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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

22
Jul18

Coisas importantes de um desaparecimento imprevisivel

mudadelinha

Passado mais de um mês (ou mais, não sei, não ando a contar) digno-me a vir aqui, escrever algumas palavras sobre este meu desaparecimento repentino. A verdade é que toda a minha vida anda uma confusão, os meus dias andam divididos entre dois trabalhos (três se for a contabilizar o estágio, que entretanto está numa pausa até setembro) e a tese. Toda a minha restante vida está em stand-by e digo-vos desde já que não tem sido fácil. Tanto não tem que tive de fazer escolhas e tomar decisões dificeis e optar por um dos trabalhos, porque não estava/não estou a conseguir. Ou melhor, conseguir estou mas não com o devido rendimento e produtividade. 

 

Como tal, este cantinho não foi esquecido, mas tem sido mesmo muito dificil passar por aqui e acho que assim será durante os próximos meses. Sinto saudades, tenho muita coisa para contar, sinto muita falta de escrever, mas não tenho conseguido. Talvez por má gestão de tempo, confesso, mas ando tão cansada que só quero dormir. 

 

A verdade é uma e enquanto for assim estará sempre tudo bem, mesmo no meio de tanta confusão, de tanto cansaço e tão poucas horas de sono, chego ao final do dia, à minha tão querida caminha e sinto-me feliz, respiro de alegria e de orgulho próprio. E se no fim conseguir tudo o que tenho estipulado, será isso mesmo que me vai valer: orgulho próprio. 

 

Deixo assim aqui o meu voto de um verão muito feliz, umas boas férias a quem as terá e vemo-nos o mais breve possível prometo. Tenho saudades.

13
Jun18

As minhas várias formas de poupar

mudadelinha

Poupar sempre foi uma das palavras do meu dia-a-dia, nunca fui de andar a gastar dinheiro desnecessariamente ou em caprichos estúpidos. Quer dizer, dos últimos para cá tenho sentido que se calhar gasto algum dinheiro em coisas realmente desnecessárias e que não preciso assim tanto. E enganem-se, não é em roupa, nem em sapatos, ou malas e acessórios, mas sim em material escolar, é realmente o meu maior vicio. É material escolar e comida, lanchinhos e snacks, sumos, batatas-fritas, bolachas e afins. Este ano decidi por um ponto final nesse grande vicio (no do material escolar, não no da comida, apesar de me tentar controlar por todos os lados e não só nesse).

Então, logo no inicio do ano decidi que este seria ano de poupar. Comecei o ano com um determinado valor, que consegui juntar e poupar com o trabalho de verão e com vários trabalhos que fui fazendo ao longo do ano, e defini que queria chegar aos meses de verão com outro tanto, e acabar o ano com outro tanto. Tentei estabelecer objetivos no fundo, mas objetivos um bocadinho incertos, porque vou trabalhando de forma incerta e quando defini estes objetivos não sabia se teria oportunidade de voltar a trabalhar durante o verão, porque agora estou a estagiar. Descansei-me em relação a isso e pensei que quando tivesse mais certezas voltaria a pensar no assunto e foi isso que fiz. Esta semana tive a certeza que vou trabalhar no verão e a partir daí já comecei a pensar nos próximos objetivos de poupanças.

Ao longo do ano, fui cortando com determinados vícios, atrasando compras, procurando promoções melhores e fui acrescentado outras coisas à minha vida que me fazem conseguir poupar mais e melhor.

  1. Em relação a livros – no verão passado comprei finalmente duas estantes para organizar o meu quarto e os livros acumulados ao longo do ano. Quando comecei a arrumar definitivamente o meu quarto, fiz uma pequena contagem dos livros que tinha e apontei-os mesmo num bloco. Tive uma perceção da quantidade de livros que tenho e consegui perceber que não preciso comprar livros nos próximos 5/6 anos e não o fiz até agora. Livros também são um dos meus grandes vícios, ai se são! Decidi que só os irei comprar se forem oportunidades únicas, e fiz uma lista muito minimalista dos livros que quero mesmo comprar, ou porque quero completar coleções, ou porque quero mesmo aqueles livros. Mas, lá está, só os compro se forem mesmo oportunidades.
  2. Em relação ao material escolar (o meu maior vicio!) – simplesmente deixei de comprar. Estabeleci mesmo que não ia comprar mais. A verdade é que já caí algumas vezes no vicio, mas nada significativo e que me fizesse gastar muito dinheiro. Comprei algumas canetas de cores porque adoro tê-las e adoro ter muitas, de diversas formas e feitios. E comprei um bloco de notas na Primark, que me custou 1,50€, para apontar coisas da tese e exclusivamente da tese.
  3. Roupa, e calçado – Relativamente a calçado comprei dois ou três pares de sapatos, porque precisava mesmo, e todos me custaram 10€ cada, achei uma oportunidade e entretanto ainda não me arrependi dessas compras, porque me parecem de boa qualidade. Quanto a roupa, a solução foi mesmo fazer uma lista, uma lista minimalista, mas que ao mesmo tempo refletisse exatamente aquilo que preciso e só aquilo que é necessário. Já fiz algumas compras, continuam a faltar-me algumas, mas lá chegaremos. O que me faz mais falta e que tenho tido alguma dificuldade em encontrar exatamente aquilo que quero, com uma boa relação qualidade/preço, são calças, calças formais para levar para o escritório. Eu sei que a Lefties e a Zara têm as calças que procuro, mas já lá comprei e não gostei da relação qualidade/preço, porque as calças duraram-me pouquíssimo tempo para o preço que dei por elas. Até gosto das da Lefties, mas em comparação com o preço delas em saldos, estão muito caras. Elas custam cerca de 15€ e em saldos comprei-as por 3/4€, por isso custa-me dar 15€ por umas calças que sei que daqui a uns meses estão 10€ mais baratas. É a única coisa que me está mesmo a fazer falta, fora isso vou comprando uma coisa de cada vez, à medida que vou encontrando aquilo que quero e gosto. Se tiverem sugestões de sítios onde comprar este género de calças, agradeço, porque está mesmo a ser difícil. Quanto ao que me falta tenho andado a estudar alguns sites online, como a Zaful e a Shein, e estou quase a arriscar mandar vir o que me falta, porque tem preços apelativos e peças de roupa engraçada, além de quem muita variedade.
  4. Acessórios – estou a precisar de comprar duas malas: uma confortável para andar com o computador de um lado para o outro, e uma mala de tamanho intermédio (não muito pequena, nem muito grande!), mas ainda nenhuma das que vi me encheu as medidas, então vou-me safando com aquilo que tenho.
  5. Tenho procurado andar sempre de transportes públicos – faz toda a diferença ao fim do mês, porque gasto muito mais de carro do que de transportes públicos.
  6. Evito comer fora e quando o faço tento nunca gastar muito. Sempre que posso lá levo a minha marmita de casa, e quando sou obrigada a comer fora procuro preços acessíveis. Não me importo de comer um dia ou outro no MacDonald, ou de comer uma sopa e uma baguete, e quando tiver oportunidade alimento-me melhor, em casa por exemplo. Além de que levo sempre lanche atrás de mim, ando sempre com a mala cheia de comida, assim não gasto em lanches.
  7. Quanto a férias – tenho alguma sorte neste sentido, porque costumamos ir de férias em finais de setembro/ inícios de outubro, e os preços nessa altura já são mais baixos. Ainda assim, estabelecemos que vamos de férias ano sim, ano não e se não tivermos oportunidade de ir por alguma razão ficamos por cá. Cada vez mais há opções muito em conta e maravilhosos dentro do país. O ano passado foi ano de não ir de férias e ficamos por cá, pelo país vizinho vá. Decidimos ir conhecer a zona de Sanxenxo e a nossa ideia era passar um a dois dias em Vigo para irmos às ilhas Cíes, mas o tempo não ajudou e não nos arrependemos, ficamos por Baiona e apaixonamo-nos pela cidade, havemos de lá voltar. Este é ano de irmos de férias, mas andamos a analisar todas as opções e a tentar estabelecer um orçamento. Tentamos sempre fazer férias económicas e nunca gastar muito dinheiro, tentamos pelo menos poupar na viagem e no hotel/hostel.

 

Estas foram as minhas principais medidas, mas são sempre adaptáveis, porque aparecem sempre despesas de última hora. Por exemplo, tenho gastado algum dinheiro em fotocópias por causa da tese, mas também ando a tentar criar alternativas a essa despesa, como trazer os livros que posso para casa e tiro fotocopias em casa, ou fotografia. Também tenho lido imenso sobre o assunto, para ter mais ideias de poupar. A ideia de criar um mealheiro com o L. surgiu de um blog que li, e claro adaptamos à nossa necessidade, mas temos conseguido.

 

 

10
Jun18

Hábitos que dão imenso prazer

mudadelinha
  1. Chegar a casa tirar o sutiã, a roupa do dia, vestir o pijama, calçar os chinelos de quarto e enfiar-me na cama.
  2. Organizar o meu estudo e os meus compromissos e tarefas profissionais. Ter tudo esquematizado, fixar metas e objetivos.
  3. Organizar a minha agenda e por lá as cruzinhas de que consegui fazer tudo naquele dia. Nada me dá mais prazer e orgulho.
  4. Sentar-me numa esplanada, num dia de sol, a ler um livro, estudar, organizar posts para o blog e beber um sumo fresco, pode ser uma água com gás até (adoro castelo, por exemplo). Já não digo um dia de calor, basta-me o sol e já me dou por satisfeita e feliz.
  5. Ouvir música e escrever.
  6. Ter um domingo para ver séries e vídeos estúpidos no youtube.
  7. A hora de jantar. Janto todos os dias com os meus pais, e quando não acontece, parece que o dia não é igual e que falta ali qualquer coisa.
  8. Dormir com as minhas duas ursinhas (as minhas cadelas btw). De vez em quando trocam-me pelos meus pais ou pela minha irmã e eu lá fico a dormir sozinha.

 

Ficamos por aqui desta vez, apesar de ter muitos outros hábitos que me dão imenso prazer, estes são aqueles principais e cruciais na minha vida.

 

Identificam-se com algum?

09
Jun18

É assim tão mau sermos egoístas do nosso próprio tempo?

mudadelinha

Este é um assunto sobre o qual há muito quero falar sobre ele, mas acaba por ficar para segundo plano, pela mistura de sentimentos que sinto só de pensar sobre ele. Por um lado, sinto-me mal por querer usufruir do meu tempo da maneira que gosto, a fazer as coisas que gosto e a estar com as pessoas que quero e gosto. Por outro, não me sinto nem um pouquinho egoísta por isso, porque acho que somos os donos da nossa própria vida, e temos de a gerir como gostamos, como queremos, como pudemos. E tenho sido condenada algumas vezes, principalmente, pelos meus pais. Não pelo meu namorado, acho que ele no fundo se sente beneficiado no meio de tudo, e acaba por entender aquilo que lhe digo, e aquilo que sinto.

Com o passar dos anos, tenho gostado cada vez menos de fazer fretes. De estar e de me dar com pessoas que não gosto, com pessoas que sinto que não me trazem de bom, de fazer coisas que não gosto e para as quais não tenho paciência. Inicialmente, este processo fez-me um bocadinho de confusão, porque fui-me apercebendo que tenho mesmo poucos amigos e pessoas em quem posso confiar, e revoltei-me muitas vezes em casa, com a minha família, por me sentir sozinha. Mas, essa solidão foi-se entranhando no meu dia-a-dia e fui-me sentindo melhor, deixou de me fazer confusão não ter muitos amigos e muitas pessoas em quem confiar, porque os poucos são mais que suficientes. Tenho a minha família, o meu namorado, e dois ou três amigos (se tanto!) e não sinto que precise de mais. As poucas pessoas a quem vou dando alguma confiança acabam por me desiludir, se calhar por ser demasiado exigente com os outros, e comigo também, mas para não ter de lidar com essa mágoa a posteriori prefiro nem dar confiança a ninguém e não deixar ninguém entrar.

Os meus pais acham que eu tenho de ser paciente e tolerante com as pessoas, eu acho que não tenho de ser paciente com ninguém que não me traga coisas boas à minha vida. Sei, perfeitamente, que todas as pessoas têm dias bons e dias maus, e os amigos estão lá para uns e para outros, mas os amigos não podem estar lá para que nós os ouçamos, os amigos ouvem-se mutuamente, pelo menos é assim que eu penso e é assim que sou e me ensinaram a ser. No meio de tudo acabo por me sentir egoísta, por não querer dividir o meu tempo com quem me transmite más energias.

E esse sentimento de egoísmo faz-me pensar muito, muito mesmo, mais do que o devido e necessário muito sinceramente. Talvez as circunstâncias da vida me tenham ensinado a ser assim, mas não me sinto mal por causa disso, por querer ser eu a dona do meu tempo e da minha vida, sem ter de andar fretes, ou a ter de ter paciência com quem não merece, e com quem não tem paciência comigo quando sou eu.

Em regra, sou uma pessoa positiva e otimista, no meio de tudo o que é mau, de uma semana horrível, eu tento sempre manter a postura e o positivismo, quanto muito mantenho o sorriso e tento não pensar no assunto, e isso é meio passo dado. E tenho perdido um bocado a paciência com pessoas que me querem impor os seus problemas, as suas preocupações, as suas energias.

Há determinadas áreas da minha vida que eu não deixo mesmo ninguém entrar, é o meu espaço mais que pessoal, como gosto de lhe chamar. Um deles é o L., falo dele a pouquíssimas pessoas e acreditem também temos os nossos problemas, não são muitos felizmente, mas somos pessoas normais que também discutem e que também discordam de muito coisa. Outro desses espaços, é a minha casa, o meu quarto, a minha família. Quando chego a casa gosto de sentir que estou no meu espaço, ali não preciso esconder nada de ninguém, posso rir, falar, gritar, chorar como me apetece, sem condenações ou julgamentos alheios.

E, depois, não gosto de viver o problema dos outros, porque os outros não vivem os meus. Aprendi esta lição há muito tempo, quando me apercebi que os amigos são amigos quando lhes convém, mas quando sou eu a precisar de ajuda, ou de falar, ou de rir, ninguém está lá. E, disso é que eu não preciso de certeza.

Sermos egoístas do nosso tempo e da nossa vida não é assim tão mau, não tem de ser. Se eu não preocupar comigo, quem se vai preocupar? Esta é a lição.

 

Concordam por aí? Ou estou assim tão errada?

 

05
Jun18

Para Junho

mudadelinha

O mês de maio foi para esquecer, senti-me exausta, desmotivada, desinteressada, cansada, e senti um conjunto de más energias muito próximas, devido a muitas situações e circunstâncias que me são próximas. Escrevi um post sobre isso, mas acabei por desistir de o publicar. Mas, os últimos dias foram melhorzitos e consegui respirar de alivio. O mês de junho já começou há uns dias, mas por muitas razões, estou a depositar toda a minha fé e esperança no mês de junho e decidi, pela primeira vez, estabelecer alguns objetivos. Não o costumo fazer, mas estou a precisar de arranjar novas formas de me organizar e de gerir o meu tempo. 

 

  1. Ter, pelo menos, uma hora por dia para escrever a tese. Sei que há dias que vou ter mais, mas tenho-me desleixado um bocadinho quanto à tese e não posso, não posso mesmo. Sei que há dias que me vou dedicar completamente à tese, mas preciso de o fazer todos os dias.
  2. Acabar o livro que estou a ler e começar a ler mais um. Neste seguimento, escolher a minha próxima leitura, até porque estou quase a acabar o Véu Pintado.
  3. Correr ou caminhar uma hora, duas ou três por semana. Estou a precisar de fazer exercício, tenho tido algumas limitações físicas e muito por não me exercitar fisicamente. Sempre pratiquei muito desporto, mas de há uns anos para cá tem-me dado para o sedentarismo, e depois claro que sinto as consequências.
  4. Relacionado com o anterior, levar mais vezes as minhas cadelas a passear. Juntar o útil ao agradável, caminho e vou passeá-las.
  5. Escrever todos os dias. Sinto que o melhor tempo do meu dia é quando tiro um bocadinho para escrever. Adoro acordar mais cedo para o fazer, adoro quando tiro um tempinho para isso.
  6. Tratar das nossas férias. Andamos a atrasar e não podemos, porque como queremos ir para fora, estamos a arriscarmo-nos, porque os preços podem subir bem mais do que aquilo que já subiram. Já reservamos o hotel, falta-nos os voos.

Se conseguir fazer isto tudo já me dou por feliz, porque são mesmo coisinhas que preciso começar a fazer.

 

 

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