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Coisas (des)Interessantes

Coisas (des)Interessantes

12
Mai18

A lei do positivismo - a maior lição

mudadelinha

 

A minha vida anda virada do contrário há alguns dias e está um bocadinho difícil voltar à minha tão querida rotina. Os dias sem vontade de sorrir tem-se repetido, vezes sem conta, e a vontade de sair da cama também tem sido muito pouca, mas lá tem de ser.

O estágio lá vai correndo, uns dias melhores, outros piores, uns com vontade, outros sem vontade, mas muito melhor que o primeiro, e só por aí já vale tudo e já não custa sair da cama para ir para o escritório, a vontade já é alguma de ir, apesar de muitas vezes o cansaço falar mais alto. E como odeio sentir-me cansada, cansada física e psicologicamente, não gosto de me dar ao cansaço e de passar dias a repetir “Estou cansada!”, as pessoas que me ouvem a dizê-lo devem pensar que ando sempre cansada, porque de facto ando maior parte dos meus dias cansada.

A tese começa a ganhar cor, depois da primeira reunião, depois da marcação das primeiras datas e depois de alguns dias passados enfiada na biblioteca da faculdade, sinto que fiz uma boa escolha, quer do tema, quer da professora orientadora, e estou a adorar começar a ler mais sobre o tema. Adoro qualquer coisa que me faça aprender mais e ganhar conhecimento. Aqueles dias que saio da biblioteca ou do estágio e sinto que aprendi, que renderam aquelas horas todas a fazer determinada coisa, sinto-me verdadeiramente realizada. Nem sempre acontece, mas quando acontece, respiro de alivio e alegria. A verdade é que fico triste por não puder dedicar-me de forma completa à tese e por ter mil e um compromissos, e por ser tão difícil definir as minhas prioridades, porque é tudo importante, e ter de abdicar de alguma coisa às vezes é tarefa difícil.

As aulas da ordem estão a acabar e estou mesmo ansiosa que terminem, porque o ambiente que se instalou na minha turma é de cortar à faca, parece que voltamos ao secundário e tirando os amigos e colegas conhecidos que já tinha, não consegui estabelecer mais relações, porque as pessoas são realmente difíceis, e sente-se que estamos num mundo de trabalho competitivo, que os colegas olham de lado para todos, como concorrentes e futuros colegas, e não como pessoas que estão a lutar pelo mesmo e pelo mesmo futuro, e que nos podemos ajudar todos.

Fora isso o maior dilema dos meus últimos dias tem sido ponderar e gerir o meu tempo e pensar em fazê-lo nos próximos tempos. A tese tem de ser entregue em finais de outubro (dia 31 mais concretamente, mas posso fazê-lo antes!), e estava a organizar as minhas férias com o L. para finais de setembro, porque é a única altura em que conseguimos fazer férias juntos e este ano estávamos a pensar ir para fora, tirar 5 dias em Malta, para podermos passear e conhecer outro país, porque adoramos viajar e nunca temos oportunidade de o fazer, porque temos horários completamente incompatíveis. Programava também repetir o trabalho do verão do passado, já quero falar disso aqui há imenso tempo, porque foi uma ótima experiência e porque aproveito sempre o verão para fazer alguma coisa, visto que o meu estágio não é remunerado e ainda tenho algumas despesas, com a alimentação, o transporte, o material que vou precisando para trabalhar, como livros, legislação, fotocópias, etc. Este tem sido o meu maior dilema, será que vou conseguir fazer tudo? Que vou conseguir conciliar o trabalho de verão, com a tese e umas férias em setembro? Estamos a ponderar adiar essas férias, mas decidimos ter calma, um dia de cada vez e depois logo vemos. Já tínhamos reservado hotel, podemos cancelar gratuitamente até setembro e estávamos a ponderar comprar a viagem de avião em meados deste mês, o que decidimos atrasar mais uns dias, para eu conseguir ter uma perceção de como a tese vai correr até lá.

A maior lição de tudo tem sido aprender a ver as coisas boas, a pensar sempre de forma positiva e ter calma. Não pensei que o fosse conseguir, mas tenho conseguido e tem sido realmente bom, porque sinto que mesmo depois de um dia mau, sinto-me feliz com alguma coisa, quanto mais não seja porque esteve sol e adoro a luz solar. No meio de tantas coisas, e de alguns problemas que não são meus, surgiu-me uma entrevista de trabalho na próxima semana, de um emprego a sério, num local que eu adorava trabalhar, que já nem me lembrava de ter mandado o meu currículo, e que apesar de ser um bocadinho longe de casa, me fez ter esperança e fé, o que também estava difícil. E não estou ansiosa nem nervosa, como muitas vezes ficava com estas situações, porque já nem esperava que me ligassem, mas estou com um feeling positivo. Disse isto ao L. e ele só me apertou a mão e sorriu, como que me diz “Eu estou aqui, quer corra bem ou mal!”, e sempre que ele estiver eu sei que fica sempre tudo bem. E estou a fazer fisgas que corra bem, mesmo que não corra, vou estar de cabeça erguida e vou ver alguma coisa positiva nisso, ou pelo menos vou tentar. Esta proposta surge porque o meu estágio não é remunerado, e sempre que vejo alguma vaga ou algum trabalho que me interessa, mando o meu currículo, porque se, eventualmente, conseguir algum emprego na minha área, pondero seriamente aceitar, vejo as vantagens e desvantagens, e decido se sim ou se não.

No fim do dia sinto-me cansada, tem sido difícil gerir o meu tempo, definir prioridades, estar com quem mais gosto, passar tempo em casa, escrever no blog, passear e fazer o que gosto e me faz feliz, mas no final do dia também me sinto feliz e respiro de alivio e de alegria, porque nem tudo pode correr bem, mas há sempre alguma coisa boa e positiva, que nos ensina a ter calma e a respirar, e nos ensina sobre nós mesmos.

 

Eu estou aqui e apesar de afastada nestes últimos dias não me tenho esquecido, e tenho sentido mesmo falta de escrever mais, a minha rotina anda a recompor-se novamente. Mas vamos lá ter calma que tudo acontece a seu tempo e às vezes só preciso respirar, nem eu sabia que tinha tanta calma, mas tenho sentido um bocadinho de orgulho nisso, quando penso que há alguns anos já tinha explodido e gritado e mandado tudo ao ar. Não adianta de nada penso eu, concordam?

13
Mar18

Mudar de prioridades nem sempre é mau

mudadelinha

Devemos definir prioridades para organizarmos melhor o nosso tempo, para dar-mos mais importância a cada coisa, para por-mos cada coisa no seu devido sítio e para conseguirmos dar sempre o nosso melhor naquilo que fazemos. Nunca fui muito boa nesta gestão de prioridades, ou porque surgia alguma coisa mais aliciante, ou pela falta de vontade nas tarefas que tinha para fazer, e colocava sempre qualquer coisa à frente da verdadeira prioridade. Se me arrependi algumas vezes? Sem dúvida que sim. Prejudiquei várias vezes certos afazeres porque não soube gerir prioridades, principalmente, no que toca a estudar.

 

Mas, ao longo dos últimos anos, tenho-me apercebido que sem prioridades bem definidas é impossível gerir o meu tempo e fazer aquilo que gosto. Antes de mais comecei por ponderar muito bem aquilo que era realmente importante fazer naquele exato momento. Em cada fase da nossa vida temos prioridades diferentes, aliás a cada dia que passa as prioridades vão-se alterando. Se hoje a minha prioridade é dar o máximo nas aulas e não falhar, amanhã a minha prioridade pode ser outra qualquer. Isso não é necessariamente mau. Passamos por várias fases e é normal que cada uma delas exija prioridades diferentes.

 

Tenho-me apercebido que as minhas principais prioridades foram-se alterando de forma muito importante e não considero isso mau, nem aborrecido, porque significa que cresci e que comecei a ter outras perspetivas, perspetivas diferentes de ver as coisas. Pelo contrário, tenho-me sentido mais confiante e segura com isso, porque vou definindo pouco a pouco aquilo que é importante para mim e para a minha felicidade.

 

Neste momento uma das minhas prioridades é o meu descanso pessoal e digo-vos que todos os dias procuro ter um bocadinho de espaço para isso, ou para ler, escrever, passear pela internet ou simplesmente para fazer aquilo que eu gosto. E tudo se deve a uma gestão de tempo. Se há uns tempos a minha prioridade era trabalhar, a minha prioridade agora é passar tempo com as pessoas de que gosto, incluindo com o L., fazer aquilo que gosto e me dá prazer. A gestão do meu tempo vai sempre ao encontro destas prioridades, apesar de às vezes se tornar difícil, tento fazer o que tenho para fazer: se tenho de estudar estudo, se tenho de trabalhar trabalho, procuro nunca deixar para amanhã o que posso fazer hoje, nem deixar para daqui bocado o que posso fazer agora. Isso bem definido faz com que tenha mais tempo para outras coisas, ao invés de o estar a gastar com coisas desnecessárias.

 

Já há algum tempo que me tinha apercebido, mas este fim de semana foi claro. Apareceu-me um trabalho para domingo, que implicava estar o dia todo fora de casa e não saber a que horas chegar. Balancei as prioridades e achei que não compensava ir fazer uma coisa que não queria, o peso do descanso pessoal e o peso de mais um trabalho, que por muito jeito que me desse não me ia pagar um domingo em casa, a arrumar o meu quarto, ler, ouvir música e ter o dia para mim, coisa que não costuma acontecer. Tenho andado sempre cheia de coisas para fazer porque meto-me em tudo e quero fazer tudo ao mesmo tempo e isso significa abdicar de tempo para mim e abdicar de tempo para fazer aquilo que gosto. Há muito tempo que o meu tempo é contado até ao último segundo e os dias deviam ter 48 horas (mas não tem!) e gerir tudo nem sempre é fácil. Tentar conciliar as aulas da ordem com o estágio, com a realização da tese, com tempo para a família e para o namorado e ainda com alguns trabalhinhos ao fim de semana para ganhar algum dinheiro não é fácil. Daí o ter de gerir prioridades e refletir sobre o que é mais importante. Sempre que me vejo num conflito de tarefas pondero, pondero com a cabeça e com o coração grande parte das vezes e tem resultado.

 

Outra das questões é colocar tudo primeiro que o nosso descanso e deixarmos sempre isso para último. Consigo ser multifunções e multifacetada com facilidade, mas digo-vos que cansada há sempre alguma tarefa que não corre como devia porque não estou empenhada a 100% e porque não estou a dar o meu melhor. Acho isso mais frustrante que tentar fazer tudo ao mesmo tempo.

 

Esta balança é essencial na minha vida e grande parte das vezes é muito difícil de o fazer, mas precisa ser feito e precisamos de abdicar de coisas que não nos dão prazer. Foi isso que fiz e não me arrependo de cada vez que o faço porque me traz paz interior e traz-me descanso, coisa que preciso e nem sempre o tenho.

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