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Coisas (des)Interessantes

Coisas (des)Interessantes

23
Jul20

As últimas semanas

mudadelinha

Tenho andado um bocadinho desaparecida e um bocadinho cansada confesso. Quero sempre envolver-me em tudo ao mesmo tempo e claramente que o tempo não dá para tudo, já o devia saber, mas já não hã nada a fazer.

 

Sou daquelas pessoas que funciona bem sob pressão e que adora ter o dia completamente preenchido, mas não adoro andar de um lado para o outro, ter diversos trabalhos e atividades em sitios diferentes.  E isso tem sido as minhas últimas semanas, andar literalmente de um lado para o outro. E é muito desgastante e cansativo.

 

Queria escrever mais, aliás quando comecei o bullet journal, que continuo a usar, estabeleci como meta escrever pelo menos uma vez por semana, e consegui nas primeiras semanas. Não tenho conseguido nas últimas semanas e queria mesmo muito. Mas, também admito que não tenho gerido muito bem o meu tempo, e vou tentar fazê-lo.

 

Continuação de uma boa semana, está quase aí o fim de semana, por isso bom fim de semana também :)

 

28
Jun20

Inícios de semanas complicados

mudadelinha

Durante o dia de sábado decidi fazer uma coisa que há muito que não fazia, que foi ouvir discos que andavam perdidos aqui por casa. Cds que ouvia nos meus anteriores carros, seguramente com 10 anos ou mais. Perdi o dia todo nisso. Durante essa tarefa, apercebi-me que a minha mais recente pen drive e o meu disco externo me estavam a dar indicação de problemas, mas para não entrar em pânico, decidi não dar muita importância. No fim de jantar, dediquei-me ao assunto, e foi aí que me caiu a ficha. Nem uma coisa, nem a outra estavam a funcionar, e aí sim entrei em pânico, porque na pen tinha as coisas do dia a dia, que também estavam no disco, com exceção de documentos mais recentes, mas ao deixar de funcionar os dois, bem a história aí mudou de figura. Entrei em pânico, e é engraçado como por coisas tão banais, sentimos a nossa vida andar tão para trás. Quer dizer, mais até no disco do que na pen, tenho lá trabalho guardado desde sempre, é lá onde guardo T-U-D-O. Mas, o que me revoltou mesmo foi a pena, porque tem seguramente menos de um mês, foi das minhas poucas aquisições durante a quarentena, pela falta que me fazia no trabalho, investi mais um bocadinho para ser um bom instrumento, e de repente deixou de funcionar, sem motivo aparente, porque sou muito cuidadosa com isso, já por saber que isso pode acontecer.

 

A minha vontade era ligar para a loja e dar-lhes um bom recado, mas de certeza que iam descartar responsabilidades, porque a pen já está comigo há mais de um mês. A minha esperança é conhecer alguém habilidoso, das áreas informáticas, que me resolva o problema e pelo menos me consiga guardar o que tenho no disco, já nem falo da pen. 

 

Fico revoltada comigo como é que um assunto tão pequeno me consome tanta energia e me afeta desta maneira, mas é o trabalho de uma vida que está ali. É que até o meu CV desaparece. 

 

Espero que o resto da semana me corra melhor, porque assim a coisa não vai lá.

 

Boa semana a todos.

20
Jun20

A realidade de ter de ir outra vez

mudadelinha

 

Com toda esta situação que vivemos nos últimos meses, vi-me obrigada a voltar a casa, a casa dos meus pais, à minha família, ao meu namorado e amigos. E se não foi muito difícil para mim desapegar-me da primeira vez, creio que desta vez me vai custar mais. Voltei a casa por muitas razões, mas principalmente porque a possibilidade ficar sozinha tanto tempo me assustou, e porque é sempre bom o aconchego de casa e dos meus.

Estes últimos meses dediquei-me a muita coisa, estudei, trabalhei, aprendi inglês, fiz exercício, cozinhei, vi séries e filmes, mas passei tempo de qualidade com a minha família e com o L. Dediquei-me a coisas que de outro modo não teria tempo para o fazer, e o bem que isso me fez é inexplicável.

Ao fim de quase três meses em casa, tenho de voltar à casa a que me chamo de lar, a minha casa, onde estão todos os meus pertences e todas as minhas coisas, onde já fiz amigos, e aonde já me afeiçoei e onde já aprendi a viver sozinha. E aprecio mesmo muito morar sozinha, já o queria há muito tempo, e já nem sequer entendo que seja uma experiência, porque as experiências são temporárias, e não quero que esta passagem seja temporária. Porque viver sozinha e longe de tudo e de todos ensinou-me muito mais do que alguma vez pensei aprender, e muito mais do que alguma vez conseguirei explicar por palavras.

Nestes momentos mais sensíveis e mais nostálgicos, do ter de ir para longe e sozinha, em que as saudades começam a apertar, descubro que sou forte, e que sou capaz de correr atrás dos meus sonhos e dos meus objetivos, e que tenho as melhores pessoas ao meu lado. Os meus pais e a minha irmã que me apoiam em tudo e nunca me deixam desistir, que têm sempre um abraço à minha espera, e que me abrem a porta quantas vezes forem precisas, e o L. que tem sempre a melhor palavra, no momento certo, que me chama à razão vezes e vezes sem conta, que não se cansa de me ouvir e tem toda a paciência, e às vezes repito a mesma coisa um milhão de vezes. E é muito por eles, não só por mim, que vou, que luto e que aguento o que for preciso, porque foi sempre isso que aprendi, que é possível, não é a sorte que comanda, é o trabalho, a vontade, a persistência e a dedicação.

E as pessoas que nos amam tornam tudo muito mais simples, porque estão ali, à distância de uma chamada e de uma mensagem. Isso não se paga, é amor, e o amor não se conta e muito menos se paga.

A altura em que esta oportunidade apareceu foi das mais complicadas da minha vida, o meu grande pilar e o meu refúgio estava doente, passamos todos um mau bocado, mas senti-me realmente a desfalecer por não poder fazer nada pela pessoa que mais me amou na sua vida, e nessa altura, a possibilidade de embarcar numa aventura para tão longe caiu como uma bomba em minha casa, mas nunca ninguém me disse que não, que não devia, ou que não queriam que fosse. Acho que a certa altura, derivado daquele momento, pensaram que eu fosse voltar atrás na minha vontade e na minha decisão, e lembro-me de uma conversa com o meu pai e de ele me dizer que eu tinha de pensar na minha vida e era eu que tinha de o fazer, porque ninguém o faria por mim. Concordei com ele, e é a verdade, ainda hoje sei que é verdade, é dura e custa, mas é o que é. Foi sempre com aquelas palavras na minha mente que eu soube que estava no caminho certo, e que estava a fazer aquilo que o meu coração me dizia para eu fazer.

Hoje, a dias de ter de regressar, custa-me deixá-los e não saber quando posso voltar, porque os dias de hoje não me permitem vir todos os fins de semana, como vinha há uns meses. Talvez esteja algumas semanas sem os ver, e vai-me custar, de certeza que vai, e vou chorar algumas vezes (muitas de certeza!), mas o longe faz-se perto de forma muito fácil, e a decisão foi e continua a ser minha, e sei que terei sempre uma porta aberta, apesar das nossas discussões e dos nossos conflitos diários, não temos de nos dar sempre bem, também aprendi isso. Há dias felizes e há dias menos felizes, que chocamos mais, não deixamos de gostar uns dos outros.

 

Estes meses de quarentena juntos com os meses que vivi sozinha ensinaram-me muito, e levo essa aprendizagem e ensinamento para a vida, foram tempos que não esqueceremos absolutamente!

 

 

19
Jun20

Séries da Netflix que todos devíamos assistir: Unorthodox e Kalifat

mudadelinha

Quando decidi ver Unorthodox sabia perfeitamente que não era o meu género de série, mas o thriller chamou a minha atenção. A ideia de assistir foi sair da minha zona de conforto habitual e ver algo diferente, que numa situação normal não o faria por iniciativa própria.

Unorthodox é muito mais que uma minissérie da Netflix, porque isso acho que há muitas, dos mais variados géneros. Unorthodox é uma minissérie que devia ser assistida por todos, homens e mulheres, crianças e adultos, por razões muito simples: a mensagem que ela transmite ultrapassa e muito as razões históricas que estão subjacentes.

Unorthodox é uma minissérie sobre uma judicia hassidica de Brooklyn que foge a um casamento combinado e vai para Berlim, onde um grupo de músicas, que se tornam seus amigos, a acolhe, até que o passado, do qual ela fugiu, lhe bate à porta.

Para quem desconhece por completo o tema e a história o google é um bom amigo. Esta série começa por nos mostrar as tradições religiosas e os costumes destas comunidades e desta religião. E, é sabido por todos, que os casamentos combinados continuam bem presentes nos dias atuais pelo mundo fora, não só nesta como noutras religiões, e o papel submisso da mulher também. E Unorthodox é um abre olhos para este tema. A personagem principal Esther Shapiro, interpretada pela Shira Hass, é uma jovem com sonhos, que decide correr atrás deles. É arrepiante pensar que para isso precisa de fugir do seu ambiente, da sua zona de conforto, do sítio onde foi criada e onde cresceu, da sua família e amigos, e onde aprendeu tudo o que sabe até ao momento. Apercebemo-nos disso ao longo dos episódios, porque ela não foge dos seus costumes, ela não os larga completamente, bem pelo contrário. Mas é uma lufada de ar fresco. O final fica em aberto, prefiro imaginar que Esther conseguiu correr atrás dos seus sonhos e que conseguiu alcançá-los.

 

 

Kalifat, apesar de abordar alguns pontos temáticos comuns, com especial relevância para o papel das mulheres, centra-se noutra religião, noutras tradições religiosas, e numa outra problemática, não mais atual, mas acredito que seja do conhecimento de mais pessoas. Diria que é das melhores séries deste ano da Netflix, mas é uma série diferente. Não acho que seja viciante, mas para quem é curioso sobre estes temas e quem procura ter mais conhecimento sobre eles, sim, é viciante e é uma série espetacular, muito bem retratada e interpretada por todo o elenco. Acho mesmo que a série transmite a mensagem mais pura e transparente de que nada é garantido, e que temos de lutar por tudo o que queremos, tal como Unorthodox. A série tem 10 episódios que duram aproximadamente 50 minutos.

Kalifat retrata uma mãe em apuros, uma estudante determinada e uma polícia ambiciosa, que se vêm envolvidas numa série de ataques iminente do Estado Islâmico cujo alvo é a Suécia. A série envolve várias pessoas com histórias diferentes, que acabam por se cruzar na iminência dos ataques planeados.

O que mais me chamou a atenção durante esta série foram as imagens da Síria e a história da personagem principal: Pervin, esposa de um membro do ISIS. Pervin é a mulher dividida entre dois mundos, a quem é oferecida uma oportunidade. Fátima, a polícia sueca, diz-lhe que poderá tirá-la da Síria de forma segura se ela descobrir e revelar informações sobre o Estado Islâmico. E, apesar do medo e de todas as dúvidas que surgem pelo caminho, ela nunca desiste de tentar, por ela e pela filha que é bebé.

O final não é feliz, mas também nos mostra que nem todas as histórias tem finais felizes, mas que é possível consegui-los.

 

Se tiverem curiosidade como eu, neste tipo de temas, de religiões, de culturas diferentes das nossas, se até tiverem dúvidas, como eu também já as tive, no que toca a estas temáticas, estas séries são brutais, e ensinam-nos muito. Primeiro, ensinam-nos que este ainda é o nosso mundo, e que os direitos humanos são violados todos os dias, que há populações que nem a isso têm direito. E, ensinam-nos que não podemos nunca desistir daquilo que sonhamos e daquilo que queremos.

Estas duas séries da Netflix contam-nos e mostram-nos duas mulheres, em países completamente distintos, com histórias e culturas completamente diferentes, que lutam e não desistem dos seus sonhos.

 

 

Deixo-vos os trailers das duas séries, caso estejam indecisos se devem ou não ver, que também podem encontrar no Youtube.

 

 

 

 

 

09
Jun20

White Lines

mudadelinha

Opinião mais fresquinha era impossível, porque acabei de ver esta série há umas horas. Mas desvendo já a minha opinião e levanto já o pano, se não fosse a prestação maravilhosa e incrível do ator português Nuno Lopes, dizia que é das piores séries que já vi da Netflix.

Criei grandes expectativas em relação a este enredo, pela pontuação que a série tinha, por algumas opiniões que li antes de decidir vê-la, pela história da série e por saber que tinha interpretações portuguesas. Estava curiosa principalmente por isso, por ter atores portugueses, porque sou muito curiosa em relação a trabalhos de portugueses no estrangeiro, principalmente no que toca a televisão, cinema, teatro, e por aí fora.

Mas, as expectativas saíram-me completamente ao lado, exceto o maravilhoso trabalho do Nuno Lopes. A série conta também com uma participação mais secundária de Paulo Pires, mas passou-me ao lado, porque é o George Clooney português e foi precisamente isso que absorvi da personagem que ele interpretou.

Bem, a série passa-se em Ibiza, e Zoe Walker deixa para trás uma vida pacata e familiar em Manchester, para investigar o desaparecimento do irmão em Ibiza, onde acaba por se embrenhar no ambiente que conhecemos das noites de Ibiza. Basicamente, em Ibiza tudo é possível, fez-me até lembrar algumas passagens dos filmes “A Ressaca”, mas nada comparado, é só uma comparação pessoal.

A série tem 10 episódio, cada um de 45/50 minutos, e apesar de ter um argumento e um resumo muitíssimo interessante, acaba por cair no ridículo, porque o que seria a investigação de um homicídio, acaba por ser Zoe a descobrir o que não aproveitou toda a sua adolescência, e que o irmão o fez pelos dois.

Ao longo de 10 episódios não senti que a série me oferecesse algo de novo, bem pelo contrário, acontece o mesmo que em La Casa de Papel, os episódios finais desenvolvem-se a uma velocidade fulminante e a história fica resolvida. E foi isto que se passou com White Lines, o último episódio é o mais importante, ou seja, andamos ali 9 episódios que não acrescentam nada, e o final é tudo o que menos esperávamos, como se estivéssemos a ver uma novela mexicana.

Não gostei, fico a pensar se fui só eu, porque das críticas que li e da pontuação que a série tem na Netflix, fico mesmo a pensar isso. Das séries espanholas que tenho visto foi a que menos gostei, o realizador é o mesmo de La Casa de Papel e de Vis a Vis.

 

White Lines choca com orgia e atriz da Netflix detalha cena ...

(a imagem foi retirada daqui)

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