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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

20
Mar18

Cansaço psicológico e sanidade mental

mudadelinha

A rotina desgasta qualquer pessoa depois de seis, sete, oito meses no mesmo. Não sou exceção. Há uns cinco/seis meses atrás sentia-me completamente de rastos e quando pensava no assunto não conseguia compreender a razão de me sentir assim, tão desmotivada com tudo, sem vontade para nada, sem paciência para ninguém. Sou uma pessoa muito bem-disposta, sempre (ou quase sempre!) de sorriso fácil, de muito bem com a vida, quer ela corra bem ou mal, exceto quando está a chover. Quando sinto o sorriso a falhar no meu dia-a-dia e me sinto a revirar os olhos por tudo e por nada é porque alguma coisa não está bem. E quem me conhece sabe tão bem disso como eu, principalmente o L.

 

Esses cinco/seis meses foram, talvez, os piores da minha vida, foi uma fase mesmo má e não me sentia assim há muito tempo, aliás nunca me tinha sentido assim. Voltar à minha sanidade mental não foi muito fácil, não tem sido aliás, mas sou uma pessoa lutadora, não desisto de nada com facilidade, com exceção de algumas pessoas, mas de mim não. Não sou de baixar os braços só porque sim, nem de desistir ao primeiro obstáculo. Comecei por identificar as causas do meu cansaço psicológico, o que também não foi tarefa fácil, mas aos bocadinhos lá fui conseguindo. Avaliei tudo o que fazia diariamente para conseguir perceber o que me estava a sugar a minha energia. As coisas no estágio há muito que não corriam bem, não me sentia no meu ambiente, não podia ser eu, e isso estava a influenciar tudo o resto. O part-time que tinha há muito que não me satisfazia, nem me dava o mínimo de prazer nem de gosto, também. Apesar de me dar muito bem com as pessoas e de gostar imenso delas, fiz muitos amigos, trouxe de lá o meu namorado também (foi a melhor coisa!), o ambiente que lá estava instalado não estava a ajudar em nada, porque por muito que queiramos separar a nossa vida pessoal da nossa vida profissional nem sempre é fácil quando trabalhamos com as pessoas há muito tempo, quando temos relações pessoais fora do local de trabalho. Além destes dois aspetos, muitas outras coisas se passavam na minha vida e a única coisa que verdadeiramente me dava prazer era, além da minha cama era o L. e o mestrado. Sempre que chegava a hora de rumar às aulas sentia uma lufada de ar fresco, esperava ansiosamente aquela hora do dia, e mesmo quando não gostava das aulas sentia que estava no meu ambiente, que estava a aprender e a fazer aquilo que gostava. Nunca me deu tanto prazer estudar como naquela altura, o que é realmente uma coisa boa e nunca me tinha acontecido. No entanto, dessas coisas todas precisava de excluir a minha cama dos fatores, porque passava o dia todo a pensar na hora de me deitar, dormir e ficar lá por tempos indefinidos. Passei fins-de-semanas enfiada na cama, de pijama e pantufas, a dormir, a ver séries, a comer coisas que só me fazem mal à saúde porque não me apetecia falar com ninguém, não me apetecia fazer rigorosamente nada. Foi realmente difícil perceber que estava numa fase muito má, mas quando percebi decidi fazer alguma coisa porque não podia continuar assim, ninguém pode continuar assim, estava revoltada com tudo e com todos e estava a descarregar essa má energia nas pessoas que são mais próximas e das quais gosto.

 

A solução foi recomeçar do zero. Recomeçar é o melhor que fazemos quando alguma coisa não está bem e foi o que fiz. Comecei por pensar se seria realmente uma boa opção mudar de escritório para estagiar, comecei a abordar o assunto em casa com a minha família e o L. saber se tinha o apoio deles caso alguma coisa não corresse como o esperado e se seria uma boa opção deixar de trabalhar onde estava. A verdade é que não precisei de muito tempo para perceber que era a melhor opção, as circunstâncias ditaram-no sem precisar de muito e sem precisar fazer nada. E como já disse por aqui, sem esperar, tive sempre o apoio daqueles que gostam de mim. Foi uma chapada de luva branca e nos dias que decorreram à mudança de escritório, caí muitas vezes em mim e pensei inúmeras vezes na forma como a minha mãe e o L. me ajudaram, principalmente a minha mãe.

 

Recomeçar foi o melhor que fiz. Mudei de escritório, deixei de trabalhar naquele sítio. Foi um alívio porque já não conseguia. Ir diariamente para um sitío sem vontade nenhuma é completamente desgastante e exaustivo e era o que estava a contecer. Saber que tinha de ver aquelas pessoas, estar com elas todo o dia, almoçar com elas e fingir que adorava estava a matar-me lentamente. Mantive os amigos, mantive as relações, afastei-me das pessoas que não me traziam coisas boas. Ás vezes é preciso.

 

E depois dessas mudanças pensei que havia muito mais a mudar. Não era só a nível material que precisava mudar, o grande problema não estava aí, o maior problema estava mesmo na forma como estava a encarar a vida. E este ano é sinónimo de aprender, de mudar interiormente, de encarar a vida de outra maneira. Sempre fui otimista, com muito pensamento positivo, e sempre encarei os meus dias com um sorriso. Decidi então que tinha chegado a altura de destralhar tudo o que tinha a mais na minha vida. Destralhar não só o físico, o quarto, os livros, as recordações, os papéis, as caixas, mas destralhar a minha vida toda. Além disso, decidi que precisava mudar as prioridades na minha vida, e mudei. Sempre que me apercebo disso sinto-me feliz, porque há uns meses atrás tinha tudo virado ao contrário. E o mais importante, sinto-me realmente bem com isso.

 

Tem sido um caminho não muito fácil, mas prazeroso. Quando olho para o meu quarto sinto realmente orgulho de estar a conseguir aos pouquinhos a minha sanidade mental, e quando olho para aquilo que faço diariamente não podia estar mais satisfeita. Depois penso nas pessoas que tenho e que ganhei ao longo da vida, não são muitos, são mesmo poucos até, mas não queria mais, nem peço mais. E só posso estar orgulhosa disso, do que ganhei e consegui até aqui. Em tudo o que é mau temos de aprender a ver o lado bom, nem sempre é fácil.

 

A grande lição destes meses, e depois de a pior fase já ter passado, foi que não podemos arrastar aquilo que é mau, se não estamos bem temos que mudar, se possível claro e se nos for permitido. Não me possa acomodar a uma rotina que não é a minha, onde não me sinto bem, com a qual não me identifico. Temos quase sempre a tecla de recomeçar. Ás vezes é assustador, outras é mesmo necessário e repentino, mas quando acontece é o melhor.

16
Mar18

Não sei quantas coisas que me irritam

mudadelinha
  1. Trânsito sem razão nenhuma (link do post sobre trânsito) - admito não é das coisas que mais me irritem. Normalmente, sou uma pessoa pontual e adoro cumprir horas, adoro ser a primeira a chegar e chegar antes da hora, isso significa que sou capaz de me organizar de modo a sair uma hora (ou mais, se assim for preciso) de casa. O trânsito irrita-me quando não tem nada que o justifique. 
  2. Vento e chuva juntos (separados suporta-se, juntos nem pensar!) - sobre isto já escrevi uma carta ao S.Pedro mas ele ignorou-me - http://mudadelinha.blogs.sapo.pt/uma-pequena-carta-ao-s-pedro-150737
  3. Pintar as unhas e nem 20 minutos depois tenho uma a descascar;
  4. Os fones estarem sempre a cair-me dos ouvidos quando estou a andar e ouvir música- raios, quase que nem posso respirar!!;
  5. Cair-me tudo mais e alguma coisa;
  6. Ter de pensar em tudo antes de fazer, EM LITERALMENTE TUDO, porque sou uma desastrada nata e só sai asneira se não pensar no que estou a fazer;
  7. O facebook e a moda das pessoas partilharem lá a vida toda - eu sei que não tenho nada haver com isso mas irrita-me e muito!;
  8. E, neste último sentido, além de colarem lá a vidinha toda, o que fazem, o que não fazem, não saberem escrever. Querem partilhar tudo ao menos aprendam a escrever português porque é a nossa língua. Todos damos erros, eu dou-os, ainda há tempos andava com dificuldades em determinados tempos verbais e pedi ajuda sem qualquer vergonha (mais vale essa vergonha do que dar erros!), agora escrever 'Fos-te' ao invés de foste deixa-me fora de mim, principalmente quando são pessoas com estudos. Não quero dizer que por terem estudos têm a obrigação de não darem erros, novamente todos damos erros uma vez na vida, mas entendo que têm mais obrigação que qualquer outro.
  9. De encontro ao último, erros ortográficos, aqueles mesmo cruciais, que parece que nunca aprenderam a escrever.
  10. Acabar de me vestir e sujar-me com alguma coisa. Normalmente, acontece quando visto roupa clara (tem de ser claro!) e tomo café. 
  11. Transportes públicos - destes é mesmo melhor nem falar para não desanimar.

 

Certamente que existem mais algumas coisinhas que me irritam mas como estou a tentar cumprir um objetivo - passar um dia sem reclamar de nada - estas são as principais. Estas reclamações são principalmente psicológicas, porque não costumo andar a  reclamar com tudo em voz alta. Além disso, ando com um espiríto positivo e otimista, ando bem-disposta e tento fazer melhor todos os dias. As pessoas são parvas eu respondo com um sorriso, sempre, pelo menos não custa tentar! 

15
Dez17

Conversas de "recreio"

mudadelinha

Um dia destes, num intervalo qualquer de uma aula, ou num momento de descontração, numa pausa, estava com alguns colegas no átrio da faculdade, enquanto uma colega contava que o tio a tinha ido visitar à faculdade com um amigo. E, as restantes colegas estavam eufóricas porque queriam imenso ter conhecido o tio e o amigo. Estavam mesmo entusiasmadas com aquilo porque, segundo elas, era a oportunidade perfeita de terem conhecido o amigo e a perderam.

 

Não estava a perceber aquilo. Ao que, inocentemente, perguntei "Mas o que tem o amigo do tio? Não estou a perceber." E a rapariga que estava ao meu lado responde-me "É o marido, não é o amigo!" e encolhe os ombros. 

 

Se não estava a perceber o que se estava ali a passar, menos fiquei a perceber. Pensei que essa fase já estivesse ultrupassada, mas não. Desilusão.

02
Jun17

Novas étapas!

mudadelinha

Cheguei a uma fase da minha vida em que percebi que quem não me deseja bem não é de todo bem-vindo, nem tem direito de estar presente na minha vida! 

Inevitavelmente, isto levou-me a outras conclusões e, trouxe outras consequências. Consequências essas que a longo prazo serão boas, tenho a certeza!

 

A vida é feita de decisões, e decisões importantes, e é preciso coragem para tomá-las!

11
Abr17

desabafos

mudadelinha

Já começei a escrever este post no domingo ou sábado á noite, mas por alguma razão o meu computador decidiu crashar e não guardar aquilo que estava a escrever e fiquei mesmo chateada por causa disso, tanto que decidi desligá-lo e não voltar a pegar nele.

Tenho-me vindo a queixar por estes lados do meu cansaço e coisas parecidas, mas verdade seja dita, queixo-me de barriga cheia, porque nunca me faltou trabalho, só não na minha área ou perto dela, mas isso já são outros quinhentos!

Este fim-de-semana foi de loucos, mas também só o foi porque eu quis e que aguentei lá isso aguentei, estou aqui firminha da vida, depois de uma semana intensa de trabalho, de trabalhos para entregar do mestrado e, coisas afins. Trabalho desde cedo, começei a trabalhar tinha 15/16 anos (não me lembro bem), e lembro-me que começei a trabalhar no bar onde ainda trabalho, porque queria muito pagar a minha carta de condução. E então lá fui, juntar uns trocos para pagar a minha carta de condução, mas na altura propuseram-me ficar lá a fazer os fins-de-semanas, e como era só ao sábado á noite, não tive problemas em aceitar. Entrava na faculdade naquele ano e o dinheiro que viesse, por pouco que fosse, dava jeito para alguma coisa. Paguei sempre o passe dos transportes públicos e tentei sempre comprar os livros que precisava, e pagar a minha alimentação. E, ainda sobrava dinheiro para algum capricho, como umas sapatilhas ou alguma roupa, E ainda sobrava dinheiro para dar á minha mãe. Ainda estou lá, já trabalhei noutros sitios, já procurei outras coisas, já experimentei outras quantas, mas fui ficando sempre lá.

Este fim-de-semana ligaram-me na sexta-feira para eu ir trabalhar sábado e domingo, e como estou de férias, também não tive problemas em aceitar. Mas, no entretanto, ligou-me um dos meus melhores amigos, a pedir-me para ir trabalhar com ele no sabádo à noite que estava mesmo aflito, porque a rapariga que costuma ir não podia por alguma razão. Não gosto de falhar com ninguém, até porque nunca falhou comigo e, sempre que precisei ele lá estava. Então lá fui. No sabádo trabalhei das 9h ás 17h num sitío e, ás 18h estava noutro sitio, de onde saí perto das 2h, para no domingo ir trabalhar ás 9h.

Se me custou? Ai custou e não foi pouco, tenho estado a trabalhar a semana toda e não estou pouco cansada, estou mesmo muito cansada,os meus pés, as minhas costas e os meus ombros estão a total desgraça, e a minha sorte vai sendo que o L. é fiseoterapeuta e vai-me fazendo uns tratamentos esporádicos!

No sabádo á tarde, em conversa com o L. por telémovel, ele perguntou como eu estava e eu disse-lhe que estava triste, e estava mesmo triste! E estou ainda! Porque no fim ninguém tem uma pontinha em nada daquilo que eu faço, ou no meu esforço e na minha dedicação. Não é que eu faça isto ou aquilo para ouvir boas palavras, mas principalmente da minha mãe e da minha familia é, supostamente, o esperado. Mas não. Nunca acontece. Já fiquei mais triste, agora já é previsivel, mas é sempre revoltante. O que o L. me disse foi muito simples, "Eu estou aqui, é só o que interesse, e eu tenho muito orgulho em ti e sei o quanto estás cansada, por isso acalma-te e quando saires passa por aqui para eu te dar um beijio!". Soube bem ouvir aquilo, soube pelo mundo todo aliás.

E sabem porque é que tenho trabalhado tanto? Porque quero comprar um carro, é o meu primeiro objetivo. Quero um carro para mim, para não depender de ninguém. A minha mãe sempre prometeu oferecer-me um carro quando acabasse a licenciatura, mas não me parece que esteja com ideias disso. A minha irmã, que é mais nova que eu, está agora a tirar a carta e eles falam em comprar um carro, mas não é para mim, é para as duas, como se eu fosse dividir um carro com a minha irmã, tendo em conta que temos vidas completamente separadas. E fico triste,com isso é fico mesmo triste, porque relembro, até hoje sempre dei dinheiro em minha casa, SEMPRE, sem me pedirem nada, sem mo exigirem, eu sempre o dei e, no fim... não recebo nada, nem uma palavra de apoio por todo o meu esforço e dedicação!

 

Boa semana e um beijinho

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