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Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

Coisas (des)Interessantes

Não penses que o mundo, a vida ou o tempo, te vão devolver alguma coisa daquilo que fazes. Nem tens de pensar isso sequer! Simplesmente faz!

15
Abr18

Rotinas e métodos de estudo

mudadelinha

Quando saí do ensino secundário o meu método de estudo era o mais simples de todo, memorizava tudo, porque sempre tive muita facilidade em decorar de forma rápida e eficaz e tive sempre muita memória fotográfica, então era muito simples conjugar uma coisa com a outra e ter êxito nas avaliações. Achava eu que esse método me ia acompanhar toda uma vida e que seria sempre o meu segredo, estava eu muito enganada, mas foi difícil perceber isso, e caí muitas vezes no erro de tentar fazê-lo, não corria bem e sentia-me frustrada e culpada, achava que se calhar não me tinha esforçado o suficiente.

 

Entrei na faculdade, num curso que podia muito bem apoderar-me dessa capacidade de conseguir memorizar com facilidade, mas comecei a aperceber-me que era impossível fazê-lo quando tinha muitos testes ou exames na mesma semana, porque perdia imenso tempo a fazê-lo. Normalmente, fazia resumos à mão, muito bonitinhos e depois decorava aquilo. Era impossível fazê-lo na faculdade, perdia horas com aquilo e se durante o secundário fazer resumos me ajudava a memoriar, isso começou a não acontecer na faculdade, porque não conseguia resumir de forma significativa algumas coisas, e comecei a sentir que fazer resumos não me ajudava a entender a lógica de nada, chegava ao fim e sabia o mesmo que no inicio. Tentei muitas vezes e, se calhar, se fosse ainda o tentava se achasse que tinha tempo. Quando comecei a perceber que tal não resultava, comecei a dar mais importância ao tempo que tinha: se tinha muito tempo para estudar, se não tinha, o intervalo entre avaliações e apresentações. Isso ajudou-me bastante porque comecei a criar outros métodos de estudo.

Depois de passar por mais que um método e rotina de estudo o que achei que me trouxe mais sucesso foi o de ler, simplesmente ler e reler quantas vezes fossem necessárias, mas para isso precisava de organizar outras coisas antes.

  • No inicio de cada semestre (o meu curso foi todo estruturado por semestres) pegava numa capa e separava as disciplinas que estava a fazer.
  • À medida que os professores iam colocando coisas no moodle ia imprimindo, para não deixar para a última da hora, porque há disciplinas que é mesmo muita coisa e perdia horas a imprimir tudo. Normalmente, tirava uma tarde de fim de semana para fazer isto.
  • A minha melhor descoberta nos últimos tempos da faculdade foi o computador, levar o computador para as aulas foi a minha grande ajuda, apesar de preferir muito mais escrever a papel, escrevo muito mais rápido a computador. Então, levava sempre computador para as aulas porque me ajudava imenso.
  • A partir do momento que comecei a levar computador e, através do computador organizava muito melhor as aulas, chegava ao fim do semestre e era só imprimir as aulas de todas as disciplinas.
  • Quando tinha a capa, que falei no ponto um, toda organizada, começava por ler as aulas da disciplina que precisava estudar em primeiro lugar. Lia e relia as aulas, corrigia erros, alterava o que precisava, tirava apontamentos, acrescentava determinados aspetos que estavam melhores explicados no livro da disciplina, mas lia as aulas quase todos os dias até ao exame.
  • Este ponto depende do tempo que tinha para estudar, se estivesse à vontade a nível de tempo fazia resumos, mas resumos muito bem resumidos, o género de tópicos e palavras chaves só para me orientar. Se esse tempo extra não existisse, os resumos nem faziam parte dos planos, o objetivo era entender corretamente a matéria.
  • Quando sentia que sabia bem a matéria, que já a tinha percebido, começava a fazer casos práticos. O meu curso e as minhas avaliações foram todos à base de casos práticos, tinha exames estruturados só em casos práticos e as correções dos exames dos anos anteriores eram a melhor coisa que existia, porque depois de vermos a estrutura dos exames era muito mais fácil estudar.
  • No dia antes do exame, se o estudo tivesse corrido bem, claro que houve exames que o estudo não correu assim tão bem, ainda relia mais vezes as aulas e acabava de resolver os casos práticos.

 

Até acabar o curso fui descobrindo muitas outras rotinas de estudo e muitos outros métodos que me ajudaram imenso. Primeiro que tudo era estudar e concentrar-me, estar a estudar sem estar concentrada naquilo era o mesmo que nada. Aprendi a avaliar isso, se o estudo estava a ser produtivo ou não. Se não estivesse tentava perceber a razão e grande parte das vezes essa razão prendia-se com o local onde estava a tentar estudar, ou com a hora, a companhia, o barulho à minha volta. Outro dos segredos e este foi díficil, muito dificil de chegar lá, dedicação e foco. Estudar não é tão simples quanto parece, sobretudo porque temos de estudar matérias das quais não gostamos, ou até gostamos mas são dificeis de se estudar, e isso pode desmotivar. Temos de ser persistentes e muito determinados. Sem determinação não vamos conseguir mesmo, ou os resultados não vão ser tão bons quanto poderiam ser. 

Normalmente, tínhamos aulas de dúvidas e achava que as aulas de dúvidas eram oportunidades muito boas, pelo que aproveitava quase sempre, rara exceção, porque os professores dão dicas, tiram dúvidas, fazem mais casos práticos e as dúvidas dos restantes colegas podes esclarecer-nos a nós.

Sei que o método de estudo depende de cada um e também do grau de concentração. Eu, por exemplo, em locais que não são completamente silenciosos, quando estou a estudar ouço sempre música, mas há momentos que a música não me ajudava a concentrar e preciso tirar os fones ou parar a música para me conseguir concentrar mesmo no que estou a fazer. Mas isso depende de cada um, eu consigo estudar em sítios com barulhos, mas depende dos dias, das horas, da minha concentração, do meu cansaço, de tudo basicamente, do género de barulho à minha volta.

Grande parte do tempo o meu método de estudo e a minha rotina de estudo passava pela gestão do tempo, e isso sim não era de todo fácil. Mas ajudou-me não só a nível de estudos, de trabalhos, mas também na vida pessoal. Organizarmos o nosso tempo é importante, definirmos prioridades, sabermos o tempo que temos para fazer cada coisa, se podemos deixar algo para outro dia, se devemos estudar aquela disciplina em primeiro lugar, ou outra ao invés daquela. Sempre fiz muitas pausas enquanto estudava, eu organizava mesmo as minhas horas de estudo e definia metas. Por exemplo, "Daqui a uma hora quero ter chegado à página 37, porque nesse página começa outro capítulo e, como já estou a ler há muito tempo, preciso de uma pausa antes de começar o novo capítulo!", e então fazia pausas sempre que sentia necessidade, quando sentia que não estava concentrada e o estudo não estava a render, quando tinha fome, sede, vontade de ir à casa-de-banho, quando já estava a estudar há muito tempo. Mas eram pausas razoáveis, não estuava uma hora e parava duas, tentava sempre fazer pausas de meia hora, que dessem tempo de me desligar um bocadinho e descansar.

 

O grande segredo passa muitas vezes por aí e foi sempre o meu principal trunfo. Não sei se há alguém por aí que ainda estude, se há métodos para partilhar, como ainda estou em fase de estudos, e tenho uma tese para fazer, aceito todas as sugestões e mais algumas, uma outra ideia de post é como elaborar uma tese, mas como ainda está muito no inicio é dificil de fazê-lo, mas aceito mesmo sugestões, porque ainda tenho muito para estudar!

 

Bom domingo e boa semana! 

03
Abr18

Reciprocidade do bem

mudadelinha

Sou uma pessoa de sorriso muito fácil e, normalmente, bem - disposta. Gosto muito de ser recebida com um sorriso, com uma palavra simpática, com educação e bom-senso e gosto muito de retribuir isso, de dar um sorriso, uma palavra simpática, de mudar o dia de alguém, porque um sorriso muda o dia de muitas pessoas à nossa volta, até o nosso. Um sorriso esconde muita coisa, mais do que gostaríamos até, é a maneira mais fácil de escondermos a nossa história, a nossa dor, o que estamos a sentir, mas por outro lado, há dias que não é fácil sorrirmos para quem quer que seja. Costumo receber toda a gente com um sorriso, seja no trabalho, seja em casa, sejam amigos ou desconhecidos. Se vou ao supermercado levo um sorriso comigo, à farmácia, ao hospital, ao talho, a quase todos os sítios. Quando me retribuem com má educação ou com arrogância é que a coisa muda de imagem, mas até aí às vezes prefiro continuar a sorrir.  Também é a melhor resposta para essas pessoas e para a antipatia e arrogância.

Mas, bem, estou para aqui a enrolar porque há situações que nos mostram que vale a pena todo este esforço, mesmo nos dias maus. Um dia destes, já foi há pelo menos três semanas, eu estava a trabalhar na faculdade numa conferência, costumo fazer o check-in das pessoas que se inscrevem e distribuir os diplomas e certificados, e nestas conferências costuma haver um pequeno intervalo para lanche, entre 15 a 30 minutos normalmente. E, às vezes, à entrada da sala ou do auditório, a empresa que explora o bar da faculdade monta um lanchinho, com bolos, biscoitos, bolachas, café, sumo, chá e coisas parecidas.

O dono do bar não é das pessoas mais simpáticas do mundo, nem gosto muito de fazer favores, anda sempre a resmungar, mesmo com os funcionários. Mas, no fim do intervalo dessas conferências, deixam-me sempre tirar umas bolachas e chá ou sumo para mim. Numa dessas vezes, não houve lanche, quem quisesse lanchar ou tomar café ia diretamente ao bar porque aquela hora estava aberto e eu até tinha lanche, mas acabei por ir comprar um sumo e qualquer coisa para comer, não me estava a apetecer comer aquilo que tinha na mala. Quando me volto a recolher ao meu local de trabalho, vejo o dono do bar a vir na minha direção com um copo de chá e um saquinho de papel cheio das bolachas e biscoitos que gosto. Fiquei sem reação inicialmente, ao que lhe disse que não era preciso, que eu tinha acabado de ir comprar lanche. Mas, a reação do senhor foi tão simpática que eu fiquei mesmo sem palavras, e ele disse “Oh a menina é sempre tão simpática e anda sempre cheia de fome, lembrei-me de si porque hoje não houve lanche!”. Bem, não sei se fiquei a pensar na parte de andar sempre cheia de fome (shame on me!) ou na parte de que sou sempre muito simpática.

Sei que o senhor foi embora e eu pensei “É por esta e por outras que vale sempre a pena sorrir, ser educado e simpático!”. Ganhei ali o meu dia com uma atitude tão simbólica, mas que significou tanto.

 

29
Jan18

Mais um nova étapa

mudadelinha

Quando escolhi o meu mestrado não sabia muito bem aquilo de gostava ou não e, digo-vos, que foi uma decsão difícil, porque eu não sabia mesmo o que escolher. Escolhi Direito do Trabalho e não me arrependo nada mas, ao longo, deste último ano que passou, sempre me assustou a parte da tese, porque não fazia ideia da área/tema que queria escolher. As pequenas ideias que tinha e que fui apontando eram temas que já tinham sido estudados em teses e queria fazer algo diferente, inovador, um tema que não fosse tão comum mas que fosse inovador.

 

Depois de muito pensar, a decisão não se mostrou difícil e decidi ir falar com uma professora, para ela me esclarecer melhor, e com o intuito de perceber se tinha interesse no meu tema para poder ser ou não a minha orientadora de tese.

 

O meu tema de tese vai versar sobre os Acidentes de Trabalho e a minha principal ideia, que neste momento ainda se encontra em construção, é fazer um paralelismo entre os Acidentes de Trabalho no setor privado e os Acidentes em serviço no setor público. Acho que tenho pano para mangas, muito por onde virar, por isso queria delimitar melhor essa ideia, pelo menos centrá-lo mais, concretizá-lo melhor e não ser tão geral.

 

Estou mesmo muito entusiasmada. O inicio desta nova étapa aproxima-se, estou com aquele nervosinho miudinho mas muito orgulhosa por ter conseguido chegar até aqui, e que esta étapa seja concluído com sucesso também.

23
Dez17

O meu amor por direito do trabalho

mudadelinha

É Natal. Amanhã é véspera de Natal e na segunda é dia de Natal. Dia 25, portanto. 

 

Sei que não vou ter Natal quando tenho 3 trabalhos para entregar dia 30, até à meia noite. Um deles está feito, mas os outros dois só me dão vontade de rir. Um está, ligeiramente, adiantado e o outro está por fazer. O meu primeiro exame é dia 5 de Janeiro. Ainda não comecei a estudar porque ainda não tive tempo. 

 

Não sei para que lado me vire e só sei que vou passar o meu Natal e o meu ano novo em frente a este maldito computador.

 

Quem corre por gosto não cansa, e o meu amor por direito do trabalho é gigante (or not!).

15
Dez17

Conversas de "recreio"

mudadelinha

Um dia destes, num intervalo qualquer de uma aula, ou num momento de descontração, numa pausa, estava com alguns colegas no átrio da faculdade, enquanto uma colega contava que o tio a tinha ido visitar à faculdade com um amigo. E, as restantes colegas estavam eufóricas porque queriam imenso ter conhecido o tio e o amigo. Estavam mesmo entusiasmadas com aquilo porque, segundo elas, era a oportunidade perfeita de terem conhecido o amigo e a perderam.

 

Não estava a perceber aquilo. Ao que, inocentemente, perguntei "Mas o que tem o amigo do tio? Não estou a perceber." E a rapariga que estava ao meu lado responde-me "É o marido, não é o amigo!" e encolhe os ombros. 

 

Se não estava a perceber o que se estava ali a passar, menos fiquei a perceber. Pensei que essa fase já estivesse ultrupassada, mas não. Desilusão.

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