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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

18
Mai19

Não tenho um título para dar

mudadelinha

A minha vida, nos últimos meses, não tem sido fácil, daí o meu desaparecimento por estes lados, porque tem sido mesmo difícil ter tempo para tudo, motivação também confesso, e apesar não ter sido uma coisa que eu quisesse propositadamente, acabei por me distanciar um bocadinho, por muitas razões, mas principalmente para ter tempo para mim e para os meus, para pensar e refletir sobre muita coisa, essencialmente sobre a minha vida e o meu futuro.

A nível profissional, o ano que passou foi um ano de esperança, que as coisas iam começar a encaixar-se e a correr bem. Comecei finalmente o meu estágio da Ordem dos Advogados, não começou da melhor forma, desabafei muito sobre isso, mas lá encontrei o meu lugarzinho, que apesar de não ser o melhor do mundo, identifiquei-me e senti-me mais aliviada. 2018 ensinou-me mesmo muita coisa, ensinou-me que as coisas se vivem com calma, que tudo acontece a seu tempo, não vale a pena ter pressa, porque isso só traz frustração, revolta, desmotivação e desanimo. Com a ajuda do L., consegui esse equilíbrio na minha vida e na minha mente, porque não era uma pessoa assim antes de o conhecer.

Ao longo de 2018 criei muitas expectativas para o ano que se aproximava, expectativas pessoais e profissionais, derivados do fim do meu estágio da ordem profissional e com a minha possível aprovação no exame de agregação. Sabia que não seria de todo fácil, nunca o foi, mas também aprendi que tudo o que vale a pena não é fácil, implica muitas horas de esforço e dedicação, muito foco e disciplina, e muita vontade. E, vontade foi coisa que nunca me faltou, às vezes falha-me a força e a fé na humanidade, são coisas diferentes acho.

Em abril terminei o meu estágio, que não foi de todo fácil, nem de mão beijada. Para pensar sequer que podia terminá-lo foram muitas horas, foram dilemas atrás de dilemas, entre terminar e arriscar, ou jogar pelo seguro e pedir prorrogação de 6 meses, como tantos outros colegas o fizeram. Mas, no inicio do estágio eu tinha estabelecido que se tivesse tudo o que era exigido para o terminar assim o faria, nem medos, nem incertezas, e assim foi. Ao longo da segunda fase de estágio, que durou 1 ano, consegui fazer tudo o que o nosso regulamento exige: 20 assistências (10 sozinha e 10 acompanhada pela patrona ou advogado de confiança, das quais 5 em civil e 5 em penal), 5 intervenções em audiências de julgamento e 6 peças subscritas por mim, estagiária, e pela minha patrona. Custou muito, mas consegui, e em abril assim o fiz, entreguei todos os relatórios, que muitas horas de sono me tiraram, no dia 18 de abril no dia anterior ao aniversário do L., porque não quis agendar para depois, porque era o fim de semana da páscoa.

 

Depois de entregar tudo o que tinha para entregar consegui respirar um bocadinho de alivio, senti uma pontinha de orgulho, por todo o percurso até ali e pensei “falta tão pouco!”. O exame era a meta final, e setembro era o inicio de tudo, se consegui a tão esperada aprovação podia-me considerar advogada. Comecei a preparar o exame em janeiro, logo depois do Natal, a juntar e atualizar a legislação todo, comprar códigos e material, imprimir todos os exames de anos anteriores, e todo o material de apoio que iria precisar, para começar a estudar com antecedência e não deixar tudo para última da hora.

E esse foi um dos meus grandes erros, ter criado dentro de mim e dos meus, tantas expectativas para setembro de 2019, porque nunca, mas nunca, ao longo destes dois, equacionei que alguma coisa fosse correr, não deixei de dar o meu melhor, de me esforçar e fazer T-U-D-O o que estava ao meu alcance para não desiludir novamente os que gostam e fazem tudo por mim.

 

Mas, aconteceu. Esta semana recebi a noticia que os meus relatórios de estágio não serão aceites, por uma simples peça não subscrita, e que não serei admitida, nem à entrevista, nem ao exame final. Entrei em choque, e voltei a tentar o tudo por tudo, fazer tudo o que estava ao meu alcance para que tal não pudesse acontecer, mas logo de seguida recebo um email que ainda realça mais esse aviso. E não posso pedir a prorrogação, porque ou era uma coisa, ou outra.

Estes dias não têm sido mesmo fáceis, nem para mim, nem para os que me são mais próximos, e como não os quero massacrar com o assunto, porque sei que eles estão tão desanimados como eu, preferi escrever sobre o assunto. Pelo menos desse lado ninguém me conhece, e posso falar à vontade sobre isto. Sinto-me desanimada, desmotivada, os meus dias não têm nada para eu fazer, não me sinto de férias, porque o ‘botão’ do exame já estava ligado, e já estava a estudar arduamente para o exame. Cortaram-me as pernas antes de sequer chegar à praia. E sinto-me perdida, mesmo muito perdida, porque não sei o que vou fazer à minha vida daqui para a frente. Voltar a estagiar 18 é uma opção, a opção mais próxima até, porque cancelam-me inscrição e posso voltar a inscrever-me sem setembro deste ano. Sinto-me sem objetivos, sem metas, e tem sido muito difícil lidar com isso, olhar para um lado e não ter nada para fazer, e olhar para o outro e ver um estágio não remunerado de 18 meses à minha frente.

 

Eu quero só passar a mensagem, e é mesmo só isto que quero transmitir, além do desabafo é claro, de que tudo é possível, e apesar de desiludida, continuo a acreditar que as coisas acontecem a seu tempo, e não vale a pena ter pressa. Estou preparada que os próximos dias vão ser difíceis, não estava preparada para isto, não me preparei para esta hipótese, ainda assim, creio que ter-me preparado para esta hipótese não era uma opção viável, nunca nos metemos numa coisa a ponderar que vai correr mal, eu pelo menos não sou assim. Acredito que daqui a uma semana me vou sentir melhor, tenho pensado tirar uma semana para mim, possivelmente viajar sozinha até um sitio relativamente perto, para puder pensar e cuidar da minha mente, criar objetivos, recarregar forças e energias, e colocar novamente cartas em cima da mesa.

 

 

E, acreditem, não se desiste, mesmo quando tudo nos empurra para essa mísera opção!

Ah! E estou de volta 

 

 

 

 

06
Dez18

As melhores decisões de 2018

mudadelinha

Falta pouco para o ano acabar e, como tal, decidi fazer um apanhado do ano que passou e dos últimos 12 meses de 2018. Tenho um conjunto de posts sobre isso, mas todos sobre questões diferentes, que espero publicar ao longo deste mês, sobre 2018.

2018 foi um ano muito positivo, principalmente, se pensar na maneira drástica como ele começou e nos seus primeiros dias caóticos. Comecei o ano com um acidente de carro, no dia 4 de Janeiro (o primeiro dia de estágio oficial e a caminho do mesmo), com culpa ainda por cima. Mas tudo se resolveu pelo melhor, mantive a calma, consegui que a minha mãe também a tivesse e correu tudo bem e tudo se resolveu de forma rápida e positiva. Em inícios de Janeiro de 2018 tive imensos problemas no escritório onde estava a estagiar, nada de novo e nada que eu já não soubesse, só pensei que conseguisse aguentar até ao fim do estágio, o que equivaleria a 18 meses (o tempo todo do estágio), o que se tornou impossível. Foi uma altura mesmo difícil, sinceramente, em que me deixei ir muito abaixo e até ver o assunto resolvido só chorava. Os meus apoios foram os meus pais e o L., que coitados, já não sabiam o que haviam de me fazer.

Depois deste muito pequeno resumo, achei que devia começar este último mês de 2018 por pensar nas minhas melhores decisões de 2018 e refletir sobre isso, saber o que quero levar para 2019 e o que podia ter feito diferente em 2018.

  • A primeira dessas decisões, se não a mais importante, foi terminar com o sufoco desse estágio. Falei dele aqui  e foi esse término e ao mesmo tempo inicio que me fez falar sobre a saga de um estágio em advocacia por estes lados. Foi das minhas melhores decisões, só me fez bem, foi um grande alivio saber que não tinha de ir para lá, e que já podia respirar e sentir-me à vontade noutro sitio.
  • A segunda dessas decisões foi afastar quem não me faz bem, quem pesa o meu tempo e a minha paciência. Também falei disso aqui , sobre as minhas dúvidas se seria egoísta não querer partilhar o meu tempo e o meu espaço com quem sentia que não me trazia energias positivas. Passei a preferir estar sozinha, do que mal acompanhada, ou acompanhada por quem não quero. E, todos perto de mim se aperceberam dessa mudança e dessa decisão. Cresci nesse sentido, estar sozinha não significa ser solitária, bem pelo contrário.
  • Destralhar. Posso também afirmar que foi das melhores decisões de 2018, ainda não acabou, mas estou muito feliz com tudo o que consegui até aqui e com o que vou conseguir. Um passinho de cada vez e devagarinho chego ao longe. Mas, esta decisão trouxe muitas coisas à minha vida. Deixei de sentir o ar do meu quarto tão pesado, tão carregado de coisas, de memórias passadas, de objetos que já não me diziam absolutamente nada. Hoje é maravilhoso entrar no meu quarto, encontrar o meu espaço de estudo/trabalho, ter espaço para o que preciso, e não ter tudo sobrecarregado.
  • Ter mais calma na vida. Nem sempre fui muito calma, tiro isso à minha mãe, que é a pessoa mais stressada que conheço, embora mais calma nos últimos anos, porque o coração assim o exige. Desde que o L. entrou na minha vida, que senti a calma e a descontração dele a se refletir nos meus dias, e isso é maravilhoso. Deixei de me chatear com tudo e com nada, e quando, eventualmente, me chateio com alguma coisa, ninguém precisa saber disso. Além disso, deixar de ter pressa na vida, porque isso só traz problemas e preocupações. As coisas acontecem a seu tempo, e não adianta de nada ter pressa com tudo, porque isso só me vai frustrar.
  • Poupar, ou tentar poupar. Foi um dos meus lemas de 2018. Em 2017 tinha conseguido, mas face a despesas pontuais acabei por precisar mexer no dinheiro das poupanças. Este ano prometi que ia tentar não o fazer, até ser o último recurso. Consegui também convencer o L. a pouparmos juntos, embora isto já tenha começado em 2017. Este ano já conseguimos ir de férias com o dinheiro das poupanças, não todo como é lógico, mas conseguimos pagar uma boa parte com ele, e mantemos essa tradição. Conseguimos ainda poupar um montante fixo por mês, que acordamos os dois, e nesse dinheiro não mexemos para nada, é o nosso pé-de-meia para quando nos quisermos juntar.
  • Comprar para substituir, comprar só o necessário, não comprar por impulso, e pensar bem quando compro. Este foi um dos passos para as poupanças, foi uma decisão muito bem tomada e que me ajudou ao longo do ano, permitiu-me analisar bem aquilo que compro, e permitiu-me poupar bastante.
  • Mais tempo com a família, namorado e amigos. Decidi não me preocupar tanto com os problemas da família, deixar de me chatear que aquela ou aquele entrou no meu quarto e pegou numa ou noutra coisa. Claro que me aflige, mas senti que andava constantemente chateada em casa, e isso estava a incomodar-me. Senti que foi uma boa decisão, que me ajudou a manter a calma e melhorou bastante a minha relação com os meus familiares. Depois disso, decidi que, sim, o tempo com eles é importante, daí a minha decisão de ir com os meus pais ao Luxemburgo, porque eles não são muito de sair do país, então ou era ali, ou podia não ser mais.

 

Estas foram as minhas melhores decisões, entre muitas outras como é claro, mas as principais. Orgulho-me um bocadinho quando penso nelas e quando me apercebo de onde estou e onde cheguei.

 

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(daqui)

15
Abr18

Rotinas e métodos de estudo

mudadelinha

Quando saí do ensino secundário o meu método de estudo era o mais simples de todo, memorizava tudo, porque sempre tive muita facilidade em decorar de forma rápida e eficaz e tive sempre muita memória fotográfica, então era muito simples conjugar uma coisa com a outra e ter êxito nas avaliações. Achava eu que esse método me ia acompanhar toda uma vida e que seria sempre o meu segredo, estava eu muito enganada, mas foi difícil perceber isso, e caí muitas vezes no erro de tentar fazê-lo, não corria bem e sentia-me frustrada e culpada, achava que se calhar não me tinha esforçado o suficiente.

 

Entrei na faculdade, num curso que podia muito bem apoderar-me dessa capacidade de conseguir memorizar com facilidade, mas comecei a aperceber-me que era impossível fazê-lo quando tinha muitos testes ou exames na mesma semana, porque perdia imenso tempo a fazê-lo. Normalmente, fazia resumos à mão, muito bonitinhos e depois decorava aquilo. Era impossível fazê-lo na faculdade, perdia horas com aquilo e se durante o secundário fazer resumos me ajudava a memoriar, isso começou a não acontecer na faculdade, porque não conseguia resumir de forma significativa algumas coisas, e comecei a sentir que fazer resumos não me ajudava a entender a lógica de nada, chegava ao fim e sabia o mesmo que no inicio. Tentei muitas vezes e, se calhar, se fosse ainda o tentava se achasse que tinha tempo. Quando comecei a perceber que tal não resultava, comecei a dar mais importância ao tempo que tinha: se tinha muito tempo para estudar, se não tinha, o intervalo entre avaliações e apresentações. Isso ajudou-me bastante porque comecei a criar outros métodos de estudo.

Depois de passar por mais que um método e rotina de estudo o que achei que me trouxe mais sucesso foi o de ler, simplesmente ler e reler quantas vezes fossem necessárias, mas para isso precisava de organizar outras coisas antes.

  • No inicio de cada semestre (o meu curso foi todo estruturado por semestres) pegava numa capa e separava as disciplinas que estava a fazer.
  • À medida que os professores iam colocando coisas no moodle ia imprimindo, para não deixar para a última da hora, porque há disciplinas que é mesmo muita coisa e perdia horas a imprimir tudo. Normalmente, tirava uma tarde de fim de semana para fazer isto.
  • A minha melhor descoberta nos últimos tempos da faculdade foi o computador, levar o computador para as aulas foi a minha grande ajuda, apesar de preferir muito mais escrever a papel, escrevo muito mais rápido a computador. Então, levava sempre computador para as aulas porque me ajudava imenso.
  • A partir do momento que comecei a levar computador e, através do computador organizava muito melhor as aulas, chegava ao fim do semestre e era só imprimir as aulas de todas as disciplinas.
  • Quando tinha a capa, que falei no ponto um, toda organizada, começava por ler as aulas da disciplina que precisava estudar em primeiro lugar. Lia e relia as aulas, corrigia erros, alterava o que precisava, tirava apontamentos, acrescentava determinados aspetos que estavam melhores explicados no livro da disciplina, mas lia as aulas quase todos os dias até ao exame.
  • Este ponto depende do tempo que tinha para estudar, se estivesse à vontade a nível de tempo fazia resumos, mas resumos muito bem resumidos, o género de tópicos e palavras chaves só para me orientar. Se esse tempo extra não existisse, os resumos nem faziam parte dos planos, o objetivo era entender corretamente a matéria.
  • Quando sentia que sabia bem a matéria, que já a tinha percebido, começava a fazer casos práticos. O meu curso e as minhas avaliações foram todos à base de casos práticos, tinha exames estruturados só em casos práticos e as correções dos exames dos anos anteriores eram a melhor coisa que existia, porque depois de vermos a estrutura dos exames era muito mais fácil estudar.
  • No dia antes do exame, se o estudo tivesse corrido bem, claro que houve exames que o estudo não correu assim tão bem, ainda relia mais vezes as aulas e acabava de resolver os casos práticos.

 

Até acabar o curso fui descobrindo muitas outras rotinas de estudo e muitos outros métodos que me ajudaram imenso. Primeiro que tudo era estudar e concentrar-me, estar a estudar sem estar concentrada naquilo era o mesmo que nada. Aprendi a avaliar isso, se o estudo estava a ser produtivo ou não. Se não estivesse tentava perceber a razão e grande parte das vezes essa razão prendia-se com o local onde estava a tentar estudar, ou com a hora, a companhia, o barulho à minha volta. Outro dos segredos e este foi díficil, muito dificil de chegar lá, dedicação e foco. Estudar não é tão simples quanto parece, sobretudo porque temos de estudar matérias das quais não gostamos, ou até gostamos mas são dificeis de se estudar, e isso pode desmotivar. Temos de ser persistentes e muito determinados. Sem determinação não vamos conseguir mesmo, ou os resultados não vão ser tão bons quanto poderiam ser. 

Normalmente, tínhamos aulas de dúvidas e achava que as aulas de dúvidas eram oportunidades muito boas, pelo que aproveitava quase sempre, rara exceção, porque os professores dão dicas, tiram dúvidas, fazem mais casos práticos e as dúvidas dos restantes colegas podes esclarecer-nos a nós.

Sei que o método de estudo depende de cada um e também do grau de concentração. Eu, por exemplo, em locais que não são completamente silenciosos, quando estou a estudar ouço sempre música, mas há momentos que a música não me ajudava a concentrar e preciso tirar os fones ou parar a música para me conseguir concentrar mesmo no que estou a fazer. Mas isso depende de cada um, eu consigo estudar em sítios com barulhos, mas depende dos dias, das horas, da minha concentração, do meu cansaço, de tudo basicamente, do género de barulho à minha volta.

Grande parte do tempo o meu método de estudo e a minha rotina de estudo passava pela gestão do tempo, e isso sim não era de todo fácil. Mas ajudou-me não só a nível de estudos, de trabalhos, mas também na vida pessoal. Organizarmos o nosso tempo é importante, definirmos prioridades, sabermos o tempo que temos para fazer cada coisa, se podemos deixar algo para outro dia, se devemos estudar aquela disciplina em primeiro lugar, ou outra ao invés daquela. Sempre fiz muitas pausas enquanto estudava, eu organizava mesmo as minhas horas de estudo e definia metas. Por exemplo, "Daqui a uma hora quero ter chegado à página 37, porque nesse página começa outro capítulo e, como já estou a ler há muito tempo, preciso de uma pausa antes de começar o novo capítulo!", e então fazia pausas sempre que sentia necessidade, quando sentia que não estava concentrada e o estudo não estava a render, quando tinha fome, sede, vontade de ir à casa-de-banho, quando já estava a estudar há muito tempo. Mas eram pausas razoáveis, não estuava uma hora e parava duas, tentava sempre fazer pausas de meia hora, que dessem tempo de me desligar um bocadinho e descansar.

 

O grande segredo passa muitas vezes por aí e foi sempre o meu principal trunfo. Não sei se há alguém por aí que ainda estude, se há métodos para partilhar, como ainda estou em fase de estudos, e tenho uma tese para fazer, aceito todas as sugestões e mais algumas, uma outra ideia de post é como elaborar uma tese, mas como ainda está muito no inicio é dificil de fazê-lo, mas aceito mesmo sugestões, porque ainda tenho muito para estudar!

 

Bom domingo e boa semana! 

27
Jan18

A saga de um estágio de advocacia (primeira parte de muitas)

mudadelinha

O estágio de advocia é como se fosse automático depois da licenciatura em direito. Tira-se uma licenciatura em direito e a saída mais fácil, mais rápida e que funciona quase que automaticamente é inscrevermo-nos na ordem dos advogados, começarmos o estágio e sermos advogados. Antes de tudo, a brincadeira não fica barata, para me inscrever paguei setecentos euros (limpinhos!), mais vinte e cinco euros para pedir a certidão de nascimento no registo, a acrescer a cinco euros pelo certificado do registo criminal. Depois, ser advogado(a) não é o sonho de todas as pessoas que estudam direito, bem pelo contrário, não é o meu. Mas, adiante.

 

Quando começei a escrever neste blog queria, previamente, que ele não fosse um sitío onde viesse apenas contar as coisas boas e maravilhosas que me acontecem. Há dias maus, há dias que nada corre bem, que nada corre como queremos e sobre os quais precisamos falar e escrever. Escrever para mim é a saída mais fácil, não tenho um grande leque de amigos nem de pessoas com quem possa falar frequentemente sobre tudo o que me acontece.Vai daí que conto-vos esta minha experiência.

 

A aventura não tem sido fácil, bem pelo contrário, tem sido dificil, rochosa, desinteressante e uma desilusão. Nada que não soubesse atenção, mas que decidi dar o benifício da dúvida. Vá-se lá saber mas às vezes podia correr bem e gostar daquilo. Mas não. Sinto o olhar de desilusão e de reprovação da família e amigos quando me perguntam se estou a gostar e a minha resposta é automática, fria e cruel "Não estou a gostar!". Os meus pais, que têm lidado com esta fase tanto como eu, são as pessoas que mais me têm apoiado, e o que seria de mim sem eles nestes dias? Eu que me estou sempre a queixar, que nunca me dei propriamente bem com eles, discutimos e gritamos, mas são sempre eles que lá estão para me atender o telemóvel a qualquer hora, para me ver e ouvir chorar, para me confortar e dizer que tudo melhora, para me dar força e dizer que o caminho não vai ser fácil, mas que nunca me vão abandonar. 

 

Não tem sido fácil, espero que o vento comece a correr na direção certa, que me traga esperança mas, principalmente, que me traga certezas daquilo que quero fazer, daquilo que gosto, porque trabalharmos numa coisa que não gostamos é fustrante.

 

A aventura há-de continuar, aguardem novos capítulos. Sou uma pessoa otimista, não desisto ao primeiro obstáculo, mas desanimo.

É isso que tem caracterizado os meus dias e não tem sido nada fácil.

23
Dez17

O meu amor por direito do trabalho

mudadelinha

É Natal. Amanhã é véspera de Natal e na segunda é dia de Natal. Dia 25, portanto. 

 

Sei que não vou ter Natal quando tenho 3 trabalhos para entregar dia 30, até à meia noite. Um deles está feito, mas os outros dois só me dão vontade de rir. Um está, ligeiramente, adiantado e o outro está por fazer. O meu primeiro exame é dia 5 de Janeiro. Ainda não comecei a estudar porque ainda não tive tempo. 

 

Não sei para que lado me vire e só sei que vou passar o meu Natal e o meu ano novo em frente a este maldito computador.

 

Quem corre por gosto não cansa, e o meu amor por direito do trabalho é gigante (or not!).

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