre o qual há muito quero falar sobre ele, mas acaba por ficar para segundo plano, pela mistura de sentimentos que sinto só de pensar sobre ele. Por um lado, sinto-me mal por querer usufruir do meu tempo da maneira que gosto, a fazer as coisas que gosto e a estar com as pessoas que quero e gosto. Por outro, não me sinto nem um pouquinho egoísta por isso, porque acho que somos os donos da nossa própria vida, e temos de a gerir como gostamos, como queremos, como pudemos. E tenho sido condenada algumas vezes, principalmente, pelos meus pais. Não pelo meu namorado, acho que ele no fundo se sente beneficiado no meio de tudo, e acaba por entender aquilo que lhe digo, e aquilo que sinto.

Com o passar dos anos, tenho gostado cada vez menos de fazer fretes. De estar e de me dar com pessoas que não gosto, com pessoas que sinto que não me trazem de bom, de fazer coisas que não gosto e para as quais não tenho paciência. Inicialmente, este processo fez-me um bocadinho de confusão, porque fui-me apercebendo que tenho mesmo poucos amigos e pessoas em quem posso confiar, e revoltei-me muitas vezes em casa, com a minha família, por me sentir sozinha. Mas, essa solidão foi-se entranhando no meu dia-a-dia e fui-me sentindo melhor, deixou de me fazer confusão não ter muitos amigos e muitas pessoas em quem confiar, porque os poucos são mais que suficientes. Tenho a minha família, o meu namorado, e dois ou três amigos (se tanto!) e não sinto que precise de mais. As poucas pessoas a quem vou dando alguma confiança acabam por me desiludir, se calhar por ser demasiado exigente com os outros, e comigo também, mas para não ter de lidar com essa mágoa a posteriori prefiro nem dar confiança a ninguém e não deixar ninguém entrar.

Os meus pais acham que eu tenho de ser paciente e tolerante com as pessoas, eu acho que não tenho de ser paciente com ninguém que não me traga coisas boas à minha vida. Sei, perfeitamente, que todas as pessoas têm dias bons e dias maus, e os amigos estão lá para uns e para outros, mas os amigos não podem estar lá para que nós os ouçamos, os amigos ouvem-se mutuamente, pelo menos é assim que eu penso e é assim que sou e me ensinaram a ser. No meio de tudo acabo por me sentir egoísta, por não querer dividir o meu tempo com quem me transmite más energias.

E esse sentimento de egoísmo faz-me pensar muito, muito mesmo, mais do que o devido e necessário muito sinceramente. Talvez as circunstâncias da vida me tenham ensinado a ser assim, mas não me sinto mal por causa disso, por querer ser eu a dona do meu tempo e da minha vida, sem ter de andar fretes, ou a ter de ter paciência com quem não merece, e com quem não tem paciência comigo quando sou eu.

Em regra, sou uma pessoa positiva e otimista, no meio de tudo o que é mau, de uma semana horrível, eu tento sempre manter a postura e o positivismo, quanto muito mantenho o sorriso e tento não pensar no assunto, e isso é meio passo dado. E tenho perdido um bocado a paciência com pessoas que me querem impor os seus problemas, as suas preocupações, as suas energias.

Há determinadas áreas da minha vida que eu não deixo mesmo ninguém entrar, é o meu espaço mais que pessoal, como gosto de lhe chamar. Um deles é o L., falo dele a pouquíssimas pessoas e acreditem também temos os nossos problemas, não são muitos felizmente, mas somos pessoas normais que também discutem e que também discordam de muito coisa. Outro desses espaços, é a minha casa, o meu quarto, a minha família. Quando chego a casa gosto de sentir que estou no meu espaço, ali não preciso esconder nada de ninguém, posso rir, falar, gritar, chorar como me apetece, sem condenações ou julgamentos alheios.

E, depois, não gosto de viver o problema dos outros, porque os outros não vivem os meus. Aprendi esta lição há muito tempo, quando me apercebi que os amigos são amigos quando lhes convém, mas quando sou eu a precisar de ajuda, ou de falar, ou de rir, ninguém está lá. E, disso é que eu não preciso de certeza.

Sermos egoístas do nosso tempo e da nossa vida não é assim tão mau, não tem de ser. Se eu não preocupar comigo, quem se vai preocupar? Esta é a lição.

 

Concordam por aí? Ou estou assim tão errada?

 

4 mudardelinha

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