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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

17
Mai18

O maior desafio desde que tenho um blog

mudadelinha

Os desafios são muitos é verdade, mas acho que há alguns que se impõe todos os dias e muitas vezes não é fácil dar-lhes a volta. Um deles é logo o tempo (quem nunca?), nem vamos falar disso, porque devo ser das piores pessoas a gerir o meu tempo de modo a ter tempo para tudo o que quero. Mais uma vez: definir prioridades. Sou daquelas pessoas que precisa fazer muita coisa e estar envolvida em muitas atividades para conseguir gerir bem o meu tempo, muito tempo livre não funciona por estas bandas. Além do mestrado e da tese, estou inscrita na primeira fase da ordem dos advogados, o que implica que esteja a estagiar, apesar dos horários flexíveis, e o que implica que tenha aulas todas as semanas, à segunda, terça e quarta, das 9h até às 12.15h. Como se isso não chegasse, surgiu a oportunidade de nos inscrevermos numa disciplina opcional, completamente facultativa essa inscrição, que não implica estar incluída na nossa avaliação, e podia ter feito como muitos colegas fizeram e não me ter inscrito a nada. Mas não, achei que seria giro, interessante e útil inscrever-me numa delas, e ia inscrever-me a duas, mas pensei duas vezes antes de por lá a cruzinha. Isto implica que tenha mais aulas, em dias que não teria, porque estas aulas estão marcadas fora do horário das aulas obrigatórias. MAS, como se isto também não bastasse, inscrevi-me numa associação jurídica de voluntariado, e estão para vir os primeiros casos, o que será giríssimo tenho a certeza, mas depois o cansaço fala mais alto. Mas, não é do tempo que quero falar, nem me queixar mais da falta dele porque a culpa é inteiramente minha, claro. 

Um dos maiores desafios desde que tenho um blog, além deste que já falei aqui, é a minha criatividade. Tenho dias que coloco este computador à minha frente, abro um ficheiro Word (não gosto de escrever diretamente para a página), e simplesmente não me sai nada, ou tudo o que sai não faz sentido nenhum. Sabem aqueles textos que escrevemos e queremos falar de uma coisa, mas não nada faz sentido com nada? Bem, sou eu quase sempre! Noutros dias, sai-me tudo e mais alguma coisa, fluentemente, leio aquilo e adoro (é raro diga-se), e arrependo-me de não ter mais tempo para escrever nesses dias. Mas, o verdadeiro desafio centra-se com a criatividade e sobre o que escrever. Tenho feito listas, aponto ideias atrás de ideias, mas até para escrever sobre essas ideias se torna difícil. É preciso inspiração e nem sempre é fácil encontrá-la, ou escrevemos naquele momento, ou então evapora-se tudo. Tenho pontos de referência como inspiração, sei que se estiver ao ar livre tudo me sai com mais naturalidade, se estiver perto do mar também, mas novamente, nem sempre é possível fazê-lo.

 

Alguém me compreende e passa pelo mesmo? Ah, soluções e sugestões agradecem-se também. Desafios por aí desde que têm um blog?

 

14
Mai18

A minha vida tem música à segunda-feira (parte 19)

mudadelinha

Sempre ouvi dizer que a música que ouvimos conta muito do que somos e não podia concordar mais com isso. Desde que namoro com o L. que andamos sempre a mostrar músicas um ao outro porque, simplesmente, adoramos ouvir música e conhecer artistas novos. E da mesma forma que ele passou a ouvir música que eu gosto, eu também passei a gostar de música que ele ouve. No sítio onde ele trabalha tem música ambiente e, grande parte das vezes, é ele que a mete e, às vezes, é engraçado porque chego lá e está a dar música que lhe mostrei, e que ele até torceu o nariz quando lhe mostrei, mas que acaba por gostar. Chego lá e fico admirada, muitas vezes digo "Fogo, isto é Passenger, afinal gostas de Passenger?" e ele ri-se. Outras vezes brinca e diz-me "Não, eu só te vi a chegar e vim meter isto, não é que goste, foi só para te agradar!", o que eu sei que é mentira, porque outras vezes já estou lá e está a dar música que eu gosto e que fui eu que lhe mostrei. 

 

A última que ele me mostrou e que até era uma banda pela qual não nutro grande sentimento foi esta. Apaixonei-me pela melodia à segunda ou terceira vez que a ouvi e agora ando viciada. 

 

 

14
Mai18

Coisas do amor #11

mudadelinha

Bem, isto não é uma história fofinha, nem lamechas, muito pelo contrário, é uma história engraçada, para perceberem o que uma mulher atura com homens e para perceberem o namorado que tenho, porque as pessoas acham que sou maluca e que ele é um santo.

 

 

Expliquem-me qual seria a vossa reação quando o vosso namorado sai muito atrapalhado o carro porque o botão das calças rebentou, porque ele se esticou para ir buscar qualquer coisa ao lugar do passageiro? Ah! E não tinha cinto, sim porque essa foi a melhor parte. 

 

A reação dele valeu por todas. Ele sai do carro e eu estava a tagarelar qualquer coisa (como sempre!) e ele simplesmente não me respondia, ao que eu exclamo "Fogo, amor, estou a falar para o tecto, não me respondes?". E ele estava muito sério a olhar para baixo, parecia que estava à procura de alguma coisa que tivesse caído ao chão, mas não. Olha para mim muito atrapalhado, parecia literalmente uma criança, como se eu fosse gitar com ele ou qualquer coisa parecida, e eu volto a dizer-lhe "Que se passa? Está tudo bem contigo?" e ele faz-me aquele olhar como a mandar-me olhar naquela direção, mas eu não percebi, ao que ele me diz num tom de voz engraçado "Oh amor saiu-me o botão das calças e agora? Não tenho cinto, as calças vão-me cair! Acho que devo estar qualquer cosita mais gordo."

 

Olhei para ele com uma vontade enorme de me rir, tentei perceber a aflição dele, mas não consegui controlar-me e ri-me tanto. Fui o caminho todo a rir-me até ao Senhor de Matosinhos, e ele estava super envergonhado porque estava mais gordo, e já tinha aquelas calças há imenso tempo e fui que lhas dei, e nunca lhe tinha acontecido aquilo.

 

Qual seria a vossa reação? Contem-me, porque eu só me ri.

12
Mai18

A lei do positivismo - a maior lição

mudadelinha

 

A minha vida anda virada do contrário há alguns dias e está um bocadinho difícil voltar à minha tão querida rotina. Os dias sem vontade de sorrir tem-se repetido, vezes sem conta, e a vontade de sair da cama também tem sido muito pouca, mas lá tem de ser.

O estágio lá vai correndo, uns dias melhores, outros piores, uns com vontade, outros sem vontade, mas muito melhor que o primeiro, e só por aí já vale tudo e já não custa sair da cama para ir para o escritório, a vontade já é alguma de ir, apesar de muitas vezes o cansaço falar mais alto. E como odeio sentir-me cansada, cansada física e psicologicamente, não gosto de me dar ao cansaço e de passar dias a repetir “Estou cansada!”, as pessoas que me ouvem a dizê-lo devem pensar que ando sempre cansada, porque de facto ando maior parte dos meus dias cansada.

A tese começa a ganhar cor, depois da primeira reunião, depois da marcação das primeiras datas e depois de alguns dias passados enfiada na biblioteca da faculdade, sinto que fiz uma boa escolha, quer do tema, quer da professora orientadora, e estou a adorar começar a ler mais sobre o tema. Adoro qualquer coisa que me faça aprender mais e ganhar conhecimento. Aqueles dias que saio da biblioteca ou do estágio e sinto que aprendi, que renderam aquelas horas todas a fazer determinada coisa, sinto-me verdadeiramente realizada. Nem sempre acontece, mas quando acontece, respiro de alivio e alegria. A verdade é que fico triste por não puder dedicar-me de forma completa à tese e por ter mil e um compromissos, e por ser tão difícil definir as minhas prioridades, porque é tudo importante, e ter de abdicar de alguma coisa às vezes é tarefa difícil.

As aulas da ordem estão a acabar e estou mesmo ansiosa que terminem, porque o ambiente que se instalou na minha turma é de cortar à faca, parece que voltamos ao secundário e tirando os amigos e colegas conhecidos que já tinha, não consegui estabelecer mais relações, porque as pessoas são realmente difíceis, e sente-se que estamos num mundo de trabalho competitivo, que os colegas olham de lado para todos, como concorrentes e futuros colegas, e não como pessoas que estão a lutar pelo mesmo e pelo mesmo futuro, e que nos podemos ajudar todos.

Fora isso o maior dilema dos meus últimos dias tem sido ponderar e gerir o meu tempo e pensar em fazê-lo nos próximos tempos. A tese tem de ser entregue em finais de outubro (dia 31 mais concretamente, mas posso fazê-lo antes!), e estava a organizar as minhas férias com o L. para finais de setembro, porque é a única altura em que conseguimos fazer férias juntos e este ano estávamos a pensar ir para fora, tirar 5 dias em Malta, para podermos passear e conhecer outro país, porque adoramos viajar e nunca temos oportunidade de o fazer, porque temos horários completamente incompatíveis. Programava também repetir o trabalho do verão do passado, já quero falar disso aqui há imenso tempo, porque foi uma ótima experiência e porque aproveito sempre o verão para fazer alguma coisa, visto que o meu estágio não é remunerado e ainda tenho algumas despesas, com a alimentação, o transporte, o material que vou precisando para trabalhar, como livros, legislação, fotocópias, etc. Este tem sido o meu maior dilema, será que vou conseguir fazer tudo? Que vou conseguir conciliar o trabalho de verão, com a tese e umas férias em setembro? Estamos a ponderar adiar essas férias, mas decidimos ter calma, um dia de cada vez e depois logo vemos. Já tínhamos reservado hotel, podemos cancelar gratuitamente até setembro e estávamos a ponderar comprar a viagem de avião em meados deste mês, o que decidimos atrasar mais uns dias, para eu conseguir ter uma perceção de como a tese vai correr até lá.

A maior lição de tudo tem sido aprender a ver as coisas boas, a pensar sempre de forma positiva e ter calma. Não pensei que o fosse conseguir, mas tenho conseguido e tem sido realmente bom, porque sinto que mesmo depois de um dia mau, sinto-me feliz com alguma coisa, quanto mais não seja porque esteve sol e adoro a luz solar. No meio de tantas coisas, e de alguns problemas que não são meus, surgiu-me uma entrevista de trabalho na próxima semana, de um emprego a sério, num local que eu adorava trabalhar, que já nem me lembrava de ter mandado o meu currículo, e que apesar de ser um bocadinho longe de casa, me fez ter esperança e fé, o que também estava difícil. E não estou ansiosa nem nervosa, como muitas vezes ficava com estas situações, porque já nem esperava que me ligassem, mas estou com um feeling positivo. Disse isto ao L. e ele só me apertou a mão e sorriu, como que me diz “Eu estou aqui, quer corra bem ou mal!”, e sempre que ele estiver eu sei que fica sempre tudo bem. E estou a fazer fisgas que corra bem, mesmo que não corra, vou estar de cabeça erguida e vou ver alguma coisa positiva nisso, ou pelo menos vou tentar. Esta proposta surge porque o meu estágio não é remunerado, e sempre que vejo alguma vaga ou algum trabalho que me interessa, mando o meu currículo, porque se, eventualmente, conseguir algum emprego na minha área, pondero seriamente aceitar, vejo as vantagens e desvantagens, e decido se sim ou se não.

No fim do dia sinto-me cansada, tem sido difícil gerir o meu tempo, definir prioridades, estar com quem mais gosto, passar tempo em casa, escrever no blog, passear e fazer o que gosto e me faz feliz, mas no final do dia também me sinto feliz e respiro de alivio e de alegria, porque nem tudo pode correr bem, mas há sempre alguma coisa boa e positiva, que nos ensina a ter calma e a respirar, e nos ensina sobre nós mesmos.

 

Eu estou aqui e apesar de afastada nestes últimos dias não me tenho esquecido, e tenho sentido mesmo falta de escrever mais, a minha rotina anda a recompor-se novamente. Mas vamos lá ter calma que tudo acontece a seu tempo e às vezes só preciso respirar, nem eu sabia que tinha tanta calma, mas tenho sentido um bocadinho de orgulho nisso, quando penso que há alguns anos já tinha explodido e gritado e mandado tudo ao ar. Não adianta de nada penso eu, concordam?

02
Mai18

Ter calma na vida

mudadelinha

Este post reflete o meu estado de espirito nos últimos anos. Nunca fui uma pessoa muito calma, atiro isso à minha mãe, a pessoa mais stressada e apressada que conheço. Sempre quis tudo de forma rápida, imediata, em cima da perna, não podia deixar para amanhã o que podia fazer hoje, não podia perder 5 ou 10 minutos a mais na minha vida.

A partir de uma determinada altura apercebi-me que ter pressa não é nada bom, nada do que fazia com pressa e stress corria como queria, bem pelo contrário, saia-me tudo ao lado, e este tem sido um dos grandes dilemas nos meus últimos anos. O L. veio-me ajudar e veio-me trazer a calma que tanto precisava, a tranquilidade que eu não tinha. E aprendi que é preciso ter calma na vida, que as coisas nem sempre acontecem de forma rápida e da forma como queremos, que é preciso ir à luta mais que uma vez, é preciso não desistir, é preciso definir metas e prioridades. É preciso parar, pensar, repensar e ter calma, tudo acontece quando tem de acontecer, estou a aprender isso. E ter calma, tornar-me uma pessoa mais calma, mais tranquila, só me tem trazido coisas boas, acima de tudo ensinou-me a ver o bom em tudo o que é mais, em tudo o que nem sempre é bom, ou o que nem sempre acontece como queremos.

Tenho parado muitas vezes para refletir, para definir outras prioridades, para pensar em mim sobretudo, para me por em primeiro lugar e pensar se me sinto ou não me sinto bem, se estou ou não feliz. Tudo acontece a seu tempo, esta é um batalha para 2018 e para a vida, ter calma e aos bocadinhos estou a conseguir, às vezes demais, quando devo stressar estou na paz e penso que cada coisa a seu tempo, não adianta ter pressa, é bem melhor respirar e sentir ar puro.

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