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Coisas (des)Interessantes

Coisas (des)Interessantes

30
Nov18

Amor canino

mudadelinha

Antes de mais, sim, eu tenho duas cadelas dentro de casa, que dormem comigo, na minha cama, e com o resto da família, é escolha delas. Uns dias dormem comigo, outros dias dormem com os meus pais, outros com a minha irmã. E, depois a vantagem, é que como são duas, às vezes dividem-se (ou não, é muito raro vá!). A mais nova, a mais mimalha e com mais necessidade de chamar a atenção, anda sempre atrás da mais velha. E, elucido-vos porque é normal não saberem, a Indie tem 2 anos, apesar de ser a maior de tamanho, e a Barbie vai a caminho dos 8/9 anos, não tenho a certeza. São muito bem tratadas, aliás são da família, já contei várias vezes a história delas por aqui e o amor que tenho por cada uma.

A Barbie, a minha Barbie, surgiu nas nossas vidas quando nada se passava na minha família. Éramos, simplesmente, quatro adultos dentro de uma casa, onde cada um se enfiava nos seus cantos, a fazer o que gostávamos, e pouco mais. Não havia grande alegria e a Barbie veio ocupar esse grande espacinho. Não sabíamos que tínhamos tanto amor para dar e para receber, porque ter um animal de estimação é mesmo isso, é receber e dar amor todos os dias, mesmo quando eles só fazem asneira e quando só querem atenção e mimo. Foi dada por uma amiga e ainda me lembro daquele pontinho preto dentro de uma caixa de cartão com buraquinhos para respirar. Era do tamanho da minha mão, não subia escadas, mas saltava e chorava imenso. Lembro-me, perfeitamente, de na primeira noite que passou connosco, devia ter um mês e meio, fiquei com tanta pena de a deixar sozinha, que a levei comigo para o meu quarto, às escondidas dos meus pais, e de manhã, antes de todos acordarem voltei a coloca-la no sitio dela. Mal eu reparei no estado que tinha ficado o meu quarto. Mas o hábito de ter uma ratinha coladinha a mim, a aquecer-me durante a noite, tornou-se tão grande, que mesmo quando já não chorava por estar sozinha, levava-a sempre para a minha beira. E, rapidamente, tornou-se a minha melhor companhia. Quando demos por ela, ela já ficava sozinha pela casa durante todo o dia, sem fazer asneiras, nem roer cuecas nem meias, sem fazer chichi, nem cocó. Sempre que chegávamos a casa, lá estava ela na cama do quarto da frente, a ver-nos da janela que, carinhosamente, deixávamos sempre as persianas abertas, a ladrar e a abanar a cauda, para nos ir receber à porta, fosse quem fosse. E habituámo-nos a ser recebidos assim sempre que entravamos em casa.

A Barbie foi filha única durante 6 anos e quando decidimos ficar com a Indie, na altura Lolita, foi para serem a melhor amiga uma da outra e terem companhia. Não pensava em ter mais nenhum bicho em casa, mas quando vi as primeiras fotos da Indie, em tamanho miniatura, ela tinha as cores dos pandas e parecia o meu primeiro cão, o índio (sim, daí o nome!), e não conseguimos resistir. Lá a trouxemos, com a promessa que seria de tamanho pequeno/médio, mas que desconheciam o pai da cria. Como a mãe não era muito grande, acreditamos e bem. Mas, a Indie em pouco menos de 5 meses ficou um vitelo, enorme, pesada e pastelona, que só come e dorme, e quanto mais comer, melhor. Ao contrário da Barbie, que é mais arisca e mais esperta, meiguinha para os de casa, mas que ninguém lhe meta a mão fora de casa, a Indie é a cadela mais meiguinha que conheço, com medo de tudo e todos, com qualquer barulho se esconde, assume sempre os erros antes de alguém lhe ralhar ou de até ver a asneira. Adora ocupar o sofá e a cama toda, dormir de perna ao léu e de dormir em cima de mim, de forma a eu cair ao chão, ou de não me conseguir mexer toda a noite. Para a tirar do sitio onde se deita é preciso arrastá-la e, ainda assim, com muita força. E é uma cadela burrinha, a inteligência dela não dá para muito, ladra para o ar, corre atrás de moscas e gatos que nunca existiram, e vem sempre que a chamam, mesmo quando lhe estamos a ralhar.

São a nossa melhor companhia, sempre bem tratadas, porque se não fossem era impossível mantê-las dentro de casa e era impossível manter a casa minimamente apresentável e, acreditem ou não, a casa está sempre apresentável ao público e a quem cá entre. Aspiramos a casa as vezes que forem necessárias e criamos regras e territórios, elas sabem perfeitamente que o espaço delas é o escritório e não fogem muito dali. Temos a sorte de ter terraço, que também é o espaço delas, apesar de todos os dias irem passear.

Ter animais de estimação é ter melhores amigos para a vida e, muito melhor que amigos, porque nunca nos largam. Cada uma à sua maneira, são as minhas melhores amigas.

 

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A Barbie em força chouriço espalmado.

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É fácil entender o nome da Indie: ela tem 3 cores, como o Indio, o meu primeiro cão, tinha: preto, branco e castanho.

 

30
Jan17

Conversas agradáveis (ou não!)

mudadelinha

QUANDO, no meio de um jantar de familia, é assunto os animais (refiro-me a gatos ou cães, embora conheça casos de coelhor, mas não é a esses que me refiro) dormirem na cama com o dono. Ora, portanto... fartinha de saber que se dirigiam a mim, nada disse, nada comentei...  Ninguém tem absolutamente nada relacionado com isso, nem me preocupei. A casa é dos meus pais, os meus pais adoram as cadelas, as cadelas são tanto da casa como nós, são limpas, devidamente vacinadas e desparasitadas, não andam na rua, logo não devo qualquer justificação a ninguém!

 

PIOR, é quando de lá do fundo da mesa (não era muito longe vá, estou só a exagerar), vem a voz da mãe do L., vinda do nada, com o seguinte comentário: "Ai ó R. não era eu que dormia com cães. Gosto muito de bichos, mas são para estar fora de casa, não na minha cama! Só malucos dormem com cães.".

 

Passo-vos a tentar expressar a minha reação, que, diga-se, não foi muito boa. A 'minha pessoa' estava descansadinha a comer, como se nada de outro mundo se passasse, mas a ouvir tudo o que se passava, como se fosse uma discussão de politíca, uns contra isto, os outros a favor daquilo, um levanta a voz, o outro ri-se e manda uma piada. Mas, quando aquele comentário vem dirigido a mim, não tive tempo de controlar o olhar e, ficou tudo dito. Não consegui controlar a minha expressão e, falei com os olhos, só pensei que não me lembro de ter pedido a opinião a ninguém. O L. do meu lado, apercebendo-se do que se tinha passado, só me pousou a mão na perma, como quem me dizia "Não respondas, tem calma!". Assim o fiz, nem comentei, só mudei o meu olhar, como quem também dizia ironicamente "São opiniões!". Só me lembro de ter olhado para ele, já passados uns minutos, e ter pensado que ninguém sabe do que fala.

 

Sabem que não discordo, nem concordo, nem vou dizer que faço bem, ou que faço mal. Faria-o de qualquer das maneiras, porque para mim são o melhor do mundo. E, quando ninguém está para me aturar, estão lá elas. Aceito opiniões, podem dá-las à vontade, mas existem maneiras e maneiras de o fazer. Só isso. Cada um dá-a como quer, se depois é bem aceite, a questão é outra. Se queres ser respeitado, tens de respeitar, sempre me disseram isto. 

 

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Boa semana**

 

 

22
Jan17

O meu domingo**

mudadelinha

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(fotografia da minha autoria)

 Recheado de fofura e meiguice! Até me parece mentira estas duas deitadas no mesmo sofá e a centímetros de distância!

É uma das melhores coisas do meu mundo, sou completamente apaixonada por elas e, literalmente, roubaram-me o sofá!

 

Bom domingo! Se for como o meu não estamos mal! <3

30
Jun16

Indie*

mudadelinha

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Olááàáá...  Na minha primeira casa chamavam-me Lolita, mas não gostava muito desse nome e, como sou uma mimalhinha e sei de fonte segura, que sou muito fofinha, porque sou parecida com um panda bébe, agora chamo-me Indie, para nunca me esquecer de um dos meus manos que se chama Indie. Já sou muito grande, mas só de tamanho, porque só tenho um mês e meio e, faço aninhos a 3 de Maio. Sou uma marota, eu sei, os meus dentinhos ainda estão a crescer, então já estraguei algumas coisas, como o carregador do computador portátil, umas meias, um pé da cama da minha dona e, outras coisas assim. Ainda faço chici e cocó dentro de casa, porque a minha companheira Barbie não me deixa fazer chichi e cocó no jardim, mas gosto muito dela na mesma. Andamos sempre a brincar, melhor ando sempre a pegar com ela, só que ela não me liga nenhuma e, depois quando ela quer brincar coomigo, faço de conta que estou a dormir. Sim, porque os meus hobbies preferidos é comer e dormir.

 

Estou muito feliz porque encontrei uma família onde vou ser muito feliz e que me trata muito bem, tratam-me como família e, mais feliz estou porque todos os meus manos também encontraram famílias espectaculares e, todos os meus amigos espalhados pelo mundo também deviam ter essa sorte!

 

Beijinho, sou o novo membro da família Neves*

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