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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

18
Mai19

Não tenho um título para dar

mudadelinha

A minha vida, nos últimos meses, não tem sido fácil, daí o meu desaparecimento por estes lados, porque tem sido mesmo difícil ter tempo para tudo, motivação também confesso, e apesar não ter sido uma coisa que eu quisesse propositadamente, acabei por me distanciar um bocadinho, por muitas razões, mas principalmente para ter tempo para mim e para os meus, para pensar e refletir sobre muita coisa, essencialmente sobre a minha vida e o meu futuro.

A nível profissional, o ano que passou foi um ano de esperança, que as coisas iam começar a encaixar-se e a correr bem. Comecei finalmente o meu estágio da Ordem dos Advogados, não começou da melhor forma, desabafei muito sobre isso, mas lá encontrei o meu lugarzinho, que apesar de não ser o melhor do mundo, identifiquei-me e senti-me mais aliviada. 2018 ensinou-me mesmo muita coisa, ensinou-me que as coisas se vivem com calma, que tudo acontece a seu tempo, não vale a pena ter pressa, porque isso só traz frustração, revolta, desmotivação e desanimo. Com a ajuda do L., consegui esse equilíbrio na minha vida e na minha mente, porque não era uma pessoa assim antes de o conhecer.

Ao longo de 2018 criei muitas expectativas para o ano que se aproximava, expectativas pessoais e profissionais, derivados do fim do meu estágio da ordem profissional e com a minha possível aprovação no exame de agregação. Sabia que não seria de todo fácil, nunca o foi, mas também aprendi que tudo o que vale a pena não é fácil, implica muitas horas de esforço e dedicação, muito foco e disciplina, e muita vontade. E, vontade foi coisa que nunca me faltou, às vezes falha-me a força e a fé na humanidade, são coisas diferentes acho.

Em abril terminei o meu estágio, que não foi de todo fácil, nem de mão beijada. Para pensar sequer que podia terminá-lo foram muitas horas, foram dilemas atrás de dilemas, entre terminar e arriscar, ou jogar pelo seguro e pedir prorrogação de 6 meses, como tantos outros colegas o fizeram. Mas, no inicio do estágio eu tinha estabelecido que se tivesse tudo o que era exigido para o terminar assim o faria, nem medos, nem incertezas, e assim foi. Ao longo da segunda fase de estágio, que durou 1 ano, consegui fazer tudo o que o nosso regulamento exige: 20 assistências (10 sozinha e 10 acompanhada pela patrona ou advogado de confiança, das quais 5 em civil e 5 em penal), 5 intervenções em audiências de julgamento e 6 peças subscritas por mim, estagiária, e pela minha patrona. Custou muito, mas consegui, e em abril assim o fiz, entreguei todos os relatórios, que muitas horas de sono me tiraram, no dia 18 de abril no dia anterior ao aniversário do L., porque não quis agendar para depois, porque era o fim de semana da páscoa.

 

Depois de entregar tudo o que tinha para entregar consegui respirar um bocadinho de alivio, senti uma pontinha de orgulho, por todo o percurso até ali e pensei “falta tão pouco!”. O exame era a meta final, e setembro era o inicio de tudo, se consegui a tão esperada aprovação podia-me considerar advogada. Comecei a preparar o exame em janeiro, logo depois do Natal, a juntar e atualizar a legislação todo, comprar códigos e material, imprimir todos os exames de anos anteriores, e todo o material de apoio que iria precisar, para começar a estudar com antecedência e não deixar tudo para última da hora.

E esse foi um dos meus grandes erros, ter criado dentro de mim e dos meus, tantas expectativas para setembro de 2019, porque nunca, mas nunca, ao longo destes dois, equacionei que alguma coisa fosse correr, não deixei de dar o meu melhor, de me esforçar e fazer T-U-D-O o que estava ao meu alcance para não desiludir novamente os que gostam e fazem tudo por mim.

 

Mas, aconteceu. Esta semana recebi a noticia que os meus relatórios de estágio não serão aceites, por uma simples peça não subscrita, e que não serei admitida, nem à entrevista, nem ao exame final. Entrei em choque, e voltei a tentar o tudo por tudo, fazer tudo o que estava ao meu alcance para que tal não pudesse acontecer, mas logo de seguida recebo um email que ainda realça mais esse aviso. E não posso pedir a prorrogação, porque ou era uma coisa, ou outra.

Estes dias não têm sido mesmo fáceis, nem para mim, nem para os que me são mais próximos, e como não os quero massacrar com o assunto, porque sei que eles estão tão desanimados como eu, preferi escrever sobre o assunto. Pelo menos desse lado ninguém me conhece, e posso falar à vontade sobre isto. Sinto-me desanimada, desmotivada, os meus dias não têm nada para eu fazer, não me sinto de férias, porque o ‘botão’ do exame já estava ligado, e já estava a estudar arduamente para o exame. Cortaram-me as pernas antes de sequer chegar à praia. E sinto-me perdida, mesmo muito perdida, porque não sei o que vou fazer à minha vida daqui para a frente. Voltar a estagiar 18 é uma opção, a opção mais próxima até, porque cancelam-me inscrição e posso voltar a inscrever-me sem setembro deste ano. Sinto-me sem objetivos, sem metas, e tem sido muito difícil lidar com isso, olhar para um lado e não ter nada para fazer, e olhar para o outro e ver um estágio não remunerado de 18 meses à minha frente.

 

Eu quero só passar a mensagem, e é mesmo só isto que quero transmitir, além do desabafo é claro, de que tudo é possível, e apesar de desiludida, continuo a acreditar que as coisas acontecem a seu tempo, e não vale a pena ter pressa. Estou preparada que os próximos dias vão ser difíceis, não estava preparada para isto, não me preparei para esta hipótese, ainda assim, creio que ter-me preparado para esta hipótese não era uma opção viável, nunca nos metemos numa coisa a ponderar que vai correr mal, eu pelo menos não sou assim. Acredito que daqui a uma semana me vou sentir melhor, tenho pensado tirar uma semana para mim, possivelmente viajar sozinha até um sitio relativamente perto, para puder pensar e cuidar da minha mente, criar objetivos, recarregar forças e energias, e colocar novamente cartas em cima da mesa.

 

 

E, acreditem, não se desiste, mesmo quando tudo nos empurra para essa mísera opção!

Ah! E estou de volta 

 

 

 

 

06
Fev19

A continuação da saga de ser uma advogada estagiária

mudadelinha

Ando nesta vida há um ano e um mês, e confesso-vos, que depois de muitos desabafos, a coisa não melhorou, bem pelo contrário e acreditem que a necessidade de exteriorizar estes últimos meses é muita, caso contrário não o faria, porque tenho todo um exame para preparar e organizar e muitas outras coisas por fazer, porque a vida anda atarefada.

Não sei se já o disse por aqui, mas quando decidi ingressar no curso de direito, a minha verdadeira paixão era direito internacional, e continua a ser, e quando escolhi direito fui muito influenciada pelos meus pais. Não que não o quisesse, bem pelo contrário, mas se não os tivesse ouvido, certamente andaria por aí à procura de emprego com uma licenciatura em história ou em educação, qualquer coisa parecida, porque o meu sonho sempre foi ser professora. De maneira alguma não me arrependo da decisão, ainda hoje a minha mãe fala disso, e apesar de todas as dificuldades que me apareceram em direito, nunca equacionei mudar de curso, nem nunca me senti arrependida de lá estar. Senti-me cansada, frustrada, desmotivada, mas arrependida nunca. A ideia de direito internacional foi desaparecendo ao longo dos anos a estudar direito, não por não ter gostado, mas pelo grau de dificuldade e, mais tarde, a ideia de fazer os exames para o CEJ (Centro de Estudos Judiciários) também, porque essa sempre foi a segunda opção. Senti-me tão cansada no fim da licenciatura e do mestrado, que foi impensável estudar arduamente mais não-sei-quantos meses para um exame dificílimo, em que a probabilidade de ser admitida era minúscula. Eu até sou pessoa que gosto de arriscar e sei que com muito esforço, estudo e dedicação, muito foco, se consegue tudo aquilo que queremos, mas quando a vontade não é muito, é melhor nem tentar, porque é tempo e dinheiro gasto, e é melhor admitirmos isso imediatamente.

       Quando dei por terminada a licenciatura, parei uns tempos para pensar e refletir, e decidi afastar-me substancialmente das minhas ideias iniciais. Ser advogada não é um sonho, nunca o foi, mas é uma profissão onde me imagino, ou imaginava pelo menos. Tive seis meses a ponderar esta hipótese, e mais outras quantas, como se me inscrevia no centro regional do Porto ou no Pólo de Guimarães, se optava pelo horário de pós-laboral, que pessoalmente, sempre gostei mais, e muitas outras questões. Fui muito influenciada, e quando digo muito foi muito mesmo. Tomei todas estas decisões baseada em conselhos, ora dos meus pais, ora da minha antiga patrona e respetiva estagiária, e nunca ouvi o meu coração. Quer dizer, ouvir eu ouvi, só nunca lhe prestei a devida atenção. E tomar decisões baseada nos conselhos dos outros, porque me achava inexperiente, foi a morte do artista e eu nunca tive muito jeito para ser artista.

O meu estágio em advocacia começou mal, com a minha primeira patrona, e não me quero alongar muito neste primeiro tópico, porque foram tempos maus, que às vezes ainda me sobressaltam com uns pesadelos de vez em quando, tal foi a importância que dei ao assunto. Mudei de escritório, e mudei para melhor, nalgumas coisas, para piores noutras. Quer dizer, para pior acho que nunca posso dizer que mudei, porque pior que aquilo era impossível. Digamos que não fui para muito melhor.

Não vou poupar palavras, nem vou esconder, que em direito e em advocacia a média é das coisas mais importantes para o nosso currículo. A média e as línguas, e não é só no mundo do direito, em quase todos os cursos superiores e no mercado de trabalho em geral. É pelo menos a minha opinião. Quando não tens uma média simpática, que é o meu caso, ou tens outros pontos do currículo a teu favor, para conseguires um estágio/emprego razoável, numa empresa ou numa sociedade de advogados, ou vais ter de te sujeitar aos estágios medíocres de advocacia que há por aí, que é o que mais há, e lutar muito por um estágio/emprego equilibrado. E as condições que esses estágios apresentam ainda são mais medíocres que o próprio estágio.

A grande maioria dos estágios não são remunerados, não se ganha nada, se não tivermos nós de pagar para nos deixarem estagiar. E digo-vos, quando saíamos da licenciatura em direito, não estamos preparados para estagiar ao mais alto nível, ou para sermos completamente autónomos e independentes, porque na prática tudo é diferente da teórica, e se na faculdade não fazemos nada sem o apoio da legislação, na prática não precisamos da legislação para quase nada. Aliás, estou a fazer todo um estágio de 18 meses que só pego na legislação para a atualizar, e conto pelos dedos quantas vezes precisei dela para resolver alguma coisa.

É muito desmotivante começarmos numa profissão em que não recebemos nenhuma retribuição, nem nenhuma ajuda para transportes, alimentação, fotocopias, e todas as nossas despesas. É suposto andarmos até ao fim a pedir dinheiro aos nossos pais, como se eles já não nos tivessem pago toda uma licenciatura, na esperança que fossemos gente? É desmotivante, acreditem que é. No meu caso, tento compensar com trabalhos ao fim-de-semana, e até à semana, sempre que posso. Trabalhar nunca fez mal a ninguém, e não tenho medo de trabalhar seja no que for. A mim não me incomoda fazer umas horas no café e ter de sujar as mãos a lavar loiça, ou a varrer, ou a limpar casas de banho. É a única forma que tenho de ajudar os meus pais e de me ajudar a mim, é a trabalhar, e dá muita bagagem para trabalhar com pessoas e conhecer um pouco que seja o mundo de trabalho.

Mas, o mais revoltante, foi o que já disse, mais medíocres são os estágios que nos oferecem, e aqui podia falar por muitos colegas meus, mas falo pela minha experiência. No primeiro escritório, onde estive seis meses, nada aprendi porque nada fiz. O que eu fazia no escritório era estudar para os trabalhos e exames do mestrado. E podem ficar a pensar que a culpa é minha, é completamente legitimo que assim pensem, que fosse falta de vontade de aprender e de trabalhar, mas quando não nos dão trabalho, é preferível estudar do que ficarmos a olhar para as paredes, como muitas vezes me aconteceu. E odeio tempo perdido no Facebook e na internet, digo muitas vezes que tempo é dinheiro, e é uma grande verdade. Os tempos nesse escritório foram horríveis e pesados, o escritório era gelado, cheguei a ficar mesmo doente, e quando mudei, o ambiente e a minha disposição melhoraram.

A verdade é que aceitam estagiários e não têm condições para isso, nem trabalho para lhes oferecer, e muito menos vontade de os ensinar devidamente, e isso é muito mau, porque afinal o que estamos lá a fazer? Ninguém nasce ensinado lamento, todos começaram da mesma forma e alguém teve de os ensinar. Faltam 2 meses para acabar o meu estágio, e quando penso no que aprendi até aqui, desanimo. Quando penso que em Maio posso vir a ter a minha entrevista (entrevista sobre o estágio), e em junho o meu exame final, fico em choque, porque não me sinto preparada. E sabem o pior de tudo? O pior de tudo, para mim, é estarmos dependentes de outra pessoa para concluir o estágio e sermos admitidos ao exame. Digo isto inúmeras vezes, o exame é responsabilidade minha, sou eu que tenho de estudar e sou eu que vou lá estar com a caneta na mão com os meus conhecimentos, o estágio não, estou dependente da vontade alheia, e não tem sido muito agradável estar à espera que os outros me ensinem e me deixem fazer. É muito ingrato, porque ser advogado passa muito por lidar com os problemas dos clientes, e eu compreendo que transferir isso para as mãos de um estagiário sem experiência é perigoso, mas com apoio e acompanhamento tudo se faz, para isso é que estamos lá. Mas digo-vos que, num ano e meio que cá estou, nunca assisti a uma reunião e pouco ou nada falei com algum cliente.

Se nos primeiros meses até acordava bem-disposta para ir para o escritório, hoje já não acontece. Estou muito cansada do escritório, do ambiente, da porcaria do lugar e cadeira de estagiária que me dá cabo das costas e me estraga sempre as meias de vidro (se as levar, que já nem as levo!), de ter de dividir um lugarzinho na secretária do meu patrono, porque nem têm uma secretária, ou um lugar como deve ser. Estou muito cansada dos pormenores e das continhas de tudo: dos clipes, das folhas, do carimbo, se as impressões são a cores ou a preto, do café, de tudo! E, chega ao fim, e somos sempre os mocinhos dos recados, dos arquivos, das fotocópias, do café, das cartas de pagamento dos condomínios, que não nos servem de rigorosamente nada, da pesquisa de jurisprudência e afins.

E o acompanhamento devido que nos deviam dar para sermos capazes de terminar descansados isto, esse nem está previsto no nosso regulamento, é completamente aldrabado, e sabem porquê?  Porque quem paga somos nós, e não é pouco acreditem, se tivermos de prorrogar o estágio pagamos, se reprovarmos pagamos, e pagamos desde o inicio e a responsabilidade é sempre nossa quando estamos dependentes de outros

 

É desmotivante, na maior parte dos dias penso que já faltou mais, que está quase, mas depois paro e penso: e em setembro? O que vou fazer da minha vida? Para onde vou? Vou trabalhar sozinha, abro o meu escritório? Ainda sou uma menina, que não aprendeu nada durante o estágio, como é que vou trabalhar sozinha? Isto ainda mais assustador, tento manter a calma e pensar só nas férias em setembro, se as tiver. A partir de setembro a minha vida está em branco, não consigo ver absolutamente nada a partir dali, e é muito assustador não conseguimos ver o nosso futuro.

 

Tento depositar as minhas energias nos trabalhinhos que vou arranjando, que é o que me vai salvando, e penso que é um dia de cada vez e que não me vale de nada ter pressa, porque no fim tudo se compõe e tudo fica bem. Nem sempre é fácil admito, mas é isto.

 

 

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(daqui)

 

 

25
Jan19

Para 2019

mudadelinha

Bem sei que 2019 já começou há uns dias, mas nunca é tarde.

2019 promete ser um ano muito positivo, também vou fazer por isso, trago comigo algumas das resoluções e dos objetivos de 2018, e tenho outros novos para este ano. Tenho grandes e pequenas resoluções para este novo ano, novos objetivos e desafios, novos sonhos, e querendo ser realista cá vão elas:

  • Tornar-me finalmente advogada, se passar no exame final em junho e acabar com estes horrores de ser estagiária, que já está a dar comigo em doida, e começar a pensar no a seguir, porque não é só passar no exame.
  • Conseguir viajar pelo menos 3 vezes, se forem duas já não me queixo, e uma dentro do nosso país, e conhecer novos países, cidades e sítios. Estou a planear uma viajem à Polónia já para o inicio deste ano, estou muito curiosa para visitar Cracóvia e os campos de concentração. Esta viagem foi fazê-la com uma amiga à partida, e com o L. estamos a pensar visitar a Eslovênia e a Croácia, mas ainda andamos a estudar as melhores opções e os melhores preços, também é uma opção ficarmos só pela Eslovênia.
  • Tirar um curso de inglês como deve ser e quando digo ‘como deve ser’ é um curso intensivo, onde possa aperfeiçoar as técnicas, o vocabulário, onde aprenda a sentir-me mais à vontade com esta língua, que me dê um certificado para o currículo e que me abra portas novas.
  • Começar a praticar exercício físico, e estou a pensar inscrever-me na natação. Pratiquei natação durantes longos anos, nunca foi um desporto que me motivasse, mas na falta de mais tempo e pela necessidade de praticar desporto, vou apostar nisso. Ando a tentar convencer o L. a vir comigo, mas ele ainda tem menos tempo que eu.
  • Ir a um festival de verão que já sei qual é e investir mais na minha cultura: concertos, teatro, cinema.
  • Renovar aos bocadinhos o meu armário. Já destralhe quase tudo, mas a partir de agora quero apostar apenas em roupa que precise para trabalhar e para a minha profissão. Deixei de ter peças de roupa ‘só de andar em casa’, ou ’só de fim de semana’, porque só ocupa espaço e só me faz ter vontade a vestir, o que não pode ser.
  • Continuar a poupar, ando a meter de lado 5€ por semana, ou seja 20€ por mês, além das outras poupanças que já tinha, e tem corrido bem.
  • O maior objetivo deste ano é conseguir o meu espacinho com o L., não sei se estou a ser muito ambiciosa, mas estou com esperança e com um feeling que é este ano, e vamos lutar muito por isso.
  • Além destas que são as resoluções maiores, decidi este inverno, tentar não me dar tanto ao frio e tomar medidas neste sentido. Estas medidas passam principalmente por dormir com menos roupa e andar com menos roupa no meu dia-a-dia, optar mais por lenços e cachecóis do que por golas altas, e para já tem corrido bem, tenho-me sentido bem, não tenho sentido frio e ainda não fiquei doente este inverno.
  • Ler e escrever mais, vamos lá ver se é este ano. Não cumpri o objetivo de ler mais em 2018, mas vou tentar novamente em 2019.
  • Ver mais filmes.

 

Tudo parece alinhado, com força, dedicação e muito esforço, espero que as coisas se alinhem e espero cumprir todos os objetivos.

 

 

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(a imagem é daqui)

 

 

 

06
Dez18

As melhores decisões de 2018

mudadelinha

Falta pouco para o ano acabar e, como tal, decidi fazer um apanhado do ano que passou e dos últimos 12 meses de 2018. Tenho um conjunto de posts sobre isso, mas todos sobre questões diferentes, que espero publicar ao longo deste mês, sobre 2018.

2018 foi um ano muito positivo, principalmente, se pensar na maneira drástica como ele começou e nos seus primeiros dias caóticos. Comecei o ano com um acidente de carro, no dia 4 de Janeiro (o primeiro dia de estágio oficial e a caminho do mesmo), com culpa ainda por cima. Mas tudo se resolveu pelo melhor, mantive a calma, consegui que a minha mãe também a tivesse e correu tudo bem e tudo se resolveu de forma rápida e positiva. Em inícios de Janeiro de 2018 tive imensos problemas no escritório onde estava a estagiar, nada de novo e nada que eu já não soubesse, só pensei que conseguisse aguentar até ao fim do estágio, o que equivaleria a 18 meses (o tempo todo do estágio), o que se tornou impossível. Foi uma altura mesmo difícil, sinceramente, em que me deixei ir muito abaixo e até ver o assunto resolvido só chorava. Os meus apoios foram os meus pais e o L., que coitados, já não sabiam o que haviam de me fazer.

Depois deste muito pequeno resumo, achei que devia começar este último mês de 2018 por pensar nas minhas melhores decisões de 2018 e refletir sobre isso, saber o que quero levar para 2019 e o que podia ter feito diferente em 2018.

  • A primeira dessas decisões, se não a mais importante, foi terminar com o sufoco desse estágio. Falei dele aqui  e foi esse término e ao mesmo tempo inicio que me fez falar sobre a saga de um estágio em advocacia por estes lados. Foi das minhas melhores decisões, só me fez bem, foi um grande alivio saber que não tinha de ir para lá, e que já podia respirar e sentir-me à vontade noutro sitio.
  • A segunda dessas decisões foi afastar quem não me faz bem, quem pesa o meu tempo e a minha paciência. Também falei disso aqui , sobre as minhas dúvidas se seria egoísta não querer partilhar o meu tempo e o meu espaço com quem sentia que não me trazia energias positivas. Passei a preferir estar sozinha, do que mal acompanhada, ou acompanhada por quem não quero. E, todos perto de mim se aperceberam dessa mudança e dessa decisão. Cresci nesse sentido, estar sozinha não significa ser solitária, bem pelo contrário.
  • Destralhar. Posso também afirmar que foi das melhores decisões de 2018, ainda não acabou, mas estou muito feliz com tudo o que consegui até aqui e com o que vou conseguir. Um passinho de cada vez e devagarinho chego ao longe. Mas, esta decisão trouxe muitas coisas à minha vida. Deixei de sentir o ar do meu quarto tão pesado, tão carregado de coisas, de memórias passadas, de objetos que já não me diziam absolutamente nada. Hoje é maravilhoso entrar no meu quarto, encontrar o meu espaço de estudo/trabalho, ter espaço para o que preciso, e não ter tudo sobrecarregado.
  • Ter mais calma na vida. Nem sempre fui muito calma, tiro isso à minha mãe, que é a pessoa mais stressada que conheço, embora mais calma nos últimos anos, porque o coração assim o exige. Desde que o L. entrou na minha vida, que senti a calma e a descontração dele a se refletir nos meus dias, e isso é maravilhoso. Deixei de me chatear com tudo e com nada, e quando, eventualmente, me chateio com alguma coisa, ninguém precisa saber disso. Além disso, deixar de ter pressa na vida, porque isso só traz problemas e preocupações. As coisas acontecem a seu tempo, e não adianta de nada ter pressa com tudo, porque isso só me vai frustrar.
  • Poupar, ou tentar poupar. Foi um dos meus lemas de 2018. Em 2017 tinha conseguido, mas face a despesas pontuais acabei por precisar mexer no dinheiro das poupanças. Este ano prometi que ia tentar não o fazer, até ser o último recurso. Consegui também convencer o L. a pouparmos juntos, embora isto já tenha começado em 2017. Este ano já conseguimos ir de férias com o dinheiro das poupanças, não todo como é lógico, mas conseguimos pagar uma boa parte com ele, e mantemos essa tradição. Conseguimos ainda poupar um montante fixo por mês, que acordamos os dois, e nesse dinheiro não mexemos para nada, é o nosso pé-de-meia para quando nos quisermos juntar.
  • Comprar para substituir, comprar só o necessário, não comprar por impulso, e pensar bem quando compro. Este foi um dos passos para as poupanças, foi uma decisão muito bem tomada e que me ajudou ao longo do ano, permitiu-me analisar bem aquilo que compro, e permitiu-me poupar bastante.
  • Mais tempo com a família, namorado e amigos. Decidi não me preocupar tanto com os problemas da família, deixar de me chatear que aquela ou aquele entrou no meu quarto e pegou numa ou noutra coisa. Claro que me aflige, mas senti que andava constantemente chateada em casa, e isso estava a incomodar-me. Senti que foi uma boa decisão, que me ajudou a manter a calma e melhorou bastante a minha relação com os meus familiares. Depois disso, decidi que, sim, o tempo com eles é importante, daí a minha decisão de ir com os meus pais ao Luxemburgo, porque eles não são muito de sair do país, então ou era ali, ou podia não ser mais.

 

Estas foram as minhas melhores decisões, entre muitas outras como é claro, mas as principais. Orgulho-me um bocadinho quando penso nelas e quando me apercebo de onde estou e onde cheguei.

 

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(daqui)

20
Nov18

A minha maior dificuldade como advogada estagiária

mudadelinha

Esta saga começou há pouco mais de um ano, quando pensei estar a decidir com o coração e fiz a primeira má escolha do meu percurso profissional. Cresci muito com essa má escolha, muito mesmo, porque essa má decisão abalou e estragou a possível magia do inicio desse percurso e foi uma grande chapada e um grande choque.

Dessas más decisões, que tomaremos ao longo da vida julgo, não podemos fazer muito. Cinco minutos são para nos lamentarmos, mais uns minutos para chorar (quando preciso), e os minutos, horas e dias seguintes é para levantar a cabeça e pensar no que vem a seguir. E foi isso que tentei fazer, não me lamentar muito (não vale de nada não é verdade?), erguer a cabeça, ter calma e lutar por melhor. Aprendi que hoje pode não correr bem, mas amanhã pode correr melhor, é só preciso ter calma e pensar positivo.

Além da entrada neste mundo, com o qual pouco ou nada me identifico, além das adversidades de um estágio não remunerado, tenho conseguido esforçar-me e dedicar-me, levantar-me de manhã com o mínimo de ânimo para o dia que se avizinha. Mas, é difícil quando além destes fatores, não te identificas de todo com o mundo onde trabalhas e pensas que ainda falta um ano para poderes trabalhar sozinha, teres os teus horários, ambicionares mais um bocadinho e seres tu, no teu local de trabalho.

Das primeiras dificuldades que enfrentei e, que já falei aqui, foi a etiqueta no vestuário. Sou uma pessoa muito simples, não desajeitada, mas simples de natureza, para quem umas calças, uma blusa e umas sabrinas estão mais que bem, e se for sapatilhas está melhor ainda. A verdade é que ir trabalhar assim para um escritório de mulheres que andam todos os dias de saltos agulha, se maquilham e se arranjam todas, não e lá muito confortável. Tenho tentado ser eu, marcar a diferença, não perder a minha identidade, vestir-me como sinto confortável, para me sentir dentro desses padrões, ou lá perto pelo menos. Arranjei truques para isso e até o que compro é sempre a pensar nisso.

Depois confesso que dentro deste mundo não é tudo como parece cá fora, ou como quer parecer. Há dias que me apetece pegar nas minhas coisas, fechar a porta e não voltar mais, mas não posso. Estou na 2ª fase de um estágio de advocacia em que o objetivo é já termos autonomia e independência para fazermos coisas sozinhos, já termos mais conhecimentos do que aqueles conhecimentos teóricos que aprendemos durante a licenciatura e o mestrado, e para isso é que este estágio é dividido em duas fases: uma primeira fase, de oito meses, que consiste em aulas das matérias mais importantes e, uma segunda fase, de um ano, onde temos um conjunto de obrigações para preencher, como intervenções orais, assistências acompanhadas e sozinhas e subscrever peças, que devemos ser nós a fazer as mesmas. Mas, há sempre volta a dar. A primeira fase, apesar de importante, não é mais do que relembrar aquilo que já sabemos, ou que devíamos saber e, a segunda fase é a continuação.

Posso ter sido eu que tive azar no estágio, não creio, porque não sinto que, durante o meu tempo de escritório na primeira fase, aquela em que não podemos fazer nada sozinhos, mas que devemos aprender, tenha aprendido alguma coisa, além do que já sabia. Então, nesta segunda fase, como a corda aperta e tenho de fazer relatórios do que ando a fazer, estou a fazer o que devia ter feito na primeira, e o que devia estar a fazer na segunda. Ou seja, dois em um, e isso não é mesmo nada bom. Primeiro, porque acham que já devemos saber tudo, e isso é mentira, se não nos acompanharam como devia ser na primeira fase. E, segundo, porque devemos continuar a ser acompanhados na segunda, porque somos simples estagiários.

Grande parte das vezes sinto-me desmotivada, outra grande parte das vezes sinto que sempre que vou para o escritório é tempo perdido da minha vida. Há dias que venho para o escritório que estou uma tarde completa a fazer atualizações numa legislação que nem é minha. E passo-vos a explicar. Atualizações a códigos é cortar e colar, tipo trabalhos manuais da escola, que compete a cada profissional e não a estagiários, porque isso foi o que fiz ao longo de toda a minha licenciatura, manter a minha legislação atualizada, porque seria penalizada nos exames se não o fizesse. Além disso, não é trabalho da segunda fase.

Por um lado, já só quero que o estágio acabe, a ansiedade toma conta de mim quando penso se em Abril terei tudo o que preciso para ir a exame, e já só faltam 5 meses, interrompidos pelas férias judicias do Natal, da Páscoa e pela mais recente greve dos magistrados judicias que começa hoje.

 

A ideia é manter sempre o pensamento positivo, nem sempre é possível confesso, mas a luta é mesmo essa, é não desmotivar e pensar que estou a aprender o suficiente para em setembro/outubro do próximo poder safar-me sozinha, porque aí, nessa altura, já não sou estagiária. E será que estarei preparada? A saga, como devem imaginar, tem continuação. Até Abril ainda faltam 5 meses.

 

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(a imagem é daqui)

 

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